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3 de Janeiro de 2018 Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

Em que momentos são cobrados os custos de investir com a Vérios?

3 de Janeiro de 2018

Ao investir com a Vérios, você sabe exatamente quanto está pagando. Não há surpresas desagradáveis nem taxas escondidas: o custo total é de 0,95% ao ano sobre o valor investido. No entanto, esse custo total reflete a soma de cobranças distintas.

Resumidamente, nos 0,95% ao ano estão incluídos os custos dos investimentos — os quais você pagaria de qualquer forma mesmo se fosse investir por conta própria — e o custo do serviço da Vérios (taxa de gestão). Cada custo é cobrado em um momento diferente, por isso apresentamos eles separadamente em nosso sistema de acompanhamento.

Neste artigo você entenderá quando os custos incidem em sua carteira de investimentos e para onde vai o dinheiro que você paga para investir.

Antes de avançar, é importante saber que nós classificamos os custos da carteira em três categorias: custos de transação, custos dos ativos e custo da Vérios. As duas primeiras categorias se referem a custos que você teria mesmo investindo sozinho, como falamos acima; a terceira é o valor que de fato é faturado pela Vérios como remuneração pelo serviço de gestão de investimentos prestado.

Agora vamos nos aprofundar um pouco em cada uma dessas categorias de custos.

Custos de transação

Os custos de transação ocorrem sempre que há compra ou venda de ETFs na sua carteira inteligente. São os seguintes:

  • R$ 16,20 de taxa de corretagem a cada compra ou venda de ETF, pagos à corretora
  • Taxas de liquidação e emolumentos no valor de 0,0325% sobre cada operação de compra ou venda de ETF, pagas à B3 (antiga BM&FBovespa)

A compra ou venda desses ativos acontece no momento em que é feita a aplicação inicial para a construção da carteira, e pode ocorrer também quando houver um aporte adicional, rebalanceamento ou solicitação de resgate. Se não houver nenhuma movimentação nova de renda variável na sua carteira, esse custo não irá incidir novamente.

Atenção: Vale lembrar que nem todas as carteiras são diversificadas com a parcela de renda variável, por isso os custos de transação incidem apenas quando há ETFs.

Custos dos ativos

Os custos dos ativos são intrínsecos aos investimentos. Independentemente da corretora que você escolha para investir, esses custos são cobrados. Como você sabe, na carteira inteligente da Vérios há até dois tipos de ativos: títulos públicos do Tesouro Direto e ETFs. Entenda em que momento o custo de cada um deles é cobrado:

Custo dos ETFs

São os seguintes:

  • PIBB11 (ETF de bolsa brasileira): taxa de administração de 0,059% ao ano sobre o valor investido, pagos ao Itaú, que faz a gestão desse ETF
  • IVVB11 (ETF de bolsa norte-americana): taxa de administração de 0,24% ao ano sobre o valor investido, pagos à BlackRock, que faz a gestão desse ETF

Assim como um fundo de investimento já desconta a taxa de administração de seu saldo, os ETFs fazem o mesmo. Por isso, a rentabilidade dos ETFs é exibida já líquida das taxas de administração. Ou seja, a provisão é feita diariamente, mas não é preciso se preocupar com o pagamento.

Custo dos títulos do Tesouro Direto

O custo dos títulos públicos oferecidos via Tesouro Direto é a taxa de custódia.

  • Taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor investido, paga à B3 (antiga BM&F Bovespa)

Esse é o custo que mais gera dúvidas em relação ao momento de cobrança, mas vai ficar tudo mais claro agora!

A taxa de custódia dos títulos do Tesouro Direto é cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento como recebimento de juros semestrais, resgate antecipado ou vencimento do título, o que ocorrer primeiro.

Vou dar um exemplo prático:

Suponha que eu tenha investido em um título Tesouro IPCA+ 2026 no dia 04/01/2017. Esse título paga cupom (juros semestrais) nos meses de agosto e fevereiro. No dia 15/02/2017 aconteceu o pagamento de juros desse título. Dessa forma, a taxa de custódia foi descontada dos juros que eu receberia, no valor equivalente (proporcional) ao período do meu investimento, entre 04/01/2017 e 15/02/2017. O valor que aparece no extrato da corretora ou nos sistemas da Vérios já desconta essa cobrança.

Agora vamos ao próximo momento de cobrança da taxa de custódia, no primeiro dia útil de julho. Nesse caso, ao contrário da cobrança que ocorreu no dia 15/02/2017 por meio de desconto no valor dos juros a receber, eu precisei ter o valor da taxa de custódia disponível em minha conta na corretora, para que fosse debitado. O período dessa cobrança considera de 15/02/2017 até 01/07/2017.

Suponha agora que eu tenha resgatado (vendido) o título no dia 24/07/2017. Da mesma maneira como aconteceu no pagamento de juros em fevereiro, o valor proporcional da taxa devida entre 01/07/2017 e 24/07/2017 foi descontado do valor que resgatei e que entrou em minha conta da corretora.

Todos esses custos que mostramos até agora acontecem tanto se você investe com a Vérios quanto por conta própria.

Se você investe por conta própria, o único custo com o qual deve se preocupar em realizar o pagamento é a taxa de custódia do Tesouro Direto nos meses de janeiro e julho. Os demais já são descontados automaticamente.

Já se você investe com a Vérios, não precisa se preocupar com absolutamente nada! Nós gerenciamos todos os custos e, se for preciso, fazemos um resgate da sua carteira para que haja recursos para o pagamento da taxa de custódia semestral.

Custo da Vérios

O custo que remunera a Vérios corresponde à diferença entre 0,95% ao ano sobre o valor total da carteira e todos custos que falamos acima. A forma mais fácil de explicar é: o que sobrar até alcançar o equivalente a 0,95% ao ano, é a taxa de gestão da Vérios.

  • Taxa de gestão da Vérios: entre 0,40 e 0,65% ao ano sobre o valor investido, calculados diariamente e cobrados mensalmente pela Vérios

O percentual da taxa de gestão varia de carteira para carteira, pois depende do comportamento de aportes e resgates e da composição (se há ETFs ou não) de cada uma delas.

O cálculo do valor devido é feito por dia (assim como no caso da taxa de custódia), e a cobrança é feita uma vez por mês, sempre na terceira segunda-feira do mês, na forma de um débito em sua conta na corretora.

Investindo com a Vérios, você pode acompanhar exatamente quantos reais está nos pagando todos os meses. Caso você ainda não seja um Amigo ou Amiga do Ueslei, pode fazer uma simulação indicando o valor que pretende investir para ver quais seriam os custos cobrados, discriminados por categoria, clicando aqui.

Vale lembrar que na Vérios nós cuidamos do pagamento de todas as taxas para você. Tanto o pagamento mensal da taxa de gestão, quanto o pagamento semestral do Tesouro Direto. Caso você não tenha recursos em sua conta na corretora, é feita uma pequena venda em sua carteira para o pagamento da taxa.

Aliás, há alguns meses iniciamos uma nova rotina de avisar aos Amigos do Ueslei que não têm recursos em caixa na corretora sobre o pagamento das taxas mensais, caso eles prefiram depositar os recursos em vez de realizarmos uma pequena venda.

Algumas pessoas nos questionam o porquê de não deixarmos mais dinheiro em caixa em suas carteiras para suprir esse custo mensal. Por que fazer um novo aporte ou um pequeno resgate se bastaria deixar algum dinheiro parado na conta da corretora com essa função?

A resposta é simples! Ao realizar essas pequenas vendas para o pagamento de taxas, nós sempre escolhemos os ativos que renderam mais no período, gerando um pequeno rebalanceamento. Saiba mais neste vídeo sobre como são feitos os resgates.

Vou trazer um exemplo real de um dos Amigos do Ueslei. No mês de outubro, tivemos que realizar uma pequena venda de Tesouro Selic em sua carteira. O valor da cobrança foi de R$ 37,96. No mesmo período, a rentabilidade do Tesouro Selic foi de 0,72%.

Se, em vez de deixar esse valor parado na conta, a gente investisse esses R$ 37,96 no começo do mês, ao final do período de 30 dias para o pagamento da taxa ele teria R$ 38,23. Descontando o Imposto de Renda pela maior alíquota, de 22,5% sobre os ganhos (afinal, a aplicação tinha apenas um mês), nosso Amigo ficaria com R$ 38,171.

Nesse exemplo, a diferença é pequena em reais, mas matematicamente vale a pena deixar o dinheiro investido e realizar uma venda de 0,01 quantidade do título para pagar a taxa no mês seguinte.

Além do mais, é sempre melhor deixar o dinheiro investido do que parado na conta.

Espero que tenham ficados claros os momentos em que cada custo da carteira inteligente é cobrado. Caso fique alguma dúvida, não deixe de comentar.

Para mais informações sobre os custos, assista:

Veja também comparações com os custos de outros investimentos.

Se você é um leitor(a) atento(a), deve ter se perguntado: “Mas e o custo de 0,30% da taxa de custódia do Tesouro Direto?” Sim, ela também deve ser descontada da rentabilidade! Nesse exemplo, a diferença é menor que um centavo, por isso desconsiderei 😉

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Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

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Autores

Economista pela Unicamp com Certificação de Gestores Anbima (CGA) e programadora nas horas vagas, Aninha foi Head de Customer Experience na Vérios e ajudou a construir nosso modelo de atendimento próximo e eficiente, que se tornou referência no mercado financeiro

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