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29 de Abril de 2016 Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

A alta dos juros pode fazer você perder dinheiro na renda fixa

29 de Abril de 2016

Quando comecei a escrever esse artigo há alguns minutos, ele tinha o título A alta dos juros e a deterioração do crédito privado, mas achei que, com esse título chato, você não ia se interessar a ponto de ler. Sem ler, jamais saberia o risco que hoje ameaça os seus investimentos de renda fixa.

Sim, os de renda fixa. Aqueles que você acha que estão seguros.

Lá em meados de 2015, com os juros acima de 13% ao ano, nós já avisávamos sobre isso, com o artigo Alta dos juros: os dois lados da moeda.

Artigo no blog da Vérios em junho de 2015 - Alta dos juros: os dois lados da moeda

De lá pra cá, os juros continuaram subindo e o aviso, mais do que nunca, continua valendo: nesse novo cenário, você PRECISA reavaliar sua carteira de investimentos, olhando para o crédito privado com outros olhos.

Para alguns investidores, agora já é tarde demais. Já começaram a perder dinheiro. E muitos outros já estão tendo rendimentos abaixo da Selic, apesar de terem corrido um risco muito maior; esperando portanto uma rentabilidade maior. E é isso que mostra a matéria de hoje no jornal Valor Econômico: Deterioração de crédito privado bate nos fundos.

Valor Econômico em abril de 2016: Deterioração de crédito privado bate nos fundos

A matéria abre assim:

Pela primeira vez os investidores brasileiros sentem o que é aplicar em um fundo de crédito privado de fato. A estabilidade de retorno ficou no passado e o risco não compensou.

Risco? Na renda fixa? Sim.

O problema não é perder dinheiro ou ter rentabilidade abaixo do esperado eventualmente nos seus investimentos. O problema é ter esses acontecimentos na parte de sua carteira alocada em renda fixa. Por dois motivos.

Primeiro) A parcela de renda fixa do seu patrimônio é onde voce deve buscar maximizar a segurança e a liquidez. É o dinheiro que você saca em caso de emergências. Você não deve ficar buscando “maximizar a rentabilidade da sua renda fixa”, como muitas corretoras e assessores dizem por aí. Isso porque rentabilidade sempre é remuneração pelo risco corrido. Na renda fixa, como LCI, LCA e CDB de bancos de segunda linha, assim como nos fundos de crédito privado, você não vê o risco. A rentabilidade parece muito estável e consistente. Quando o risco se materializa, já é tarde demais.

Segundo) Porque os ativos de renda fixa, quando perdem, raramente se recuperam. Um evento de calote em títulos de crédito privado é um sinal de esgotamento da saúde financeira do devedor. Ainda que ocorra recuperação, em geral é mediante acordos e com recuperação parcial dos créditos. Ao contrário da renda variável, que sobe e desce, a renda fixa vai só subindo, subindo, subindo, devagarinho… mas quando desce, desceu. Não costuma ter volta.

Portanto, faça um favor a você mesmo: deixe o risco da sua carteira somente na parcela de risco. Decida qual percentual do patrimônio você quer aplicar em ativos de risco, e busque maximizar sua rentabilidade com a sua parcela de renda variável.

Na renda fixa, que é sua reserva de segurança, seja prudente. Busque liquidez e segurança. E aceite que essa parcela rende um pouquinho menos que a LCA do Banco XPTO de Piraporinha de Passa Oito.

E nem me venha falar de garantia do FGC, pois eu posso te contar 7 coisas que você não sabia sobre o FGC

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29 de Abril de 2016
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CEO da Vérios, a fintech que te ajuda a fazer investimentos inteligentes, de forma fácil, rentável e segura. Pode confiar. Felipe conta com mais de 10 anos de atuação no mercado financeiro, e em 2011 cofundou o site Comparação de Fundos, primeiro a dar transparência a mais de 15 mil fundos de investimento. É advogado pela USP e pós-graduado em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA.

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