Em um passado não muito distante fomos positivamente surpreendidos com a oferta de contas digitais pelos maiores bancos do país. Banco do Brasil, Bradesco e Itaú ofertavam ao mercado contas em que todo o serviço era oferecido de forma digital, pela internet e máquinas de autoatendimento.

Os bancos ofereciam vantagens incríveis para os correntistas engajados com a tecnologia e ansiosos para economizar uma boa grana com taxas. Sem custos com TEDs e DOCs, sem taxas de serviço ou manutenção. Que sonho. Era o mundo perfeito.

Estávamos todos animados, não é mesmo?

Até que um dia, lá em 2016 ainda, o Banco do Brasil, sendo o pioneiro, descontinuou essa modalidade e a substituiu por uma outra conta não tão atrativa assim.

Depois, discretamente, o Bradesco deixou de oferecer sua conta digital, a Digiconta. E, por fim, o Itaú anunciou que encerrará no próximo dia 30 de abril a oferta da sua conta digital, a iConta.

Dica útil: Se você ainda quer ter a chance de ter uma iConta, tem até o dia 28 de abril (porque dia 30 é um domingo!) para ir a uma agência do Itaú munido de documento de identidade, CPF, comprovante de residência, comprovante de renda e solicitar a abertura da sua conta digital.

Para quem já possui conta digital com esses bancos, a princípio a informação que temos é que nada mudará. Vamos esperar para ver.

Por que acabar com as contas digitais?

Bem… Ninguém explica abertamente, é claro. Mas, sendo as instituições bancárias uma das que mais lucram em nosso país, é possível compreender que esse tipo de serviço não seja atraente para eles.

O posicionamento oficial dos bancos não dá muitas pistas. Ao Estadão, o Bradesco justificou o fim de sua conta exclusivamente eletrônica em função de “novas frentes de soluções digitais que estão sendo desenvolvidas”. Já o Itaú disse que “pesquisas internas apontaram a necessidade de simplificar sua prateleira de pacotes”.

Essas respostas não são muito objetivas e abrem margem para especulações... Algumas informações que circulam por aí dão conta de que o motivo real do desaparecimento das contas digitais nesses bancos é a pressão dos sindicatos dos bancários.

Quais as opções agora?

Algumas outras opções que vêm ganhando espaço como Original, Agipag do banco Agiplan, Neon e ContaSuper do Santander possuem tarifas e não são ilimitadas através dos canais eletrônicos.

Por isso, amigos e amigas, o que posso dizer é que ainda resta o Intermedium oferecendo conta ilimitada e gratuita. E que, na minha humilde opinião, tem oferecido um serviço dentro das expectativas.

Se você investe, atenção aos custos com transferências

Para quem investe, especialmente os que costumam fazer novos aportes todos os meses, é super indicado manter uma conta digital: assim dá para economizar uma pequena fortuna com TEDs ao final de um período de 12 meses.

Exemplo: considere alguém que paga R$ 45 mensais de cesta de serviços do banco e além disso uma tarifa de R$ 9 para cada transferência realizada. Fazendo uma transferência por mês durante 12 meses, ela terá um gasto total de mais de R$ 600! ?

R$ 45 x 12 = R$ 540
R$ 9 x 12 = R$ 108

Gasto total = R$ 648

Uma conta digital não tem essas tarifas. Em cinco anos, a economia chega a R$ 3.240. Agora já pensou nesse dinheiro investido e rendendo juros sobre juros?

Aproveite para migrar para uma conta digital enquanto elas ainda estão por aí! Mas se você decidir manter sua conta tradicional, o importante é prestar sempre muita atenção às taxas cobradas. Não tolere pacotes abusivos dos bancos!


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É o fim das contas digitais?
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