Aposentar-se com salário mínimo, mesmo tendo contribuído com o teto

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Contribuir sobre o valor máximo e receber o mínimo. Esta será a realidade de milhões de brasileiros que hoje estão trabalhando e que se aposentarão pelo INSS daqui a 20 ou 30 anos. A relação entre o teto e o mínimo da previdência vem caindo gradativamente e a queda tende a se acentuar com a política de valorização do mínimo.

Fizemos um levantamento do valor do salário mínimo e do teto ao longo dos últimos anos e não nos surpeendeu o resultado. O teto da previdência está cada vez mais perto do mínimo.

Observe no gráfico abaixo, a quantos salários mínimos equivalia o teto da previdência a cada ano:

Gráfico de relação entre o teto da previdência e o salário mínimo entre 1994 e 2014

Em 1998 e 2004, o teto era equivalente a 9,2 salários mínimos; mas hoje é equivalente a apenas 6,0. Além disso, o imposto de renda passou a atingir as aposentadorias mais altas, fazendo com que a relação entre teto e mínimo seja menor ainda. São necessários apenas 5,5 salários mínimos para igualar o teto líquido.

A tendência é que esta relação diminua ainda mais com o passar dos anos, até que o mínimo alcance o teto e todos passem a receber um valor padrão de auxílio do Governo.

Mesmo contribuindo com o máximo, corre-se o risco de se aposentar com o mínimo

Analisando a política de valorização do salário mínimo, a pressão por se reduzir desigualdades e os dados históricos da Previdência Social é possível estimar que quem está trabalhando na iniciativa privada e possui entre 25 e 45 anos, irá aposentar-se com um salário mínimo ou algo próximo a isto.

Isso implica em uma perda substancial do poder de compra para quem pensa em contar com este valor como principal fonte de renda depois de sua aposentadoria. Para não se ver obrigado a abrir mão de seu padrão de vida atual, é fundamental planejar seus investimentos de forma a complementar a sua renda no futuro.

banner-calculadora-aposentadoriaMas não é suficiente apenas guardar parte de seus rendimentos. Os investimentos tradicionais (poupança, previdência privada ou fundos com altas taxas de administração) não irão suprir esta diferença, o que pode ser mais uma dura decepção no momento da aposentadoria.

Muitas pessoas já estão atentas a este fato e têm buscado alternativas de investimentos diversificados que não apenas reponham a corrosão inflacionária, mas que efetivamente proporcionem aumento patrimonial ao longo do tempo.

Artigo publicado originalmente em 26/01/2012 e atualizado em 28/02/2014.

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Ávila é cofundador da Vérios e consultor de investimentos com a certificação CFP®

Cofundador da Vérios e diretor de Estratégia de Investimento. Resende é gestor de recursos credenciado pela CVM e especialista em Data Science, mas pode chamá-lo de "Father of Algorithms" :)