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11 de agosto de 2015 Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

Economia em baixa, ansiedade em alta

11 de agosto de 2015

Todos os dias, a mídia nos lembra que a situação econômica do país não é das melhores. Não há como ignorar que o Brasil vive uma fase ruim.

A cada dia que passa, vemos mais investidores aflitos com os rumos da economia, sem saber para onde correr. Cada notícia ruim é um gatilho que ativa a ansiedade daqueles que estão preocupados em construir patrimônio com segurança.

Se você é um desses investidores, está certo em se preocupar com seus investimentos. Mas será que vale a pena uma reação impulsiva ao noticiário econômico? Embora o ímpeto de tomar alguma atitude seja natural, é difícil assegurar que uma nova decisão seja melhor que a tomada anteriormente, em um momento de menos estresse.

Tomar como base o cenário atual para definir as expectativas em relação ao futuro é uma falha comum do investidor que olha apenas para o curto prazo

Tomar como base o cenário atual para definir as expectativas em relação ao futuro é uma falha comum do investidor que olha apenas para o curto prazo. Já que estamos em uma fase desfavorável, nosso cérebro tem uma tendência a extrapolar esse cenário para os próximos anos. Com essa projeção, fica mais difícil imaginar que a situação irá se reverter e voltaremos a crescer, e acabamos tomando decisões baseadas apenas no calor do momento.

O noticiário reflete os ciclos econômicos

A alternância entre momentos bons e ruins é inerente a qualquer economia. Há milênios, os egípcios já falavam em anos de vacas gordas e anos de vacas magras. São os efeitos dos ciclos econômicos, responsáveis por alternar períodos de crescimento com períodos de recessão. Hoje, definitivamente, estamos vivendo um momento ruim. É claro que a política econômica do país tem sua contribuição.

Apesar disso, o investidor – sobretudo aquele que tem objetivos de longo prazo – deve ponderar a ansiedade do momento com o entendimento de que o caráter cíclico da economia é esperado, que deve ser levado em conta em seu planejamento de investimento.

A propósito, você se lembra do último ciclo de crescimento?

Ilustração que mostra manchetes do noticiário contraditórias nos ciclos econômicos de alta e baixa
Noticiário econômico nos últimos anos: as manchetes são um espelho dos ciclos econômicos

Em um passado não tão distante, nossas expectativas eram outras. E o mesmo efeito acontecia: as notícias otimistas nos levavam a projetar um futuro cada vez mais otimista. Se você investiu mais agressivamente por conta do otimismo e perdeu dinheiro quando a bolsa começou a cair após o período de euforia, sabe do que estou falando.

Provavelmente, com o fim deste ciclo de baixa, a economia iniciará um novo período de crescimento. Quando ele começará? Ninguém sabe responder.

Um caminho prático para resolver esse problema é estar bem posicionado em diversas classes de ativos, independentemente do cenário econômico atual, e rebalancear de maneira sistemática, sem reagir aos ciclos de pânico e de euforia, porque esses ciclos vêm e vão. Por isso, é tão importante diversificar seus investimentos. Só assim você tem a certeza de estar preparado para os dias ensolarados e os chuvosos.

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11 de agosto de 2015
Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

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Autores

Economista pela Unicamp com Certificação de Gestores Anbima (CGA) e programadora nas horas vagas, Aninha foi Head de Customer Experience na Vérios e ajudou a construir nosso modelo de atendimento próximo e eficiente, que se tornou referência no mercado financeiro

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