Fundo Ashmore Brasil Long Short FIC FIM

O Ashmore Group é um gestor ativo de fundos, sediado em Londres e especializado em mercados emergentes. Fundado em 1999 e listado na Bolsa de Londres em 2006, o Ashmore Group possui cerca 78,5 bilhões de dólares sob gestão. Em 2007, juntou-se a executivos brasileiros para criar a Ashmore Brasil.

Atualmente, a Ashmore Brasil é responsável por mais de R$ 700 milhões, divididos entre produtos institucionais e três fundos abertos ao público.

O Ashmore Brasil Long Short FIC FIM, fundo de maior sucesso dentre os comercializados pela casa, tem sua gestão liderada pelo sócio Guilherme Mazzili. Com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, Mazzili já passou pelas áreas de análise e gestão na Bresser e no Banco Daycoval. A equipe de gestão conta, ainda, com mais dois profissionais no Brasil, um em Londres e cinco em Washington.

De acordo com a gestora, o Ashmore Brasil Long Short opera com três estratégias e distribui a exposição do fundo entre elas da seguinte forma:

  • 10% Long/Short entre Classes de Ações
  • 20% Long/Short Intersetorial
  • 70% Long/Short Intrasetorial

O risco é dividido entre 50 e 60 pares de ações e nenhuma das posições estruturadas representa mais de 3% do patrimônio do fundo. Alguns pares comuns na carteira, respectivamente nas posições compradas e vendidas, são: Educação/Saúde; Vale/Petro; BR Malls/Multiplan.

Cada operação possui um objetivo de rentabilidade pré-determinado, que deve ser respeitado pela equipe. Ou seja, atingido o preço-alvo, a posição é desfeita e o ganho é realizado.

Como o trabalho do gestor envolve incertezas e probabilidades, algumas operações podem não alcançar o objetivo pretendido. São essas que acabam gerando perdas para o fundo, como pode ser visto pelo gráfico underwater.

Com mais de três anos de operação, o Ashmore Brasil Long Short apresenta um resultado acumulado de 142% do CDI no período, com volatilidade próxima a 3,2% ao ano e Sharpe de 1,10.

O desempenho é comparável a seus pares do mercado que encontram-se fechados para novas aplicações, como o BNY Mellon Arx Long Short, Apex Equity Hedge e Quest Equity Hedge, como pode ser visto na comparação entre eles.

O fundo cresceu significativamente em 2013, e atualmente está com patrimônio superior a R$ 100 milhões, dos quais 30% pertencem aos sócios da Ashmore Brasil. Segundo o gestor, o Ahsmore Brasil Long Short tem condições de operar com a mesma qualidade até os R$ 300 milhões, quando provavelmente suspenderá o recebimento de novas aplicações e passará por uma fase de reavaliação das estratégias diante das condições de liquidez do mercado.

Ficha técnica do fundo

Nome
Ashmore Brasil Long Short FIC FIM
Destina-se a
Investidores em Geral
Categoria Anbima
Long Short Neutro
Taxa de administração
1,9% ao ano (Máxima: 2,5%a.a.)
Taxa de performance
20% sobre o CDI
Aplicação mínima
R$ 5 mil
Movimentação mínima
R$ 5 mil
Prazo de resgate
D+14+1
Gestores
Ashmore Brasil Gestora de Recursos Ldda.
Administrador
BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM SA
Custodiante
Banco Bradesco S.A.
Auditor
KPMG
CNPJ
12.082.713/0001-20
Documentos
Lâmina Prospecto Regulamento

Todas as informações deste artigo foram obtidas em documentos oficiais do fundo, no website da gestora e/ou em conversa com a equipe da gestora.

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Ávila é cofundador da Vérios e consultor de investimentos com a certificação CFP®