Como investir na bolsa de valores

Após atravessar turbulências em 2015, a bolsa de valores brasileira virou o jogo e voltou a chamar a atenção dos investidores pessoa física. O índice IBr-X 100, que reúne as 100 mais negociadas e relevantes ações listadas na BM&F Bovespa, registrou alta de 30% em 2016. De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, o fluxo da bolsa aumentou nos últimos 12 meses e os índices dispararam, principalmente com uma diminuição da percepção de risco político1.

Diante disso, você pode estar se perguntando: é hora de surfar essa onda, ou seja, vale a pena investir em ações neste momento? A resposta é inevitavelmente incerta. Assim como na vida não dá para saber como será o amanhã, no mercado acionário também não é possível determinar com precisão o que ocorrerá daqui a uma semana ou um ano.

Em época de mar agitado, ir com muita sede ao pote pode fazer com que você se afogue. Essa regrinha serve para o investimento em ações. Também não dá para seguir todo e qualquer conselho ventilado por aí, dizendo “compre (ou venda) suas ações porque você pode ficar pra trás”.

A melhor estratégia é se preparar para os diferentes cenários com uma carteira diversificada de investimentos, montada sempre com um pouquinho de ações. Desta forma, você estará bem posicionado antes da chegada do “tsumoney” (leia mais sobre esse movimento aqui) e conseguirá aproveitar as oportunidades de ganho com a valorização do mercado sem depender de bola de cristal ou outros artifícios do gênero, e sem ficar exposto a um risco maior do que você tolera.

Mas antes de falar sobre como a diversificação é uma importante aliada do investimento em ações, preparamos um guia de como investir na bolsa para você não ser pego de surpresa por ondas perigosas ou tubarões.

Apesar de ser geralmente mencionado em rodas de conversa, o investimento em ações não é tão popular entre os brasileiros como é a caderneta de poupança, por exemplo. Para facilitar, começaremos com informações mais básicas.

O que são ações negociadas na bolsa?

As ações nada mais são que papéis de empresas que optaram por abrir o capital na bolsa de valores – no Brasil é a BM&FBovespa. Ao aplicar parte do seu dinheiro numa ação, você está comprando uma fatia daquela companhia e, com isso, passa a ser um dos acionistas da empresa.

Na bolsa, são negociados diversos tipos de ações. As chamadas “blue chips”, por exemplo, são as mais famosas e representam ações de grandes companhias, como Petrobras e Vale, cujos papéis têm volume grande de negociação no mercado. As “small caps”, por sua vez, são ações de empresas menores e menos conhecidas dos investidores pessoa física.

Os papéis de companhias boas pagadoras de dividendos (que frequentemente distribuem uma parcela do lucro) formam outro grupo de ações negociadas em bolsa e costumam ter bastante apelo às pessoas físicas. Isso porque o investimento com objetivo de longo prazo pode garantir, além da valorização das ações, a geração de uma renda periódica, pela distribuição dos dividendos.

É arriscado investir na bolsa?

Assim como toda aplicação financeira, investir em ações traz riscos. O principal deles é o risco de mercado, ou seja, você está sujeito a uma série de imprevistos quando compra ações de empresas negociadas na bolsa. Por exemplo, uma crise econômica que acaba por afetar diversos setores e, consequentemente, as empresas que atuam nesses segmentos.

Para mitigar os riscos, vale a pena conhecer seu perfil de investidor, definir seus objetivos e o horizonte de investimento. Apesar de geralmente proporcionarem boa rentabilidade no longo prazo, não custa lembrar que ações costumam ser recomendadas para quem tem mais estômago, ou seja, tolerância a correr riscos durante o período de aplicação.

Formas de investir em ações

É possível investir em ações de três diferentes maneiras: comprando os papéis das companhias diretamente na bolsa, aplicando por meio de um fundo de ações ou por meio de um Exchange Traded Fund (ETF).

Escolher ação por ação pode ser uma boa alternativa caso você conheça em profundidade a empresa, o histórico dela, como tem sido o desempenho do setor no qual ela atua, entre outros fatores.

No caso dos fundos, é montada uma cesta com diferentes papéis a partir da seleção feita por um gestor. Mas esse trabalho pode custar caro, já que as taxas de administração e de performance (cobrada quando o fundo tem rendimento acima do seu índice de referência, o benchmark) não costumam ser baixas.

Já os fundos de índice (ETFs) são carteiras referenciadas em índices, cujas cotas são negociadas na bolsa. E o que isso significa? Na prática, o objetivo do ETF é garantir o retorno de determinado índice de ações, por exemplo, o Ibovespa ou o IBrX 50. Em outras palavras, esse tipo de fundo replica o índice de maneira quase automática, possibilitando um custo bem menor e com uma diversificação maior de papéis na carteira. Mais uma vantagem é que, por serem listados em bolsa, os ETFs possuem cotação em tempo real.

Se quiser saber mais sobre os ETFs e como eles funcionam, clique aqui.

Diversificação aliada a baixo custo

Embora o Ibovespa seja a principal referência da bolsa de valores brasileira, no mercado há um conjunto de ETFs que seguem outros índices. Um deles é o DIVO11, que acompanha o IDIV, composto por empresas conhecidas por serem boas pagadoras de dividendos. O SMAL11, por sua vez, busca replicar o desempenho do SMLL, índice focado nas “small caps”, ações de companhias menores.

Na Vérios, selecionamos o ETF PIBB11, que acompanha o índice IBrX 50 – seleção das 50 maiores empresas listadas na BM&FBovespa. O principal benefício é que esse ETF garante exposição ao mercado de ações com baixo custo. Veja aqui a lista completa de ETFs negociados na bolsa.

Vale lembrar que as carteiras respeitam a tolerância ao risco e são diversificadas em cinco classes de ativos, variando do nível 1 ao 5 em risco (volatilidade). A carteira 1, por exemplo, possui apenas 1,8% de alocação na bolsa brasileira, enquanto a cesta 5 tem um percentual maior, 8,8%. 

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Com as diferentes estratégias de alocação, é possível transitar em uma série de cenários sem correr o risco de ser engolido pelas ondas mais fortes que vêm do mercado de ações.

Ao montar uma carteira automatizada de investimentos, você também consegue diversificar seus recursos com aplicações em bolsas internacionais e diminuir um pouco do “risco Brasil”. No caso da Vérios, optamos pelo ETF que acompanha o desempenho dsa bolsas americanas, o IVVB11, que segue o índice S&P 500.

E tem mais: a carteira inteligente custa somente 0,95% ao ano sobre o valor investido, percentual bem inferior ao cobrado pela maioria dos fundos de ações disponíveis no mercado. Nesse valor já estão inclusos todos os custos, até aqueles que normalmente ficam escondidos…

Além de pagar mais barato para investir e ter melhor rentabilidade, você não precisa se preocupar com a seleção das ações que vão compor seu portfólio, nem com a divisão do dinheiro cada vez que fizer um novo aporte, e muito menos com as taxinhas mensais e semestrais que precisa pagar para a corretora. Nós cuidamos de tudo isso, sempre dentro dos 0,95%, e sempre respeitando um conjunto de fatores, como objetivos de vida, necessidade de liquidez, tolerância a risco e horizonte de investimento.

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Agora que você já sabe como investir na bolsa, faça uma simulação e descubra a alocação diversificada que indicamos para o seu perfil de risco.

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