Como descobrir os melhores fundos de investimento

como encontrar os melhores fundos para investir

Investir em fundos é uma das maneiras mais tradicionais de aplicar. Apesar disso, escolher entre as diversas opções disponíveis nos bancos e corretoras é uma dificuldade típica de quem opta por esse tipo de investimento.

Hoje, existem mais de 15 mil fundos registrados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Preparamos um guia rápido em 4 passos para você ajudar você a encontrar os melhores fundos de investimento.

É importante saber: não existe uma lista única com os “melhores fundos”, e não acredite se você vir alguém anunciando isso por aí. Um erro comum entre os investidores é se basear na relação de fundos que mais renderam no ano anterior para decidir onde investir. Isso pode te levar à armadilha dos investimentos da moda. O ideal é você analisar as opções de fundos de acordo com seu perfil e seus objetivos, e então decidir quais fazem sentido para você. Vamos lá?

Para encontrar informações sobre os fundos, vale consultar o site Comparação de Fundos. Trata-se de uma ferramenta gratuita criada pela Vérios para disponibilizar informações oficiais sobre fundos de investimento de forma clara e prática.

O que avaliar para encontrar os melhores fundos para você investir

1) Prazo do investimento e liquidez

Ao escolher um fundo, tenha em mente o horizonte de tempo do investimento. Quando você precisará utilizar os recursos investidos?

Se você precisar do dinheiro em até 12 meses, é melhor evitar tomar riscos. Prefira fundos de renda fixa, que são compostos em sua maior parte por títulos públicos.

336-x-280Outro ponto a avaliar é o prazo de resgate (liquidez). Alguns fundos têm prazo de resgate mais extenso, os recursos ainda ficam bloqueados por um tempo depois que você solicita o resgate; já outros têm liquidez diária. Se você pretende investir sua reserva de emergência em um fundo, dê preferência àqueles com liquidez de um dia útil (D+1).

Ah, também vale atentar para a tributação de Imposto de Renda dos fundos. Em geral, quanto maior o período de aplicação, menor é a alíquota de IR.

2) Rentabilidade

O que é uma boa rentabilidade para um fundo de investimento? Essa resposta vai depender dos seus objetivos com o investimento e do risco que você está disposto a correr. Se você tem planos de longo prazo e decidiu investir em um fundo com estratégia mais arrojada, a rentabilidade pode ser mais baixa em alguns períodos e mais alta em outros.

O parâmetro mais comumente utilizado para avaliar a rentabilidade dos fundos é o CDI, um índice que anda lado a lado à Selic, a taxa básica de juros da economia. Se for um fundo de ações, vale comparar com o Ibovespa, o principal índice da bolsa de valores brasileira. No Comparação de Fundos você consegue comparar os fundos com ambos os índices.

Fique atento: o rendimento de um fundo é muito impactado pelos custos, representados principalmente pelas taxas de administração e de performance

Esses índices são chamados de benchmark no jargão do mercado financeiro e os fundos geralmente têm objetivos de rentabilidade associados a benchmarks.

Usualmente, a rentabilidade dos fundos costuma ser expressa em relação ao CDI: “o fundo rendeu 98% do CDI”. É a chamada rentabilidade relativa. Entenda a diferença entre rentabilidade absoluta e relativa.

Fique atento: o rendimento de um fundo é muito impactado pelos custos, representados principalmente pelas taxas de administração e de performance, mas também por outros menos conhecidos, como os encargos. Leia o item 4!

3) Risco

O risco de um fundo pode ser medido de diversas formas, e a mais comum é pela volatilidade, uma medida matemática das oscilações na rentabilidade.

Quanto maior a volatilidade, mais imprevisível será a rentabilidade de um fundo: o risco é maior. Você pode ter um rendimento muito acima da média, ou pode perder dinheiro.

Fundos de ações tendem a ter maior volatilidade. Como referência, o Ibovespa, considerado bastante volátil, oscilou 30% em 2015. Fundos com volatilidade acima de 5% já “chacoalham” um bocado – investidores com perfil mais conservador podem sentir certo desconforto.

Em alguns casos, o fundo tem volatilidade baixa, mas isso não significa que não tenha alto risco. É o caso dos fundos de crédito privado, que investem em crédito para empresas. Eles não apresentam volatilidade, mas um calote pode significar uma queda abrupta na rentabilidade do fundo, sem perspectiva de melhora – refletindo diretamente em perda de patrimônio.

Em alguns casos, o fundo tem volatilidade baixa, mas isso não significa baixo risco. É o caso do crédito privado

Por isso, é importante pesquisar sobre a reputação da gestora do fundo e compreender os riscos envolvidos na estratégia de investimento.

Saiba mais sobre risco e volatilidade dos fundos de investimento.

4) Custos

Custos estão presentes em qualquer tipo de investimento, mas quem investe em fundos deve ter um olhar mais atento. Isso porque fundos têm geralmente uma estrutura complexa – por trás de um fundo há uma gestora, uma administradora, os auditores e os distribuidores, e cada um deles precisa ser remunerado.

As taxas de administração e de performance são utilizadas para remunerar a estrutura do fundo. Há ainda outros custos que ficam invisíveis por serem descontados diretamente do patrimônio do fundo. São os encargos: custos das transações de ativos do fundo, com correspondências, cartório, advogados, etc. Os melhores fundos de investimento em geral cobram taxas mais modestas.

E lembre: ao escolher um fundo, observe se os custos não estão corroendo sua rentabilidade. Bancos são especialistas nisso. Veja este caso do Hiperfundo Bradesco, que cobra taxa de administração de 2,5% ao ano sobre o valor investido.

Para falar mais sobre custos, criamos um conteúdo sobre os fundos de investimento do Itaú, para você poder comparar se vale à pena ou não.

Alternativa aos fundos de investimento

Apesar de possibilitarem o acesso a uma gestão profissional de investimentos, os fundos têm algumas desvantagens, como:

  • Falta de transparência: é difícil saber exatamente em que um fundo está investindo;
  • Barreiras de entrada e dificuldade para alocar valores pequenos: os melhores fundos em geral têm aporte mínimo alto e fica difícil diversificar porque seria necessário atingir o mínimo de cada um deles;
  • Burocracia no cadastro: para investir em cada fundo é preciso assinar um termo de adesão;
  • Custos maiores: muitos fundos cobram caro de você para investir em títulos públicos, quando você pode fazer isso com custos bem mais em conta.

banner-ebook-fundosCom a Vérios, você pode ter uma carteira de investimentos diversificada com Tesouro Direto e uma pequena parcela de ações da bolsa brasileira e norte-americana. Na carteira inteligente, você ganha mais transparência, praticidade e custos reduzidos em comparação com os fundos. É uma solução melhor e mais prática do que os fundos para investir de forma profissional. Quer saber que investimentos recomendamos para você? Simule seu investimento agora mesmo.

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Categorias: Iniciante, Fundos de investimento
  • Tonzinho

    Felipe, a Vérios está contratando atualmente?