Especial Gestoras: BBM Investimentos

Você saberia responder, de bate-pronto, qual é a instituição financeira privada mais antiga fundada no Brasil? Se não, vai aí uma pílula de conhecimento: em 1858, surgia o então Banco da Bahia, com sede em Salvador. Foi assim que começou a história do Banco BBM e posteriormente da BBM Investimentos.

Mais de 150 anos se passaram, e a instituição foi capaz de acompanhar inúmeras mudanças políticas e econômicas no país e no mundo. Resiliência e perenidade estão entre as principais características herdadas pela gestora, que atualmente administra cerca de R$ 2,8 bilhões em seus fundos de investimento de diversas classes.

Experiência para alcançar resultados consistentes

Apesar de a marca BBM Investimentos ter sido criada apenas em 2007, a experiência do grupo em gestão de recursos teve seu início em 1980, com a abertura do primeiro fundo da casa.

A experiência de mais de três décadas é um dos cinco pilares enumerados pela BBM para alcançar resultados consistentes e acima do benchmark no longo prazo. Os outros são o alinhamento de interesses, a profundo investimento em equipes de análise do cenário macroeconômico e das empresas, o controle do risco e a bem-sucedida cultura de seleção e formação de profissionais.

Foto: Bernardo Gomes, Marcelo Mendes e Gustavo Daibert, sócios da BBM Investimentos.
Bernardo Gomes, Marcelo Mendes e Gustavo Daibert, sócios da BBM Investimentos. Os dois primeiros começaram a carreira na gestora como estagiários. Crédito: Divulgação/BBM

Mais que uma gestora, uma escola de gestão

A BBM é conhecida no mercado por “criar” seus profissionais desde os primeiros passos na carreira. É importante para a gestora que as metodologias de análise e de risco estejam bem claras e façam parte do dia a dia das decisões. Como resultado, formam-se equipes fortes e comprometidas com o crescimento da empresa. Para se ter uma ideia, boa parte dos diretores e gestores começaram sua trajetória profissional como estagiários na BBM.

Gestoras como a SPX e a Kapitalo foram fundadas por executivos egressos da BBM e carregam muito da cultura da gestora em seus processos de investimento

O surgimento de gestoras como a SPX e a Kapitalo, fundadas por executivos que têm em sua base de formação a escola de gestão BBM, deixa evidente o quanto a cultura é bem difundida. Traços da gestora permanecem claros nas outras duas, que, apesar das diferenças, ainda levam muito do que aprenderam na BBM para os seus processos de tomada de decisão.

Um time que investe junto

E não é apenas o tempo de casa que afirma o comprometimento dos profissionais. Eles têm o compromisso de investir parte significativa do bônus por desempenho junto com os investidores nos fundos da BBM.

Hoje, aproximadamente 30% dos ativos sob gestão são investimento dos próprios sócios. Esse capital de longo prazo possibilita um intenso e contínuo investimento nas equipes de pesquisa da gestora, que procuram aprimorar o processo de investimento.

A tomada de decisão no processo de investimento

Na BBM, a tomada de decisão tem três etapas bem definidas. A primeira delas é a geração de cenários: a partir da análise econômica top-down nacional e internacional, é elaborado o contexto macroeconômico apropriado.

Com esse pano de fundo definido, a segunda etapa é a criação das oportunidades de investimento e a determinação dos preços teóricos. Por fim, é a vez do monitoramento dos fluxos, liquidez e eventos de mercado, para poder escolher o melhor momento de tomar uma posição. É aqui que o portfólio é montado. E todas as etapas são monitoradas continuamente.

Os fundos BBM Equity Hedge FIC FIM e BBM Smid Caps Valor FIC FIA tiveram avaliação máxima no ranking da ValorInveste

Todo o cuidado na gestão garantiu diversos prêmios de reconhecimento aos fundos da BBM nos últimos anos. Os mais recentes deles foram concedidos em junho deste ano, pelo Star Ranking da revista ValorInveste. Nessa avaliação, os fundos BBM Equity Hedge FIC FIM e BBM Smid Caps Valor FIC FIA garantiram cinco estrelas, a melhor avaliação do ranking.

Partnership

  • Alexandre Lowenkron: Responsável pelas áreas de Risco, Modelos Quantitativos, Pessoas, TI e Administrativo, é economista pela PUC-RIO e tem mestrado e doutorado pela mesma instituição. Iniciou sua carreira no Grupo BBM em 2006, como coordenador da área de Pesquisa de Modelos Quantitativos. É também professor do Mestrado em Economia e Finanças da PUC-RIO.

  • Bernardo Gomes: Responsável pela gestão dos fundos long short desde 2010, é engenheiro formado pela UFRJ, com pós-graduação em Finanças e Mercado de Capitais pela FGV. Ingressou no Grupo BBM em 2002, como estagiário.

  • César Aragão: Responsável por produtos e alocação e pela área de Relacionamento com Investidores, é engenheiro formado pela Universidade Federal de Itajubá e Mestre em economia pela FGV. Iniciou sua carreira no Grupo BBM em 1998, na área de Pesquisa. Em 2002, assumiu a gerência da área de Risco. Também foi professor do mestrado profissionalizante em Economia da FGV e vice-presidente da Câmara de Risco da BM&FBovespa.

  • Gustavo Daibert: Responsável pela gestão dos fundos long only, é engenheiro e mestre formado pelo ITA. Trabalhou como engenheiro de planejamento da Embraer e ingressou no Grupo BBM em 2007. Gustavo começou como analista de bolsa, passou para a equipe de análise de mercado, se tornou coordenador e, em 2010, já era gerente na casa.

  • Marcelo Mendes: Responsável pela gestão de renda fixa e câmbio, é engenheiro formado pela PUC-RIO com pós-graduação em Finanças e Mercado de Capitais pela FGV. Iniciou sua carreira no Grupo BBM em 2000, como estagiário, tendo atuado depois como analista e operador de câmbio. Atuou por um tempo na Axio Investimentos e retornou para o Banco BBM em 2010, como Diretor da Tesouraria.

  • Tomás Brisola: Economista-chefe desde 1999, graduou-se na USP e tem mestrado e doutorado (sem defender a tese) em economia pela FGV. Ingressou no Grupo BBM em 1998, na área de Pesquisa Macroeconômica.

Linha do tempo

1858: Criação do Banco da Bahia, atualmente chamado Banco BBM, em Salvador (BA);

1980: Lançamento do primeiro fundo de investimento;

2008: Equipe da tesouraria proprietária do Banco BBM migra para a BBM Investimentos;

2011: Segregação da BBM Investimentos das demais atividades do Banco BBM;

2012: A agência de classificação de risco Moody’s qualifica a BBM como gestora de investimentos MQ2, rating que considera “muito bons” o controle e a qualidade de gestão.

Exceto quando expressamente indicada outra fonte, todas as informações deste artigo foram obtidas em documentos oficiais, reportagens publicadas pela imprensa, no website da gestora e/ou em conversa com a equipe da gestora.

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Economista pela Unicamp com certificação CGA e programadora, Ana Vitória integra o time de Estratégia de Investimento da Vérios