Ainda vale a pena investir na poupança?

vale a pena investir na poupança?

A caderneta de poupança está praticamente no DNA do investidor brasileiro. Quem nunca ouviu dos pais ou dos avós a frase “guarde um pouco do seu salário na poupança”? Tanto é que a tradicional caderneta se tornou sinônimo, em muitos casos, para a ação de poupar dinheiro.

Mesmo com a evolução do mercado financeiro e dos tipos de investimento oferecidos, a poupança ainda mantém lugar cativo na cesta de aplicações de boa parcela dos brasileiros. Segundo uma pesquisa recente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), 76% dos entrevistados que têm recursos disponíveis para investir direcionam a quantia à caderneta. Esse percentual já foi maior: em 2012, chegou a atingir 88%.

Vale lembrar que no fim do ano de 2012 a taxa básica de juros da economia (Selic) estava em 7,25%, um dos patamares mais baixos dos últimos anos. Mas aguenta aí que logo falaremos como a tal da Selic vem influenciando a rentabilidade da poupança.

Segurança, liquidez e isenção de imposto

Mesmo com um cardápio mais farto de produtos de investimento, a caderneta de poupança conquista o paladar do aplicador com ingredientes como segurança, isenção de Imposto de Renda (IR) e praticidade.

Para fechar, a cereja do bolo: a facilidade de resgatar o dinheiro a qualquer momento, conhecida como liquidez. Não à toa essa combinação atrai o investidor, principalmente quem não deseja correr riscos.

O problema é o rendimento da poupança

Mesmo com os atributos citados, a caderneta vem deixando de lado seu brilhantismo nos últimos anos. A mudança das regras do rendimento da poupança, em maio de 2012, foi uma espécie de divisor de águas nesse sentido.

banner-poupancaOs depósitos realizados a partir daquela data passaram a respeitar os seguintes critérios de cálculo:

– Se a taxa de juros básica (Selic) for menor ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR (Taxa Referencial);

– Caso a Selic seja superior a 8,5% ao ano, a poupança tem rentabilidade fixa: 0,5% mais a TR.

O fato é que, de julho de 2013 – quando a Selic estava em 8,5% ao ano – até outubro de 2016 (ou seja, mais de três anos), a taxa básica de juros foi subindo mês a mês, batendo 14,25%. Esse percentual vigorou de julho de 2015 a outubro do ano passado, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a Selic para 14%. A expectativa é que os juros caiam gradualmente neste ano – atualmente, eles estão em 13%.

Mas o que tudo isso tem a ver com o rendimento da poupança? Simples: a alta dos juros nos últimos anos tentou conter a escalada da inflação no país. Em 2015, para se ter uma ideia, a inflação fechou o ano em 10,67%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Naquele ano, a poupança rendeu 8,07%, ou seja, a rentabilidade real (descontada a inflação) foi negativa. Em 2016, a caderneta teve uma leve recuperação e fechou o ano com retorno de 8,3%, rendimento que superou a inflação do ano passado, de 6,29%. Apesar disso, a caderneta de poupança continua perdendo em rentabilidade para outros tipos de investimento. 

Você sabia? A forma de cálculo da rentabilidade da poupança foi alterada em 2012 para manter a sua rentabilidade sempre abaixo da Selic. Com a queda da Selic em 2012, a poupança ficaria mais rentável que outros investimentos de renda fixa, e “puxaria” uma parcela ainda maior das economias dos brasileiros. Para evitar essa concentração de dinheiro na poupança, as regras foram alteradas, deixado a poupança menos atraente para o investidor.

Investimento seguro que rende mais que a poupança

Além de render mais que a poupança, os títulos públicos são ainda mais seguros que a tradicional caderneta. Oi? Sim, você não leu errado. Diferentemente da poupança, em que há o risco de o banco falir e você ficar protegido apenas no limite de R$ 250 mil oferecidos pelo FGC, no caso dos papéis emitidos pelo Tesouro Nacional, esse risco é baixíssimo, quase inexistente.

Em outras palavras, os títulos públicos são o investimento mais seguro do mercado, pois são garantidos 100% pelo Tesouro Nacional, considerado o melhor credor da economia.

Tesouro Selic: tem liquidez e rende mais

Na “família” de papéis oferecidos na prateleira do Tesouro Direto, plataforma de compra e venda de títulos públicos pela internet, o Tesouro Selic se destaca por ter a menor volatilidade na comparação aos seus “irmãos”. Além de seguir a taxa básica de juros da economia (Selic), esse título acompanha o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), referencial das aplicações conservadoras. Por isso, o Tesouro Selic não sofre com as variações nos juros.

É o papel mais indicado para o investidor que precisa de liquidez, ou seja, caso surja um imprevisto ou uma emergência, é possível sacar os recursos aplicados antes do vencimento sem levar susto com o rendimento no período. Essa característica faz do Tesouro Selic uma opção à poupança.

Trocando em miúdos: tudo o que a caderneta oferece de vantajoso (segurança, praticidade, facilidade e liquidez) pode ser obtido com o investimento no título público. Sem contar que o rendimento do Tesouro Selic é diário, enquanto a poupança tem rentabilidade mensal. Sabia disso? Pois é, na poupança seu dinheiro só rende quando o depósito fizer o chamado “aniversário”. Antes de um mês, os recursos investidos não rendem nada. Além disso, se as aplicações forem realizadas em diferentes dias do mês, a remuneração de cada depósito seguirá uma data de aniversário específica.

Os ingredientes segurança, liquidez, praticidade e facilidade estão presentes na receita da Vérios para montar sua cesta de investimentos. Além do Tesouro Selic, a carteira faz um mix de títulos prefixados, papéis indexados à inflação e ações no Brasil e no exterior – tudo bem dosado ao seu apetite por risco.

Com a diversificação de ativos, seu patrimônio ganha forma ao longo do tempo, com acompanhamento e rebalanceamento constantes.

Quer saber como fazer seu dinheiro render mais que a poupança? Simule o plano de investimento e descubra a alocação mais recomenda ao seu perfil.

Dica da Equipe Vérios: Na Vérios, o prazo de resgate dos investimentos é de até cinco dias úteis por conta da parte alocada em bolsa, que é liquidada em três dias úteis. Se você está construindo sua reserva para emergências, recomendamos investir diretamente no Tesouro Selic por meio de uma corretora. Mas se o dinheiro que está na sua poupança está sendo guardado para o médio e longo prazo… Opa! Não perde tempo, não. Vem para a Vérios!

Ainda vale a pena investir na poupança?
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Categorias: Iniciante, Planejamento pessoal, Poupança
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Jornalista especializado em economia e finanças pessoais, Danylo escreve para o jornal Valor Econômico, portal UOL e revista VOCÊ S/A, além do seu blog Economia Sem Enrosco e de colaborar com o blog da Vérios

  • Cristiano

    É mas em praticidade perde feio… Meu banco cobra taxas altas pro td e corretora ta fora de questão pra mim.. Então poupança é único investimento pra mim

    • Isabella Paschuini

      Oi, Cristiano!

      Puxa, realmente, investir no Tesouro Direto via bancos é furada 🙁

      Mas conta pra mim: por que corretora está fora de questão pra você?

  • Marcos Alcantara

    É possível personalizar os percentuais de alocação dos ativos da minha conta?

  • Rodrigo Vitorino

    Infelizmente a verdade é que poupança não é investimento apensar de muitos brasileiros acharem que é, depois que descobri isso minha vida financeira foi para outro nível, no site http://compensainvestirnapoupanca.com/ eu explico como começar um investimento com menos de R$30,00 e rende muito mais do que a poupança e é muito mais seguro.