Especial Gestoras: Quest Investimentos

Como manter um alto padrão na entrega de resultados ao longo de 13 anos? Como lidar com as oscilações do mercado e tirar o melhor proveito delas? Para a Quest Investimentos, o segredo da continuidade está em um processo de investimento muito bem definido, ancorado na minuciosa leitura dos mercados globais e na expertise da gestora na economia e nas empresas brasileiras.

A Quest foi fundada em 2001. Sediada em São Paulo, já passou por diversos momentos turbulentos do mercado e tem sido capaz de destacar-se como uma das mais tradicionais e consistentes gestoras independentes do Brasil. Com um time de 30 profissionais experientes, a empresa hoje é comandada por um grupo de controle formado pelos sócios Luiz Carlos Mendonça de Barros, Walter Maciel Neto e Alexandre Silverio. 

Experiência que extrapola o mercado financeiro

Luiz Carlos Mendonça de Barros
Luiz Carlos Mendonça de Barros, fundador e estrategista da Quest Investimentos

Mendonça de Barros começou a trabalhar no mercado financeiro em 1967. Mas foi sua carreira pública que contribuiu para alavancar sua notoriedade. Na década de 1980, o engenheiro atuou como Diretor e Conselheiro do Banco Central. No governo de Fernando Henrique Cardoso, foi Presidente do BNDES e Ministro das Comunicações.

A vivência do gestor em múltiplos setores da economia, ao longo de diferentes momentos, trouxe uma percepção diferenciada da realidade brasileira, o que impacta diretamente na definição da estratégia de investimento da Quest.

A estratégia de investimento da Quest é favorecida pela experiência de Mendonça de Barros em múltiplos setores da economia

Em maio, a Vérios publicou um artigo de autoria do gestor, em que ele aborda o momento de grande ansiedade vivido pelos investidores brasileiros. “O pessimismo que toma conta do mercado tem gerado grandes oportunidades, e quem estiver preparado irá colher os frutos desses exageros no futuro”, afirmou. Essa orientação para o futuro norteia todo o processo de investimento da Quest.

De olho no longo prazo

O processo de investimento parte da análise bottom-up, através da pesquisa de campo nas empresas candidatas a receberem investimentos, onde avaliam o modelo de negócio, capacidade de geração recorrente de resultados, governança, perspectiva setorial, entre outras variáveis.

O cenário macroeconômico funciona como pano de fundo, adicionando valor ao processo através da definição de variáveis essenciais para a avaliação das empresas, como taxas de juros, câmbio, inflação e de tendências fundamentais de longo prazo, no Brasil e no exterior.

Hoje, a Quest possui aproximadamente R$ 2,1 bilhões sob gestão. Desse montante, mais de 85% está alocado em fundos de renda variável (ações e long & short) e cerca de 15% em fundos macro. A pergunta é inevitável: como uma casa com expertise no contexto macroeconômico tem a maior parte dos seus ativos sob gestão em uma estratégia completamente diferente?

Estudar o macro para decidir sobre ações

O processo de decisão em renda variável utiliza diversos fatores macro, amplamente estudados e detalhados, como pano de fundo para o processo analítico, uma vez que esses fatores são essenciais para a avaliação do valor de cada ativo. As empresas investidas estão inseridas em um ambiente competitivo, fortemente influenciado por taxa de juros, câmbio e regulação.

Os fatores macro são amplamente estudados e tratados como pano de fundo para a decisão em renda variável

Com isso, a Quest faz uma profunda análise fundamentalista, com modelos de valuation, drivers de performance e busca por assimetrias. Essa combinação da visão macro e do conhecimento detalhado de cada empresa conferem à gestora uma vantagem comparativa sobre as demais. É essa vantagem que explica o bom desempenho ao longo dos anos.

Em 2011, a Quest foi classificada pela LF Rating com a nota LFg2, concedida a empresas cuja qualidade de gestão é considerada “muito boa”, com alto nível de gerenciamento e controle.

Associação com o BTG Pactual

Outro reconhecimento da solidez institucional da Quest é a associação estratégica com o banco BTG Pactual, firmada também em 2011. Pelo acordo, os sócios do banco investiram parte do seu capital nos fundos da Quest e em troca recebeu uma opção para comprar 15% do capital da gestora no futuro.

A associação não implica em influência do BTG Pactual nas decisões da gestora. O intuito da parceria, segundo as instituições, é consolidar a Quest com uma marca reconhecida tanto no Brasil quanto no exterior.

Partnership

  • Luiz Carlos Mendonça de Barros: Fundador e estrategista da Quest Investimentos, Mendonça de Barros é engenheiro formado pela USP, com doutorado em economia pela Unicamp. Iniciou sua carreira em 1967, como analista financeiro no Investbanco. Fundou a corretora Patente em 1972 e o banco de investimentos Planibanc em 1983. Entre 1985 e 1987, foi Diretor e membro do Conselho do Banco Central do Brasil. Em 1995, foi nomeado presidente do BNDES, onde atuou até 1998, quando assumiu o cargo de Ministro das Comunicações. Desde 2001, se dedica à Quest.

  • Walter Maciel Neto: CEO da Quest, é economista formado na PUC-Rio. Começou sua carreira em 1991 como trader de renda variável no Banco Safra. Entre 1995 e 2003, trabalhou no Banco Garantia (mais tarde adquirido pelo Credit Suisse), na área de vendas e distribuição. Foi ainda CEO do Trend Bank antes de ingressar na Quest, em 2006.

  • Alexandre Silverio: Chief Investment Officer da Quest e responsável pela gestão de ações, Alexandre é engenheiro formado pela PUC-Rio, com MBA em Finanças pelo Ibmec. Entre 1995 a 1999, foi responsável pelas análises de risco e gerencial e pelo trading de renda variável na Fleming Graphus Asset Management. Depois, ingressou na GAP Asset Management. Em 2003, atuou no banco Santander, primeiro como Head de Renda Variável do Santander Asset Management e depois como CIO. Fez uma passagem rápida pelo J. Safra Asset Management antes de se integrar à equipe da Quest, em 2011.

Linha do tempo

2001: Fundação da Quest Investimentos, gestora de recursos independente.

2003: Abertura do primeiro fundo de investimento para gestão de recursos de terceiros.

2005: Início do primeiro fundo de ações, o Quest Ações FIC FIA.

2011: A Quest é classificada com a nota LFg2 pela empresa LF Rating, o que representa uma qualidade de gestão “muito boa”.

2011: É firmada a associação estratégica da Quest com o banco BTG Pactual.

Exceto quando expressamente indicada outra fonte, todas as informações deste artigo foram obtidas em documentos oficiais, reportagens publicadas pela imprensa, no website da gestora e/ou em conversa com a equipe da gestora.

Categorias: Especial Gestoras, Fundos de investimento