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11 de outubro de 2019 Ultima atualização: 11 de outubro de 2019

Rentabilidade da Vérios no Terceiro Trimestre de 2019

O terceiro trimestre deu continuidade ao desfile de ótimos resultados.

11 de outubro de 2019

“A maioria dos investidores, tanto institucionais como individuais, verá que a melhor maneira de possuir ações é através de um fundo de índice que cobra taxas mínimas.”
– Warren Buffett, 1996. Annual Report, Berkshire Hathaway

Howard Marks, famoso investidor norte americano, certa vez escreveu “Quando as coisas estão indo bem e preços estão altos, investidores correm para comprar, esquecendo toda a prudência. Então, quando o caos se dissemina e os ativos estão em preços de liquidação, eles perdem toda a vontade de assumir riscos e correm para vender. E assim sempre será.” 

Profético. 

Em um ano em que a maioria dos ativos brasileiros se valorizaram constantemente, em especial a bolsa de valores e os títulos de juros de longo prazo, o comportamento dos investidores tende à euforia. É um comportamento previsível e compreensível; somos impelidos, seja por nossos instintos, seja pelos próprios veículos de comunicação, a seguir o afã do mercado. Mas, antes de ceder a esse impulso, é sábio pensar duas vezes.

Raciocínio de segunda ordem

Ainda usando o mesmo autor como referência, em seu famoso livro “The Most Important Thing Illuminated”1, Howard Marks apresenta o conceito de investidores que possuem raciocínio de segunda ordem. É assim que ele se refere àqueles que analisam o cenário de forma profunda, serena e ampla; fugindo ao senso comum.

Hoje em dia sabemos que o cérebro humano tende a procurar a solução mais fácil para qualquer problema. Nos investimentos assim como na vida, muitas vezes, tomamos decisões sem aprofundar o raciocínio ou questionar de forma mais contundente a realidade que nos é apresentada. 

Tal reflexão se mostra altamente relevante nos tempos atuais, em que toda a mídia alardeia a chegada da taxas de juros a patamares “nunca antes vistos”. O grito que ecoa ordena que o investidor abandone a renda fixa e “corra para a bolsa de valores” – o que pode à primeira vista fazer sentido. 

Concordamos que uma posição de renda variável é importante para diversificação da carteira. Contudo, note, dizemos diversificação de investimentos calcada em cálculo matemático, análise das correlações históricas dos ativos e controle de risco. A famosa Teoria Moderna de Portfólios, na sua melhor forma.

Diversificação versus Perfil de Risco

A mudança estrutural do patamar de juros no Brasil não acarreta a alteração instantânea de perfil de risco das pessoas, nem deveria. A diversificação continua importante como sempre foi, e continuamos a defendê-la como sempre fizemos. 

Vivemos um contexto global de taxas de juros nas mínimas históricas e até mesmo negativas. Hoje em dia, um dos ativos mais escassos no mundo são taxas juros, e aqui no Brasil não é diferente. 

Escrevemos um belo artigo sobre isso em setembro: Queda da Taxa Selic: como a redução dos juros afeta seus investimentos.

Nesse sentido, buscar diversificar em novas classes de ativos para aumentar seu retorno faz sentido. Um exemplo óbvio é a bolsa de valores, seja por fundos, ETFs ou ações, mas a grande questão é: qual proporção de ações você deveria adicionar em seu portfólio? Você está preparado para que amplitude de oscilações? Você possui autoconhecimento suficiente para fazer essa migração? São esses tipos perguntas que precisam ser respondidas (com ou sem ajuda especializada) antes de tomar qualquer decisão.

No modelo da Vérios, as parcelas de renda variável estão presentes desde o lançamento das carteiras inteligentes e gradativamente vem aumentando sua participação, o que não implica necessariamente em aumentar o risco. 

Novamente, a nossa metodologia é analisar o portfólio como um todo, observando como as classes de ativos se relacionam ao longo do tempo, por isso, a diversificação é fruto de muito cálculo e análises históricas.

Dito isso, vamos à rentabilidade. As carteiras da Vérios seguem na sua boa fase, e, nesse terceiro trimestre, os destaques seguem sendo a renda fixa e o dólar. 

Rentabilidade até Setembro/2019

A rentabilidade nos últimos 12 meses continua excelente. A mediana das carteiras de nível 5 atingiu retorno de 262% do CDI nessa janela de tempo, lembrando que tal performance é líquida de custos, ou seja, é a rentabilidade depois de já descontados os custos.

Vérios: Rentabilidade Líquida 12 meses até 09/2019

O resultado de 12 meses é explicado também pela boa performance do último trimestre (julho a setembro). Apesar da grande volatilidade, esse trimestre contribuiu para manter o bom resultado das carteiras. Veja como foram os resultados desses três meses isoladamente:

Vérios: Rentabilidade Líquida Jul-Set/2019

Movimentos do mercado financeiro

Em meados dos anos 90, costumava-se dizer que “quando o mundo fica gripado, o Brasil pega uma pneumonia”. Parece que essa frase não é mais tão verdadeira, pois o terceiro trimestre foi marcado uma série de eventos negativos no mercado internacional e que, analisando friamente, não tiveram impacto relevante no mercado local. 

O caráter defensivo que a economia brasileira vem apresentando é evidente. A manutenção de reservas internacionais em moeda forte (dólar), a agenda de reformas liberalizantes e a retomada (mesmo que ainda muito lenta) do crescimento econômico são fatores que ajudam a explicar a boa performance dos ativos brasileiros. 

A despeito disso, o cenário internacional foi vetor das grandes instabilidades. Dentre os eventos do trimestre, podemos destacar a divulgação das prévias das eleições argentinas, que levaram a uma queda generalizada das bolsa de valores de mercados emergentes; assim como a inversão da curva de juros norte americana, que historicamente foi um preditor de recessão econômica nos meses seguintes; e também o acirramento das relações entre EUA e China, em um contexto de conflito de duas grandes potências mundiais. 

Com a reforma da previdência aprovada no Congresso (e tão logo no Senado) e os índices de inflação nas mínimas históricas, as taxas de juros como um todo seguem em ritmo de redução. Com isso, o Tesouro Prefixado de vencimento em 2022 (Letra do Tesouro Nacional), apresentou rentabilidade de 11,8% no ano de 2019, bem como o Tesouro IPCA com vencimento em 2050, atrelado à inflação (Nota do Tesouro Nacional B) acumula retorno de 31,9% de janeiro a setembro.

Na parcela de renda variável, o ETF que replica a variação da bolsa brasileira também registra boa performance, acumulando alta de 18,7% no ano, apesar da volatilidade. O Ibovespa atingiu um pico de 105,8 mil pontos logo no dia 11 de julho, e desceu até um vale de 96,4 mil pontos no dia 26 de agosto para depois terminar o trimestre de volta aos 105 mil pontos. A parcela ligada a bolsa de valores americana está com retorno acumulado de 28,8% no ano, muito ligado ao fortalecimento do dólar frente a todas as demais moedas.

Se quiser acompanhar a evolução desses números semanalmente, peça para entrar na nossa lista de transmissão via WhatsApp, clicando aqui. Enviamos um update simples e direto, toda segunda-feira.

Vérios: Rentabilidade do Primeiro ao Terceiro Trimestres de 2019

O que esperar da Vérios

Nassim Taleb costuma dizer que as variações de curto prazo de um portfólio são apenas estatísticas, o retorno efetivo é apenas observado no longo prazo. Compartilhamos dessa visão, pois, independentemente dos excelentes resultados apresentados aqui, a metodologia de gestão das carteiras inteligentes da Vérios foi pensada para controlar rigorosamente o risco assumido, aumentando a segurança do investimento e, dentro de cada patamar de risco escolhido, obter o melhor retorno possível.

Os modelos de alocação seguem uma metodologia clara e renomada no meio acadêmico e no mercado financeiro, com um foco no horizonte de médio e longo prazo. A prioridade é a preservação de capital, por meio do controle de risco e balanceamento dos portfólios. 

Explore esses dois links para saber mais sobre diversificação de investimentos e como escolhemos os ativos que compõem a carteira:

Até a próxima!

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11 de outubro de 2019
Ultima atualização: 11 de outubro de 2019

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Autores

Pedro é gestor de recursos credenciado pela CVM e responsável pela engenharia financeira das carteiras inteligentes na Vérios. Trabalha há anos no mercado financeiro, tendo atuado por alguns anos em uma das maiores gestoras de recursos do Brasil. É também editor no Terraço Econômico, maior portal independe de economia do país, formado em Economia pela Unicamp e com passagem na Universidade do Porto, em Portugal.

CEO da Vérios, a fintech que te ajuda a fazer investimentos inteligentes, de forma fácil, rentável e segura. Pode confiar. Felipe conta com mais de 10 anos de atuação no mercado financeiro, e em 2011 cofundou o site Comparação de Fundos, primeiro a dar transparência a mais de 15 mil fundos de investimento. É advogado pela USP e pós-graduado em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA.

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