É possível perder dinheiro no Tesouro Direto? Caso 3: Tesouro Selic (LFT)

Em artigos anteriores, falamos dos comportamentos do Tesouro Prefixado (LTN) e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTNB). Vimos que os preços de mercado desses títulos podem oscilar de forma relevante, fazendo com que seja possível perder – ou ganhar – dinheiro quando você decide fazer a venda antecipada, liquidando os títulos antes do vencimento. Agora, completamos esta série de artigos com a análise do Tesouro Selic (LFT).

Dentre os títulos disponíveis para investimento no Tesouro Direto, o Tesouro Selic (LFT) é aquele de comportamento mais estável, sem oscilações relevantes. Não há espaço para fortes emoções: a rentabilidade da LFT sempre anda lado a lado com a taxa de juros praticada no período.

Então ficou fácil responder a pergunta do título do artigo, certo?

No decorrer normal das coisas, não é possível perder dinheiro com o Tesouro Selic, salvo duas hipóteses bem específicas.

Primeiro, existe uma pequena diferença entre os preços de compra e de venda do título pelo Tesouro Direito (spread). Se você comprar e vender no mesmo dia, ou em pouquíssimos dias, vai perder um pequeno pedaço do valor investido. Esse comportamento não faz sentido pois, além do spread, você incorre em custos de transação desnecessários.

Em situações normais, não é possível perder dinheiro no Tesouro Selic, salvo duas hipóteses bem específicas

Segundo, há momentos específicos em que o governo atua para trazer a Selic para o centro da meta, praticando pequenos ágios ou deságios. São variações bem pequenas de preço, mas em tese seria possível comprar num momento desses e vender em seguida, tendo uma pequena perda.

Na prática, essas duas hipóteses são quase inexistentes e, quando ocorrem, as “perdas” são minúsculas. Perder dinheiro no Tesouro Selic é praticamente impossível. Mesmo assim, vale a pena entender melhor seu funcionamento, principalmente se você tem ou pretende ter esse ativo na sua carteira de investimentos.

Rentabilidade do Tesouro Selic (LFT)

Aplicar em LFT é investir na taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, com o menor risco possível entre todos os produtos disponíveis no mercado financeiro brasileiro.

Trata-se de um título pós-fixado, ou seja, sua rentabilidade é determinada por um indexador (no caso, a Selic), sem nenhum acréscimo ou desconto. É por isso que, no site do Tesouro Direto, o campo “Taxa % a.a.” é zerado:

tabela de preços dos títulos do Tesouro Direto, com Tesouro Selic (LFT) em destaque

Veja a tabela no site do Tesouro Direto

Esporadicamente, essa coluna pode estar preenchida com valores positivos, como 0,03%, o que significa deságio de 0,03% ao ano sobre a taxa Selic, ou valores negativos, o que significa ágio sobre a taxa Selic para remuneração do título.

Mas a situação mais comum é constar 0,00, significando que a remuneração do título no momento do resgate será equivalente à variação da taxa Selic desde a compra. Para obter esse dado, o Tesouro Direto utiliza o Valor Nominal Atualizado (VNA) do título, que é corrigido diariamente pela Selic de 1 dia, disponibilizada pelo Banco Central.

A Selic, por sua vez, varia de acordo com a política econômica do país. Hoje ela está em 14,25% ao ano, um patamar alto, o que significa um ganho maior com o investimento em renda fixa. É claro, há que se descontar a inflação no período para auferir o ganho real. No final de 2012, por exemplo, os juros caíram ao patamar de 7% ao ano, enquanto a inflação medida pelo IPCA ficou em 5,8%. A taxa de juros costuma ficar sempre acima da inflação, exceto se você estiver em países como o Japão ou a Suécia. (Para saber mais sobre a Selic, veja este artigo sobre indicadores econômicos.)

Veja o gráfico abaixo. Para construí-lo, nós pegamos o histórico completo de todos os títulos Tesouro Selic, medimos a cada dia qual foi a rentabilidade de cada título naquele dia, e anualizamos esses valores. Para diferenciar os títulos, cada data de vencimento ganhou uma cor diferente. O resultado é um gráfico que mostra qual seria a rentabilidade de 1 dia anualizada, para cada título, a cada dia.

Se você comparar o gráfico abaixo com o histórico da Selic, vai ver que a rentabilidade do Tesouro Selic (LFT) e a taxa Selic andam juntas. Cada mudança de direção na curva é reflexo da alteração da política de juros pelo Comitê de Política Econômica (Copom), cujas reuniões ocorrem a cada 45 dias.

Tesouro Selic (LFT): rentabilidade de 1 dia, anualizada

gráfico da rentabilidade de 1 dia anualizada dos títulos do Tesouro Selic (LFT)

Os pontos que ficaram fora da curva principal no gráfico refletem momentos específicos de maior volatilidade na economia, e a atuação do governo para trazer a Selic para o centro da meta estabelecida. São flutuações diárias, bem pequenas, que parecem grandes porque nós anualizamos o resultado de cada dia. Observe como dias em que a Selic fechou em forte alta foram sucedidos por outros de baixa, sempre de forma a manter a meta para o período.

O próximo gráfico mostra a evolução do preço pelo qual as LFTs são negociadas no mercado, refletindo o valor do título corrigido pela taxa Selic.

Evolução do preço de mercado do Tesouro Selic (LFT)

gráfico da evolução do preço de mercado dos títulos do Tesouro Selic (LFT)

Repare como todos os títulos de Tesouro Selic, com os mais variados vencimentos, apresentam o mesmo comportamento conservador, típico da renda fixa, sem sustos, sempre subindo.

Repare como o Tesouro Selic apresenta um comportamento típico da renda fixa, sem sustos, sempre subindo

Investir no Tesouro DiretoO “arroz com feijão” dos investimentos

Por ter rentabilidade mais previsível, o Tesouro Selic é uma boa opção para aplicar recursos que poderão ser resgatados no curto prazo, como a reserva de emergências.

Em uma carteira diversificada, o ativo pós-fixado em Selic tende a ser o componente responsável pela maior parte do rendimento de baixo risco, por possibilitar ganhos recorrentes e previsíveis.

Na carteira inteligente da Vérios, o Tesouro Selic é considerado como o ativo “livre de risco” e usado para diminuir a incerteza adicionada pelos outros ativos, como ações e os títulos do Tesouro Direto que têm maior oscilação de preços. 

O curioso é notar que, nos títulos como o Tesouro IPCA+ e o Tesouro Prefixado, que despertam mais dúvidas, a “certeza” da rentabilidade está no longo prazo. Desde que você mantenha os títulos até o vencimento, você sabe exatamente quanto irá receber. Já no Tesouro Selic a “certeza” está apenas no curto prazo, porque na verdade não dá para antecipar qual será a Selic no ano que vem. Ainda assim, pode-se dizer que você nunca vai perder dinheiro – afinal, contratou a taxa Selic e sempre receberá a taxa Selic.

Assim, encerramos a série de artigos sobre o comportamento dos títulos do Tesouro Direto. Se você ainda tem alguma dúvida sobre o investimento em títulos públicos ou quiser nos sugerir um tema para abordar, é só deixar seu comentário.

banner-planilha-rentabilidadeE se você tem interesse em conhecer a nossa carteira inteligente e descobrir o percentual de Tesouro Selic (LFT) recomendado para o seu perfil, clique aqui para simular seu investimento agora mesmo.

É possível perder dinheiro no Tesouro Direto? Caso 3: Tesouro Selic (LFT)
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Categorias: Intermediário, Títulos públicos
  • R.S.

    Olá.
    Acredito que tenha faltado mencionar que se pode perder dinheiro em caso de moratória (algo que foi apontado nos textos anteriores, mas que, acredito, deva permanecer como alerta também nesta página para os que chegam nela através de buscadores).
    Outro ponto: a crise da marcação a mercado, de 2002, não foi um outro exemplo pontual em que muitos perderam dinheiro com este título (principalmente através de fundos DI)?
    Em caso afirmativo, acredito que existam mais hipóteses além das mencionadas no texto, ainda que elas sejam bastante raras de se materializar.
    Abraço

    • Olá, RS.
      Não esqueça que o investimento em títulos públicos via fundos DI não é Tesouro Direto. Tesouro Direto é o programa de venda de títulos públicos federais diretamente para pessoas físicas, por meio da internet. Todas as outras formas de comprar títulos públicos NÃO são Tesouro Direto e podem envolver outros riscos e custos das instituições intermediárias, inclusive a compra dos títulos pela mesa de renda fixa da corretora. O nosso texto é apenas sobre o Tesouro Direto.

      1) Marcação a mercado
      A crise de marcação a mercado aconteceu justamente porque os fundos DI e grandes bancos não mostravam ao cliente o valor de mercado do título. Esse problema era muito mais relevante nos prefixados, pois escondiam do investidor a volatilidade que existe (faziam a chamada “marcação na curva” ou “marcação na curva de juros”). O Tesouro Direto era recém-nascido, tendo sido criado em janeiro de 2002. O caos que criaram quando corrigiram a marcação afetou também o Tesouro Selic, mas o impacto foi pequeno e foi causado por uma correção de um erro que já foi corrigido. Agora todos são obrigados a marcar a mercado, portanto não é possível passarmos por outra crise igual àquela.

      2) Moratória
      A moratória seria uma possibilidade na dívida externa (em dólares), mas não faz sentido moratória de uma dívida interna, que está em Reais e atrelada à Selic. Para o Governo, seria um tiro no pé, e em caso de falta dinheiro existe uma saída que é ruim, mas é MUITO melhor que o calote: imprimir dinheiro para pagar a dívida interna. Obviamente isso não funciona para dívidas em dólar, e é menos eficiente para a parte da dívida atrelada à inflação. E sim, essa medida causaria inflação.

      Abs,
      Felipe

  • João Moreira

    Olá
    Acredito que exista um outro caso em que se “perca dinheiro” com o Tesouro Selic: caso o governo opte por reduzir a dívida pública através da inflação, é provável que reduza a taxa Selic (reduzindo os juros da dívida), o que elevará (ou, pelo menos, não baixará, o IPCA), tornando outros títulos atrelados à inflação muito mais rentáveis. Não é perder dinheiro no sentido literal, mas é não ganhar…

    • Olá, João.
      Essas são hipóteses de ganho menor, ou de haver outro investimento mais rentável, mas não contam como hipóteses de perda de dinheiro. Lembrando que a pergunta aqui é uma dúvida bem básica de quem está querendo sair da poupança ou do CDB e ir para o Tesouro Direto, mas tem medo de perder dinheiro (nominalmente). É aquela coisa de quem está acostumado com a idéia de “a poupança é segura, será que no Tesouro Direto eu posso perder dinheiro?” Essa éa dúvida que buscamos responder. Faz sentido?
      Abs!

  • Anderson Fattori

    Daniel, tenho duas aplicações no Tesouro Direto TESOURO IPCA+ 2035 (NTNB PRINC) e TESOURO PREFIXADO 2023 (LTN). Acredita que devo manter sempre os investimento nestas duas aplicações ou vale mais aplicar na cota com a maior rentabilidade no dia da aplicação?

    • Daniel Resende

      Olá Anderson,

      A questão é um pouco mais complexa. Se você for atrás da taxa de rentabilidade mais alta hoje, você pode cair em uma cilada. As taxas mais altas hoje são os títulos mais curtos. O que pode acontecer é você ter uma rentabilidade mais alta por um período curto, e quando esses títulos vencerem, você pode ter que renovar por uma taxa mais curta. Essa taxa pode ser menor que a taxa de um título médio ou longo hoje.

      Recomendo você assistir a este outro vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=UIoHDgTEKFo) que explica um pouco essa dinâmica.

      Abs

      • Maria Cecilia Pessoa

        Olá,
        Como há previsão de queda da Selic se uma pessoa que comprou títulos com Selic em14,25 e vender antes do vencimento perderá dinheiro?

        • Oi, Maria Cecília.
          Você não precisa ter essa preocupação. O Tesouro Selic rende um pouquinho por dia, e não tem queda. Mesmo se vender antes do vencimento, você não perde.

          Os 14,25 não são uma taxa predefinida ou fixa como acontece no Tesouro Prefixado. Esse percentual é a meta da Selic, mas a rentabilidade dos próximos 12 meses pode ser um pouco maior ou menor.

          De qualquer forma, o rendimento do Tesouro Selic é um pouquinho por dia, sempre pra cima. Você não vai perder dinheiro com a queda da Selic.

        • Daniel Resende

          Apenas complementando o que o Felipe disse. Quando o juros cair, você vai ter rentabilidades um pouco menores, mas ainda positiva.

  • Emerson Castro

    Terei uma grana para investir no fim do mês. Já possuo IPCA+19, IPCA+35, LTN2018 2 SELIC2021. Qual é o mais indicado agora com a previsão de queda da SELIC? Já ouvi dizer que com a queda da SELIC os IPCA’s têm tendência de forte rendimento.É verdade? Já parabenizo pelo site. Muito boa leitura.

    • Olá, Emerson.

      Essa dinâmica existe sim: a queda dos juros faz os prefixados (e o IPCA) renderem mais pra quem já tinha os títulos e renderem menos dali em diante. Explicamos isso nesse artigo, na parte sobre “Oscilação de preços”: https://goo.gl/AcCQ2f. Mas não adianta correr pra comprar: o mercado já vem precificando essa queda há algum tempo e os prefixados já estão em patamares inferiores à Selic hoje. Você até pode pegar um pedacinho do ganho, mas uma boa parte já foi. O ideal é ter sempre um pouco de cada.

      O destino para essa grana do fim do mês depende muito de quanto você tem em cada título e qual o seu perfil de risco. Quando você investe com a Vérios, a gente faz essas contas pra você e mantém sua carteira equilibrada com cada novo aporte que você envia. Mas essas contas dão bastante trabalho, não dá pra fazer “manualmente” aqui no blog. É que na carteira inteligente os dados já vão direto da corretora para o Ueslei (nossos algoritmos), onde é calculada a divisão do novo aporte e automaticamente alocado. Se quiser experimentar, pode começar com um valor menor. Tenho certeza que você vai gostar e vai acabar passando todo esse trabalho pro Ueslei. É fácil demais, barato demais, rende mais do que tentar fazer tudo sozinho porque ele controla de perto os custos e impostos, além da alocação. Experimenta: https://app.verios.com.br/perfil

      Abs!

  • Marilene da Conceicao Felix da

    Daniel, boa tarde!

    A minha dúvida é se eu posso aplicar no tesouro selic por 3 meses por exemplo. Assim mesmo, apesar do IRPF, eu ainda tenho ganhos melhores que da poupança?

    • Oi, Marilene.

      Para um período tão curto a diferença é muito pequena. Dá quase um empate, e depende da corretora.

      No Tesouro Direto, você paga à vista (na entrada) uma taxa de serviço equivalente a 12 meses. Nesse caso, você vai pagar por 12 meses e usar só 3. Se for pela corretora do banco, essa taxa é bem alta e o Tesouro pode ficar pior que a poupança devido ao prazo curtíssimo. Se for numa corretora independente, o Tesouro pode ser melhor, mas precisa ver também que você vai ter mais trabalho e ainda vai pagar uma TED para enviar os recursos, por uma diferença pequena.

      Nesse caso, como prazo é muito curto, não se preocupe tanto com a rentabilidade, a não ser que seja um investimento bem relevante, de mais de um milhão de reais. Se for um valor menor, faça algo que seja simples e fácil pra você. Só não deixe nunca na poupança. O CDB do seu banco já deve render um pouquinho mais que a poupança, e você pode investir pelo site do banco, sem precisar abrir outras contas nem enviar nenhuma TED pra lugar nenhum. Abraço!

  • Marilene da Conceicao Felix da

    Felipe, bom dia!

    Agradeço pela resposta. Mas em relação ao CDB o IRPF não comeria a diferença do rendimento em relação a poupança? Eu tenho conta na CEF e não vejo as taxas tão atraentes.

  • Thiago Neves

    Bom dia Daniel e Felipe, estou embarcando nesse mundo do Tesouro agora, pretendia fazer hj 3 investimentos do msm valor, (1 prefixado, 1 IPCA+ e 1 Selic) porém todos de longo prazo para aproximadamente 2035 e conforme for me habituando com o TD faria algumas alterações. Como você analisa essa estratégia? Existe algo que posso fazer para ter alguma rentabilidade maior? Lembrando que tenho interesse de fazer um investimento mensal a longo prazo entretanto se houver em algum caso algo que eu tenha maior rentabilidade no curto prazo que não seja compensatório manter um longo prazo eu poderia mudar a estratégia. Desde já agredeço pela pagina pois, já tem me auxiliado bastante nesse começo.

    • Oi, Thiago. Ninguém pode te dizer qual vai render mais, o futuro é desconhecido e essa incerteza faz parte do jogo.
      Porém, SE as expectativas do mercado estiverem certas, a taxa de juros deve ir caindo nos próximos anos. Com isso, faz mais sentido você prefixar agora as taxas. Veja, os títulos mais curtos estão pagando mais, por prazo menor. Porém quando eles vencerem, o mercado *provavelmente* vai estar pagando menos. E aí quem prefixou em taxas de hoje (2016) sairá na vantagem. Mas é tudo muito cheio de “se”, “talvez”, “provavelmente”… É por isso que geralmente o mais recomendável é diversificar e comprar um pouco de cada. Para definir o quanto de cada um, você pode fazer o questionário do nosso simulador. Ele vai indicar a quantidade ideal para o seu perfil: https://app.verios.com.br/perfil
      Abs!

  • Alexandre Nobre

    Bom dia. Podem me ajudar em uma dúvida? Imaginem que eu tenho no tesouro selic um valor de R$ 150.000,00. É possível eu fazer retiradas mensais apenas dos rendimentos, sem que isso interfira nos rendimentos futuros?

    • Ana Vitória Baraldi

      Oi Alexandre, tudo bem?

      Desculpe a demora na resposta! Você não consegue resgatar só os rendimentos, o que poderia ser feito é uma pequena venda todos os meses com o valor correspondente ao rendimento. Não impactaria no rendimento dos outros títulos.

      É importante você ter dois pontos em mente e uma observação:
      1) O tamanho do lote do ativo pode ser diferente do rendimento. Por exemplo, hoje a LFT 2021 está em R$ 8.463,44. É possível comprar ou vender 0,01 de um título. Vamos supor que no mês tenha rendido R$ 100. Ou você vende 0,01 quantidades (R$ 84,63) ou vende 0,02 quantidades (R$ 169,26).
      2) Quanto mais recente for a sua aplicação, maior será a alíquota de imposto que você pagará nesses resgates. A alíquota começa em 22,5% sobre o rendimento e chega a 15% sobre o rendimento depois de dois anos.
      3) Por último, fazer vários resgates diminui o efeito dos juros compostos ao longo do tempo.

      Espero que tenha ajudado!

      Abraços,
      Ana

  • Vitória

    Boa noite,
    Tenho investimentos no Tesouro Selic 2021 e não pretendo vendê-los antecipadamente. Mas caso seja necessário, ao vender um título, eu perco os rendimentos relativos a ele e ganho somente a diferença do valor entre o dia que comprei e o dia que vendi?
    Obrigada!

    • Ana Vitória Baraldi

      Oi Vitória!
      Tudo bem?

      Desculpe a demora na resposta.
      Você terá a rentabilidade do dia da compra até o dia da venda.

      Ou seja, se você comprou por R$ 100 e você vende hoje que está R$ 110, você terá exatamente R$ 110.

      Não se esqueça de descontar o imposto nesse cálculo e considerar o preço de venda.

      Qualquer coisa, conte comigo!

      Abraços,
      Aninha

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  • Tágamo Ferro

    Boa tarde,

    Pretendo investir um valor mensal no Tesouro Direto, de R$ 100,00 durante 30 anos, com a intenção de resgate apenas no vencimento. Nessa caso, dentre os 3 tipos, o Selic seria o mais recomendado? Obrigado

    • Olá, Tágamo.
      Para prazos muito longos, o mais recomendável é proteger-se contra a inflação, com o Tesouro IPCA cujo prazo seja mais próximo da data que você pretende resgatar. Porém, se tiver um imprevisto no meio do caminho e precisar resgatar antes, o tombo pode ser grande. Por isso, é recomendável ter um pouco de Selic também, que pode ser resgatado a qualquer momento. Além disso, como os prefixados costumam ter uma remuneração boa, recomenda-se também um pouco de Tesouro Prefixado para melhorar o desempenho da carteira. A resposta é diversificar, com um pouco de cada.
      Abraço!