Aplicações financeiras para o curto, médio e longo prazo

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Uma das regras mais importantes na hora de fazer um investimento é definir qual o tempo previsto para você alcançar determinado objetivo. Em geral, as metas são classificadas como de curto prazo (até um ano), médio prazo (um a quatro anos) ou longo prazo (acima de quatro anos). Ao montar sua cesta de aplicações, é preciso adequar o tipo de produto financeiro ao prazo estabelecido.

Para ajudá-lo nessa tarefa, selecionamos os investimentos mais recomendados conforme cada horizonte de tempo.

Curto prazo

Ao investir com foco no curto prazo, o primeiro passo é refletir sobre a necessidade de liquidez diária. Isso significa que o dinheiro aplicado estará disponível para saque caso você precise usar os recursos. Um exemplo é o colchão de segurança, aquela quantia que vai cobrir emergências e imprevistos, como a perda de um emprego. Para esse objetivo, o ideal é constituir essa reserva com aplicações conservadoras e que possam ser resgatadas a qualquer momento.

Poupança

Apesar de atualmente render menos na comparação com outros investimentos de renda fixa, a tradicional caderneta tem atributos que a tornam atrativa, como segurança, liquidez diária e, principalmente, isenção de Imposto de Renda (IR). Mas atenção: antes de um mês, os recursos investidos não rendem nada, porque a rentabilidade da poupança é mensal – a aplicação só vai dar algum retorno quando o depósito fizer o chamado “aniversário”. Aqui explicamos se vale a pena investir na poupança. Fica a dica: a aplicação a seguir é uma opção bem melhor que a poupança.

Tesouro Selic

Seguro, prático e com liquidez diária, o Tesouro Selic é uma boa opção para o investidor que está construindo uma reserva de emergência. Além de render mais que a poupança, o papel tem a garantia do Tesouro Nacional, considerado o melhor credor da economia. Em outras palavras, você só deixaria de receber o dinheiro aplicado caso o país vá à falência, cenário praticamente impossível. Parte da família de títulos públicos oferecidos na plataforma do Tesouro Direto, o Tesouro Selic segue a taxa básica de juros da economia (Selic) e, consequentemente, acompanha o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), referencial das aplicações conservadoras.

Caso você não precise sacar os recursos antes do vencimento, é possível buscar aplicações de até dois anos. Ao descartar a necessidade de liquidez, dá para conseguir uma rentabilidade mais interessante. Mas um cuidado fundamental é atrelar o prazo do ativo com a data em que você vai ter de usar o dinheiro. Além do Tesouro Selic, outros investimentos conservadores podem ser levados em conta:

Certificado de Depósito Bancário (CDBs)

são títulos de renda fixa emitidos por bancos que representam a dívida da instituição financeira com investidores. O principal risco é de crédito, ou seja, o risco de o banco quebrar. Uma das vantagens é a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil por CFP e por instituição financeira. Vale lembrar que, assim como os títulos públicos, os CDBs têm cobrança de IR sobre os rendimentos, conforme o prazo do investimento – a alíquota vai de 22,5% (aplicação até seis meses) a 15% (aplicação acima de dois anos).

Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA)

Assim como os CDBs, as letras de crédito são papéis de renda fixa emitidos por bancos — de pequeno, médio e grande porte — cuja garantia é dada justamente por empréstimos concedidos a projetos imobiliários ou agrícolas. LCI e LCA também contam com proteção do FGC, nos mesmos moldes da cobertura oferecida à poupança e aos CDBs. A principal vantagem desses papéis é a isenção de Imposto de Renda. Fique atento porque essas aplicações não têm liquidez alta. No mínimo, seu dinheiro fica bloqueado por 90 dias.

Será que é realmente seguro investir nesses ativos? Leia aqui.

Médio prazo

Para planos de médio prazo (entre um e quatro anos), como realizar uma grande viagem, dar entrada em um imóvel próprio ou fazer pós-graduação ou MBA, o leque de alternativas de investimentos é mais amplo. Como o horizonte de tempo é maior, o investidor pode acrescentar doses moderadas de risco à cesta de aplicações, diversificando os ativos.

Tesouro IPCA+

Os papéis indexados à inflação oferecem rendimento real, ou seja, o ganho acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE. Ou seja, pagam, além da variação do IPCA no período, uma taxa de retorno definida no momento da aplicação. O ideal é manter o dinheiro aplicado até o vencimento, pois a rentabilidade pode ser diferente da contratada se você resgatar os recursos antes do prazo.

Tesouro Prefixado

A rentabilidade do título é definida no momento da compra. Por isso, caso você carregue a aplicação até o vencimento, receberá o percentual acertado antecipadamente. Para não ter problemas, a recomendação é manter o dinheiro investido pelo prazo do título.

Conheça mais sobre os títulos do Tesouro Direto.

Fundos multimercados

Esse tipo de fundo ajuda a diversificar a carteira de investimentos, adicionando um pouco mais de risco. Isso porque os gestores têm liberdade para operar diferentes ativos, entre papéis de renda fixa, ações de empresas, moedas, derivativos e investimentos no exterior. Lembre-se de observar o tipo de estratégia adotada na gestão da carteira. Da mesma forma que CDBs e títulos públicos, os fundos multimercados têm incidência de IR de acordo com o prazo do investimento, e você paga o imposto no resgate do dinheiro aplicado.

Longo prazo

Metas de longo prazo, como formar uma reserva para a aposentadoria ou educação dos filhos, permitem que a cesta de aplicações seja mais diversificada. Como os objetivos estão distantes, é possível equilibrar a carteira entre investimentos conservadores e ativos de maior risco. Ao mesmo tempo em que busca retornos mais polpudos, você não pode se esquecer de proteger o dinheiro contra a inflação.

Alguns investimentos podem ser considerados na formação do patrimônio com foco nesse horizonte mais longo:

Tesouro IPCA

O papel traz justamente a proteção do investimento perante a inflação no período, garantindo a chamada rentabilidade real. Na plataforma do Tesouro Direto há opções de títulos com prazos de vencimento que vão de 2024 a 2050, ou seja, para todos os gostos.

Ações

Investir em ações é uma boa maneira de diversificar a carteira. Mas por ser uma aplicação de maior risco, é fundamental conhecer melhor o mercado de renda variável antes de mergulhar com muita sede ao pote. Confira três formas de montar uma carteira com papéis de empresas listadas na bolsa:

  1. Por conta própria: selecionar ação por ação pode ser uma boa opção caso você conheça em profundidade a empresa, o histórico dela, como tem sido o desempenho do setor no qual ela atua, entre outros fatores.
  2. Fundos de ações: investir por meio de fundos de ações tem a vantagem de contar com gestores que sempre estarão atrás de boas oportunidades. Mesmo assim, o trabalho pode custar caro, afinal as taxas de administração e de performance não costumam ser lá muito baixas.
  3. Exchange Traded Fund (ETFs): os ETFs são carteiras referenciadas em índices, cujas cotas são negociadas na bolsa. Na prática, esse tipo de fundo replica o índice de maneira quase automática, com a vantagem de ter um custo bem menor e contar com uma diversificação maior de papéis.

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