Como surfar na onda do “tsumoney”

Se você já acompanha nossos artigos há um tempo, deve ter estranhado esse título.

Você está certo(a), não temos essa pegada sensacionalista. Para nós, vale muito mais te orientar de forma consistente, prezando pela segurança do seu dinheiro e por sua tranquilidade. Mas… fazer isso não é muito atraente. “Investir bem é tão empolgante quanto assistir à grama crescer”, já disse o consultor Carl Richards, com razão.

Porém, o título que escolhemos para este artigo, apesar de chamativo, faz todo o sentido: vamos realmente mostrar o que você precisa fazer para surfar na onda do tal “tsumoney”.

O truque é bem mais simples do que você imagina, e vamos começar contextualizando esse termo engraçadinho que o mercado financeiro cunhou recentemente.

O que é o “tsumoney”?

Em 2015, o índice Ibovespa desvalorizou 13,31%. De janeiro a julho de 2016, no entanto, o índice já acumula uma alta de 32,20%.

O mercado cunhou o termo “tsumoney” para se referir à perspectiva de altas ainda maiores nas ações listadas na bolsa. Na prática, o tal “tsunami de dinheiro” acontece porque uma manada de pessoas é estimulada a migrar para a bolsa, potencializando a alta recente do mercado – depois que ela já começou.

Até quando vai essa boa maré? Será que agora é um bom momento para você ir para a bolsa? E se você investir em ações e o movimento reverter?

Ninguém vinha investindo na bolsa após anos de resultados ruins. Então, por uma conjunção de fatores no cenário econômico, o Ibovespa alcança um resultado expressivo em um curto espaço de tempo. Isso começa a ser divulgado de forma mais ampla pela mídia, blogs, redes sociais, na mesa do bar…

As pessoas então se sentem mais confiantes em investir – afinal de contas, a bolsa está subindo, e agora ela parece um bom investimento.

A manada de pessoas que sai em disparada para comprar ações acaba fazendo com que a bolsa suba um pouco mais, sem perceber que o movimento já tinha começado antes que elas fossem incentivadas a investirem em ações.

Valorização do Ibovespa em 2016

valorizacao-bolsa-2016

O período destacado entre linhas pontilhadas, do final de janeiro ao final de abril, teve a maior curva de valorização. Depois, houve um período de baixa, seguido por outro momento de alta expressiva.

Até quando vai essa boa maré? Será que agora é um bom momento para você ir para a bolsa? E se você investir em ações e o movimento reverter?

A verdade é que não dá para saber com precisão o que vai acontecer daqui para frente (apesar de vários economistas e gestores de recursos jurarem que é possível). Por isso, existe apenas uma maneira eficiente de conseguir aproveitar esse movimento de valorização, e isso tem a ver com a diversificação da sua carteira de investimentos.

Como surfar na onda de alta da bolsa

Não adianta ver a onda se aproximando e sair correndo em direção ao mar com a prancha na mão. A chance de você tomar um caldo (como dizem em São Paulo) ou um caixote (no Rio de Janeiro) é grande, ainda mais se você for um surfista amador.

A única forma garantida de aproveitar esse movimento de valorização recente da bolsa é estar bem posicionado antes de o “tsumoney” se aproximar. Quando a onda aparece, você já deveria estar na água, lá no fundo, posicionado e pronto pra surfar.

Mas como saber quando ela vai chegar? Ninguém sabe. Por isso, você deve ter uma carteira de investimentos diversificada. Se você sempre tiver um pouquinho de ações, você estará preparado para quando a onda chegar. É só subir na prancha e aproveitar.

É claro que essa posição deve respeitar sua tolerância a riscos. Se você tem um perfil mais conservador, sua carteira terá uma grande parcela de investimentos de renda fixa e uma parcela menor de ativos de renda variável, como a bolsa. Ainda assim, você colherá frutos dos períodos de valorização do ativo, bem como estará protegido nos momentos de baixa.

Já vimos essa história se repetir algumas vezes. Quando o “tsumoney” se aproxima, o mercado financeiro cria um ambiente que estimula a ganância, e algumas pessoas afirmam ter perfil arrojado e se dispõem a ter uma parcela maior de renda variável do que realmente toleram em suas carteiras. É só o mercado começar a virar que essas pessoas, assustadas, se desfazem de suas posições em ações.

Cuidado com essas armadilhas: sua tolerância ao risco tem que ser a mesma tanto no “tsumoney” quanto no “fim do Brasil”. Ela não muda. O perfil de tolerância a risco é uma característica pessoal sua, e não um estado de espírito ou de humor que varia conforme o mercado.

Surfistas profissionais

Os clientes da Vérios, dos mais conservadores aos mais arrojados, se mostraram exímios surfistas quando essa onda chamada “tsumoney” apareceu no horizonte. Veja o benefício de estar posicionado previamente ao movimento de valorização da bolsa:

Valorização do Ibovespa em 2016 vs. Rentabilidade das carteiras Vérios

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O gráfico de cima é a valorização do Ibovespa em 2016 – o mesmo gráfico que vimos anteriormente. Para facilitar a comparação, incluímos logo abaixo dele o gráfico com a rentabilidade da carteira inteligente da Vérios.

Nossas carteiras de investimento são diversificadas em cinco classes de ativos e variam do nível 1 ao 5 em risco (volatilidade). No gráfico, a linha azul mais clara é a carteira de menor risco (observe como ela é mais estável) e a linha azul mais escura é a de maior risco (cai mais na baixa da bolsa, e rende mais na alta).

Note como as carteiras se beneficiaram do período de alta da bolsa. Depois, entre maio e junho, houve uma forte baixa, mas as carteiras, graças ao efeito da diversificação, se mantiveram relativamente estáveis.

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Para investir em bolsa brasileira, escolhemos o ETF PIBB11, que segue o índice IBr-X 50 (seleção das 50 maiores empresas listadas na BM&FBovespa). Ele garante a exposição a esse mercado com baixíssimo custo. Os outros ativos são ETF da bolsa norte-americana e três diferentes títulos públicos do Tesouro Direto: Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+.

A carteira 1 tem apenas 1,8% de bolsa brasileira, enquanto a 5 tem 8,8%. Cada um dos níveis pôde aproveitar a alta na medida certa, respeitando a tolerância ao risco dos clientes. Isso só foi possível porque as carteiras já continham essa exposição à bolsa brasileira muito antes de o “tsumoney” começar a se formar e ser detectado pelos alto-falantes do mercado.

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Nós não temos bola de cristal. Aliás, ninguém tem. É impossível prever com consistência as altas e baixas do mercado. Por isso, nossa filosofia é te ajudar a ter uma estratégia eficiente de diversificação, que funcione bem em diferentes cenários.

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Se você quer saber a posição recomendada em bolsa brasileira para o seu perfil de risco, faça uma simulação e veja a alocação diversificada que recomendamos para você. Elas não são dicas sensacionalistas de última hora, mas sim resultado de muitos e muitos cálculos de otimização.

Como surfar na onda do “tsumoney”
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Categorias: Iniciante, Intermediário, Plano de investimento, Ações, ETFs
  • Felipe Nogueira

    Queria saber como é possível surfar no Tsumoney se o Brasil chegou ao fim. Melhor deixar pra lá…

    • Ana Vitória Baraldi

      Com o contragolpe! rs

      • Felipe Nogueira

        Rsrs, é mesmo! Esqueci que no contragolpe começou um novo Brasil. Mais reviravoltas que em Breaking Bad… se bem que está mais pra Lost. Vou cancelar o Netflix e assinar a newsletter.