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18 de setembro de 2018 Ultima atualização: 12 de novembro de 2018

Como conquistar a independência financeira

Muitas pessoas pensam que independência financeira é ter muito dinheiro investido para conseguir viver de uma "renda passiva" sem precisar trabalhar mais. No entanto, a conquista da independência financeira é algo gradual, que pode ser alcançado seguindo essas 4 dicas. Confira!

18 de setembro de 2018

Quando se fala de independência financeira, o que vemos com mais frequência são os “especialistas” dizendo que você precisa acumular dinheiro suficiente para investir e viver de rendimentos. Por isso, muita gente acredita que independência financeira significa ter muito dinheiro investido, para que seu patrimônio gere uma “renda passiva” capaz de cobrir todos os seus gastos, sem precisar trabalhar.

Viver de renda e sem trabalhar é o sonho de independência financeira mais desejado – mas não é a única forma de ser independente

O problema dessa idéia é que, para muitas pessoas, parece um objetivo muito distante, ou até mesmo impossível de alcançar – e isso desmotiva, causa desânimo e frustração. Na verdade, o alcance da independência financeira é algo gradual, que você pode ir conquistando aos poucos. Em pouco tempo, é possível se tornar cada vez mais independente, se você não desanimar no começo e for capaz de criar bons hábitos. Só são necessários um pouco de organização e força de vontade.

Para te ajudar a fazer isso da forma certa, trouxemos hoje 4 dicas úteis, que você pode colocar em prática agora para caminhar com firmeza em direção à sua liberdade financeira. As dicas estão nesse vídeo produzido em parceria com a Allya, e explicamos em mais detalhes no texto abaixo. Boa leitura!

O que significa ser independente financeiramente?

Ao contrário do que muitos dizem, a independência financeira não é um objetivo quase impossível de alcançar, como a ideia de que é necessário acumular milhões de reais para ter uma renda passiva. Ser financeiramente independente não é uma questão absoluta, um “tudo ou nada”. Você pode – e deve – se tornar cada vez mais independente ao longo da vida e esse processo pode ser mais rápido e menos sofrido se você realmente entender o que está fazendo.

No começo da vida, somos totalmente dependentes de nossos pais ou responsáveis. Por isso, o primeiro gostinho de independência financeira vem quando conseguimos, com o resultado do nosso próprio trabalho, pagar todas as nossas despesas do mês. Aluguel, condomínio, IPTU, luz, água, telefone, gás, alimentação, transporte, lazer. É tanta coisa!

Mas, depois de um tempo, a gente percebe que a vida não se resume a pagar as contas do mês. Afinal, todos temos planos e sonhos que fogem dessa rotina de 30 dias. Viajar, fazer uma pós-graduação, trocar de carro, comprar um apartamento, se aposentar mais cedo…

Com a maturidade financeira, percebemos que precisamos manter o nosso custo de vida mensal sempre abaixo da nossa renda líquida, para que todos os meses sobre algum dinheiro, que será destinado a esses planos de médio e longo prazo.

Ter dinheiro suficiente para atingir essas metas com autonomia, sem pedir empréstimos ou recorrer à ajuda de parentes, é um novo patamar de independência financeira. É onde você ganha autonomia para decidir e concretizar seus próprios planos.

Por fim, claro, chegar na aposentadoria com patrimônio suficiente acumulado para manter o padrão de vida até o nosso último dia é a conquista final em termos de independência financeira.

Cada um desses passos pode ser mais fácil se você entender as quatro dicas a seguir.

4 dicas para atingir a independência financeira

Como vimos acima, independência financeira pode ter significados diferentes para cada um. Mas, não importa em qual estágio você esteja, essas quatro dicas serão úteis para você alcançar esse objetivo com êxito.

1. Defina metas

alice - definição de metas

“Se você não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve.” – A sabedoria é do livro infantil Alice no País das Maravilhas, mas muitos adultos parecem não se lembrar desse simples (e óbvio) ensinamento.

Não passe pela vida vagando sem rumo definido, faça planos! Mesmo que eles não se concretizem, mesmo que eles mudem. Saber aonde quer chegar é importante para direcionar seus esforços no sentido certo.

Por isso, o primeiro passo é refletir sobre os seus planos e sonhos. Quais vão precisar de dinheiro para se tornar realidade? Quanto dinheiro? Quando você quer chegar lá?

Se os planos de longo prazo parecem muito distantes e os valores muito altos, comece pelos mais fáceis. Os objetivos de curto e médio prazo costumam ser mais concretos, mais fáceis de estimar e mais motivadores para provocar uma mudança de hábito. Onde você quer passar férias no ano que vem? Quanto vai precisar para a festa de casamento? Qual carro gostaria de comprar? Quanto precisa para dar entrada no imóvel dos sonhos?

Você vai perceber que, para atingir essas metas, é necessário quebrar o ciclo de gastar todo o salário com as despesas do mês. Vai amadurecer para um novo estágio de independência financeira e, com um pouco de esforço, pode criar um hábito poderoso e muito saudável de viver com menos do que ganha, fazendo sobrar um pouco de dinheiro todos os meses.

Dica bônus: como fazer sobrar dinheiro no final do mês

Se hoje você vive no ciclo curto do dinheiro, no qual o salário só dá para pagar as despesas do mês e todo o resto vira empréstimos e financiamentos, existem duas formas de conseguir quebrar esse ciclo e começar a viver com menos do que você ganha: você pode gastar menos ou ganhar mais. Melhor ainda, você pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Para cada uma dessas pontas, eu trouxe uma dica que eu já vi ser muito útil para muitas pessoas e causar verdadeiras mudanças.

Gastar menos

Gastar menos não é aquela coisa de “cortar o cafezinho para juntar um milhão”. A melhor forma de gastar menos é priorizar. Pense nos seus gastos do mês, por ordem de importância, e vá listando o valor de cada um.

Primeiro os gastos de sobrevivência. Aqueles necessários para morar, comer e trabalhar. Depois, os gastos que são importantes para você. E, por último, os supérfluos – aqueles dos quais você poderia abrir mão. Priorizando, vai ficar fácil entender e decidir o que cabe e o que não cabe no seu planejamento financeiro pessoal.

Existe um método incrível para organizar melhor o orçamento e nós já preparamos um artigo e uma palestra em vídeo sobre esse tema, veja nesse link: Orçamento Pessoal – Assuma o Controle do Seu Dinheiro.

Ganhar mais

Normalmente só se fala sobre redução de despesas, porque controlar seus gastos é mais fácil do que aumentar seus ganhos. No entanto, buscar uma promoção ou adotar uma atividade que gere renda extra são uma ótima maneira de equilibrar as finanças pessoais.

Se o seu objetivo for um aumento de salário, pense: O que você precisa fazer para ser promovido? Quais são as habilidades necessárias? Como você agrega valor para a empresa? Faça uma lista se preferir, visualize onde precisa chegar e elabore um plano de desenvolvimento pessoal para correr atrás dos seus objetivos.

2. Não basta poupar. Invista!

Aqui nós precisamos quebrar um paradigma. Investir não deve ser visto como uma forma de ganhar mais dinheiro, mas sim como uma maneira mais eficiente de acumular dinheiro.

Investir é a forma mais eficiente de transferir dinheiro de uma época em que você conseguiu poupar para um momento no qual você precisará utilizar esse dinheiro no futuro

E quanto antes você começar a investir, melhor. Há quem diga que os juros compostos são a oitava maravilha do mundo, e não é para menos. Quando você investe, você recebe rendimentos sobre o valor aplicado, e também recebe rendimentos sobre os rendimentos que já recebeu. É o que chamamos de “juros sobre juros” ou juros compostos – um fenômeno poderoso, que favorece as pessoas que começam a investir desde cedo.

Por isso, não fique enrolando. Mesmo que ainda não tenha objetivos ou metas, comece a guardar dinheiro e já vá investindo um pedaço do seu salário todos os meses. Muitas pessoas acreditam que, para começar a investir, é necessário ter muito dinheiro, ou que vão começar a investir quando atingirem um salário mais alto. Algumas dizem que o salário não dá nem para as contas do mês, que não sobra nada, é o seu caso?

Se sim, pense o seguinte: se o seu salário fosse 5% menor do que é hoje, você conseguiria sobreviver? Certamente conseguiria! Você daria um jeito e seguiria vivendo. Então, que tal dar esse jeito agora e já começar a investir 5% do seu salário todos os meses? Mesmo não sendo muito, você começa a criar um hábito que vai mudar para melhor a sua relação com o dinheiro.

3. Evite o efeito sanfona

Você já deve ter ouvido falar do “efeito sanfona”, geralmente relacionado à dieta. Sabe quando você atinge o peso ideal e depois relaxa? Todo o esforço vai por água abaixo. A mesma coisa pode acontecer com as suas finanças.

Para algumas pessoas, é difícil ver dinheiro “parado na conta”. Ao consultar o extrato bancário e ver um saldo maior que o normal, já sentem aquela sensação de riqueza e querem logo gastar. Muitas vezes, acabam gastando com bobagens.

Duas coisas podem ajudar nessas horas.

Uma delas é simplesmente pensar com calma, refletir antes de gastar. Confrontar o desejo de gastar hoje versus as prioridades e planos que você tinha traçado para esse dinheiro. A escolha é sua. Qual você prefere?

A outra dica é tirar o dinheiro do banco onde você tem a conta corrente. Pode ser enviando para um fundo de investimentos ou abrindo conta em uma corretora para investir melhor. Ao fazer isso, você cria um passo intermediário necessário antes de gastar: precisa resgatar os investimentos e mandar o dinheiro de volta para o banco.

Esse “trabalho a mais” vai te obrigar a fazer uma pausa para reflexão e tomar sua decisão de forma mais consciente.

4. Diversifique seus investimentos

Combinar diferentes tipos de alocação de ativos em sua carteira de investimentos é a melhor forma de aumentar a sua rentabilidade no longo prazo e, ao mesmo tempo, se proteger contra riscos imprevisíveis que podem afetar um ou outro investimento, de surpresa. Assim, a diversificação aumenta as suas chances de alcançar um melhor resultado no longo prazo.

Contudo, muitas pessoas se equivocam com a diversificação, por exemplo, ao investir em fundos DI de 3 corretoras diferentes. Ao fazer isso, você não está diversificado, porque os três investimentos possuem o mesmo comportamento e estão expostos aos mesmos riscos.

Diversificar não é simplesmente dividir os ovos em várias cestas; uma diversificação bem feita precisa alocar o dinheiro em diferentes *classes de ativos*, com comportamentos diferentes entre elas

A verdadeira diversificação da carteira de investimentos baseia-se em distribuir o seu dinheiro de maneira inteligente entre classes de ativos, que possuam comportamentos diferentes entre elas. É por meio da análise desses comportamentos que você pode definir quanto do seu dinheiro vai para cada classe, com o intuito de manter o nível de risco da sua carteira de investimentos sempre controlado e melhorar a expectativa de rentabilidade.

Que tal conhecer a carteira inteligente da Vérios, que diversifica seus investimentos em diferentes classes de ativos, de acordo com o seu perfil de investidor? Use o nosso simulador de investimentos, descubra seu perfil de investidor e saiba como seus investimentos podem valorizar.

Conclusão

Como vimos, a definição de independência financeira não é a mesma para todo mundo. Ela pode significar coisas diferentes para cada pessoa, dependendo do estágio de dependência ou independência em que você se encontra hoje.

O alcance da independência financeira é algo gradual, que você pode ir conquistando aos poucos. Em pouco tempo, é possível se tornar cada vez mais independente, se você for capaz de criar bons hábitos.

Se você quer ter dinheiro suficiente para fazer suas próprias escolhas e tomar suas próprias decisões e ser cada vez mais independente, essas quatro dicas com certeza vão te ajudar.

Agora que você já entendeu bem as dicas, pode copiar essa lista resumida e colocar em algum lugar onde você a veja de vez em quando, como um lembrete:

  1. Defina metas
  2. Não basta poupar. Invista!
  3. Evite o efeito sanfona
  4. Diversifique seus investimentos

Esperamos que elas sejam úteis para você alcançar a sua independência financeira, qualquer que seja o significado dessa independência para você. Seja a aquisição de um bem, a viagem dos sonhos, um investimento na carreira ou uma aposentadoria tranquila. Conte com a gente para esclarecer qualquer ponto ou para iniciar seus investimentos.

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18 de setembro de 2018
Ultima atualização: 12 de novembro de 2018

Autores

CEO da Vérios, a fintech que te ajuda a fazer investimentos inteligentes, de forma fácil, rentável e segura. Pode confiar. Felipe conta com mais de 10 anos de atuação no mercado financeiro, e em 2011 cofundou o site Comparação de Fundos, primeiro a dar transparência a mais de 15 mil fundos de investimento. É advogado pela USP e pós-graduado em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA.

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