Fundos de bancos: Vérios supera até 86% deles

fundos de bancos rentabilidade

Quem acompanha a Vérios há mais tempo sabe que, há cinco anos, começamos a revolucionar a forma como as pessoas investem. O combustível que nos move é uma mistura de três elementos escassos no mercado financeiro: tecnologia, transparência e praticidade.

Foi assim que, em 2011, construímos o Comparação de Fundos, o primeiro site a disponibilizar, de forma simples e grátis, informações oficiais sobre os fundos de investimento.

A Vérios aprendeu muito ao longo dessa trajetória. Acabamos percebendo que os fundos de investimento não são o melhor caminho para nossa missão. Queremos ajudar pessoas a investirem de forma segura, descomplicada, eficiente. Queremos protegê-las das armadilhas do mercado financeiro.

Foi por isso que, em janeiro de 2015, mudamos de direção. Começamos a desenvolver a carteira inteligente e nos tornamos uma gestora de investimentos. Em 2016, lançamos um serviço de investimento inovador, sem precedentes no Brasil.

Apesar de não trabalharmos mais com fundos, ainda mantemos o site Comparação de Fundos, que é útil para milhares de pessoas que navegam por ele todos os dias.

Muitas dessas pessoas nos pedem para incluir no Comparação de Fundos a carteira inteligente da Vérios, para que possam compará-la com outros fundos. Nós não incluímos porque não seria adequado: a carteira inteligente não é um fundo, é um tipo de investimento mais eficiente e personalizado, chamado carteira administrada.

Mas isso não nos impede de usar os dados disponíveis no Comparação de Fundos para produzir um estudo comparativo dos fundos de investimento dos maiores bancos brasileiros com a carteira inteligente, em seus cinco níveis de risco.

Premissas do estudo

  1. Foram considerados os fundos de investimento geridos por seis dos maiores bancos de varejo atuando no país: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander.
  2. Foram considerados apenas fundos com patrimônio acima de R$ 1 milhão e com mais de 10 cotistas. Com isso, evitamos os chamados fundos master e os exclusivos, que não são acessíveis ao público em geral.
  3. Este levantamento foi realizado a partir de backtests, estudos que simulam a partir de dados reais qual teria sido a rentabilidade das carteiras da Vérios desde 2006, já que a carteira inteligente foi lançada em 2016. Para ficar em condição de igualdade com os fundos, todos os custos também já foram descontados.
  4. Aplicando esses filtros, chegamos a um total de 1.173 fundos de investimento.
  5. As comparações foram feitas ao longo do período de existência de cada fundo, contando a partir de 2006. Por exemplo, se o fundo XPTO esteve em operação entre 15/01/2011 e 07/05/2015, então a rentabilidade e risco desse fundo foram comparados com a rentabilidade e risco que as carteiras da Vérios teriam no mesmo período. O período analisado vai até 29/09/2016.
  6. As comparações foram feitas com os cinco níveis de risco da carteira inteligente Vérios: 1, 2, 3, 4 e 5, cujas volatilidades estimadas variam respectivamente de 1% (carteira mais conservadora) até 5% (carteira mais arrojada).
  7. Foram levantados: a) o percentual de fundos cujas rentabilidades se mostraram inferiores às carteiras da Vérios; e b) dentre os fundos que apresentaram rentabilidade superior, o percentual que apresentou risco (medido pela volatilidade) maior do que as carteiras da Vérios.

Resultados: Vérios x Fundos dos bancos

Confira o percentual de fundos de investimento que as carteiras da Vérios conseguiram superar em rentabilidade:

fundos que a Vérios superou em rentabilidade

Dentre os fundos que apresentaram rentabilidade superior às carteiras da Vérios (portanto, os que não são considerados no gráfico acima), confira o percentual que apresentou risco maior do que nossas carteiras:

fundos com risco maior que a Vérios

Como você pode observar, a rentabilidade apurada pela carteira de nível de risco 5 superou a rentabilidade de 85,93% dos fundos considerados no estudo.

banner-blog-lancamentoApenas 14,07% dos fundos superaram a rentabilidade da nossa carteira 5 e, dentre eles, exatamente 54,55% tiveram risco mais alto do que o da Vérios.

A partir disso, podemos concluir que apenas 6,39% dos fundos dos grandes bancos tiveram rentabilidade maior e risco menor do que a carteira 5 da Vérios (=14,07% x 45,45%).

Se você quer encontrar os bons fundos nos bancos, a questão é: como saber, de antemão, quais fundos estariam entre esses 6,39%? Quais são aqueles com mais rentabilidade e menos risco do que na Vérios?

apenas 6,39% dos fundos dos grandes bancos tiveram rentabilidade maior e risco menor do que a carteira 5 da Vérios

O desempenho passado muitas vezes não se repete no futuro, especialmente no caso dos chamados fundos “direcionais”, que ativamente fazem apostas nas direções futuras dos preços dos ativos. Por isso preferimos seguir uma estratégia sólida de diversificação, com resultados comprovados.

Os fundos que dessa vez ficaram no topo são aqueles que apostaram e acertaram. Correram risco de errar. Enquanto isso, na Vérios, o que fazemos é reduzir os custos, minimizar o impacto dos impostos e evitar as decisões emocionais. Não há aposta, não há exposição de risco direcional.

Carteira da Vérios é uma média, mas não fica no meio

Se a carteira inteligente da Vérios é diversificada, ela não deveria nunca estar no topo, concorda? Afinal, ela é uma média, um mix.

Quando as ações sobem, os fundos de ações vão ganhar da Vérios. Mas a Vérios vai ganhar dos fundos de renda fixa. Quando as ações caem muito, a Vérios vai ganhar dos fundos de ações, mas os fundos de renda fixa vão ganhar da Vérios.

Isso é normal, e o esperado seria que ficássemos no meio, sempre superando apenas os fundos da classe que “está indo mal”. Porém, a eficiência que conseguimos criar com os custos, impostos e rebalanceamento faz com que essa nossa média suba em direção ao topo, ficando sempre perto dos campeões, em qualquer período, e sem nunca afundar com os perdedores.

Veja este gráfico:

Retorno anualizado das carteiras Vérios x fundos

retorno das carteiras verios x fundos

A curva vermelha representa o desempenho (retorno anualizado) de todos os fundos considerados no estudo ao longo de seus respectivos períodos de existência, ordenados por rendimento crescente da esquerda para a direita. Já os pontos pretos mostram o desempenho da carteira 5 da Vérios para os mesmos períodos correspondentes.

Essa é uma representação gráfica para o resultado que vimos de que apenas 14,07% dos fundos superaram a rentabilidade da nossa carteira 5: são os pontinhos pretos que ficaram abaixo da linha vermelha.

O gráfico mostra como as carteiras da Vérios, através do efeito positivo da diversificação, rebalanceamento e eficiência de custos e tributação, tendem a ter rendimento ao mesmo tempo mais previsível e superior do que 85,93% dos fundos.

Para finalizar a análise, no gráfico a seguir você pode comparar o desempenho da carteira 5 com os fundos, dessa vez classificados por tipo: renda fixa, multimercado e ações.

Diferença de retorno entre as carteiras Vérios e fundos,
por tipo de fundo

diferença de retorno entre Vérios e fundos, por tipo de fundo

Os valores no eixo horizontal correspondem à diferença entre o retorno anualizado da carteira 5 e o retorno anualizado dos fundos, ao longo de toda a existência de cada fundo. O eixo vertical reflete a quantidade de fundos em cada ponto.

Na linha pontilhada estão os fundos que renderam exatamente a mesma coisa que a carteira 5 da Vérios, portanto a diferença entre eles é zero. Com isso, os fundos à direita da linha pontilhada renderam mais do que a carteira inteligente durante seu período de existência, e os fundos à esquerda da linha pontilhada renderam menos.

Uma reflexão final

Você percebeu que a carteira de nível de risco 5 da Vérios é a que apresentou melhores resultados em comparação com os fundos, certo? Em seguida vem a carteira 4, a 3, a 2 e a 1. Isso significa que a carteira 5 é a melhor opção para você? Não necessariamente.

A carteiras da Vérios são matematicamente otimizadas para ter mais rentabilidade dentro do nível de risco que elas apresentam

A carteiras da Vérios são matematicamente otimizadas para ter mais rentabilidade dentro do nível de risco que elas apresentam. E temos 5 níveis de risco justamente para que um deles seja mais adequado a você.

Sempre frisamos que a escolha de um investimento não deve ser feita apenas pela rentabilidade. É preciso considerar outros fatores, como o seu perfil de tolerância a riscos e o prazo em que você precisará dos recursos.

Então, que tal descobrir agora qual dos nossos níveis de risco é o recomendado para você, e a alocação recomendada? Você pode começar a investir como um jedi simulando seu plano de investimento em poucos minutos.

Se ficou alguma dúvida sobre o estudo ou nossas carteiras, deixe seu comentário!

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Categorias: Intermediário, Carteira inteligente, Fundos de investimento, Por dentro da Vérios
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Economista pela Unicamp e cursando pós-graduação em Economia Comportamental pela ESPM, Aninha possui Certificação de Gestores Anbima (CGA). Aninha é Head de Customer Experience na Vérios e líder da Equipe UAAU - Unidade de Atendimento aos Amigos do Ueslei, além de programadora nas horas vagas

Pós-doutor em matemática pela Université de Paris 13, doutor em matemática pelo IMPA e bacharel em economia pela PUC-Rio, Flavio colabora com o time de Estratégia de Investimento da Vérios. Além disso, é sócio-proprietário da consultoria SLQ Soluções Quantitativas e possui certificações CGA e CPA-20 da ANBIMA

Felipe é cofundador e CEO da Vérios. Atuou por 7 anos como agente de investimento credenciado pela CVM e Ancord e cofundou o site Comparação de Fundos, primeiro a dar transparência a mais de 15 mil fundos de investimento. Felipe é advogado pela USP e especialista pós-graduado em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA.

  • Anônimo

    Eu tenho uma pergunta para vocês. O Ueslei leva em consideração a expectativa de vida do cliente antes de comprar títulos pré-fixados? Pergunto porque não acho que faz sentido uma pessoa com 65 anos comprar um título hipotético que vencesse, por exemplo, em 2050.

    • Daniel Resende

      Olá,

      O Ueslei leva em consideração sim. A idade é um dos fatores mais importantes para a definição do perfil de risco. Uma pessoa de 65 anos vai receber uma alocação com menor exposição em ativos mais longos.

      Por um outro lado, o investimento pode ser considerado do ponto de vista de uma família e não apenas do indivíduo, nesse caso pode fazer sentido títulos de longa duração mesmo em idade mais avançada.

      Abraço Anônimo.

  • David

    Na verdade as carteiras 3 e 5 são mais eficientes numa análise ajustada para o risco, pois entrega quase o mesmo resultado global (superando mais de 81% dos fundos, contra 85% da carteira 5), porém com menos risco do que um percentual maior dos que delas ganham (70 e 63% vs 54% da carteira 5). A grande surpresa (e decepção, na minha opinião) foi o desempenho das carteiras 1 e 2. Seria esperado certamente que ela perdesse no global para um número maior de fundos, pois afinal elas têm menos riscos, e o mercado financeiro tenta “pagar” as taxas de administração e performance aumentando substancialmente o risco dos fundos, para que no final o cliente fique satisfeito com a rentabilidade nominal. Só que mesmo considerando o risco, as carteiras mais conservadoras não performaram tão bem. Apenas 42% dos fundos que renderam mais que a carteira 1 (ou seja, dos cerca de 50% da amostra inicial) tiveram mais risco que ela. A carteira 2 foi um pouco melhor, mas ainda muito aquém da eficiência das carteiras 3, 4 e 5 quando se considera o risco. O esperado seria que a grande maioria dos vencedores das carteiras 1 e 2 tivessem maior risco que elas. Talvez isso se deva a uma menor diversificação em algumas classes, como bolsa e câmbio. Sabemos que quanto mais diversificado o portfolio (não só o número de ativos, mas também a distribuição percentual entre eles), maior o prêmio de rentabilidade advindo da teoria moderna do portfolio, com a disciplina dos rebalanceamentos.

    • Oi, David. Muito perspicaz seu comentário!

      Nós também notamos isso, a carteira de nível 1 sendo superada por uma grande quantidade de fundos. A gente tem uma teoria do que deve ter causado isso, mas resolvemos não verificar os fundos um por um (daria um trabalhão manual, enquanto quase todo esse estudo foi feito estatisticamente usando a base de dados). Assim, sem ter parado para confirmar, resolvemos não escrever nada no artigo sobre essa teoria. Mas já que perguntou, vamos lá.

      Os fundos usados na comparação eram de diversas classes diferentes, inclusive de crédito privado. Como você sabe, no crédito privado você pode aumentar a rentabilidade, sem aumentar a volatilidade. O risco do crédito privado não se manifesta na forma de volatilidade, mas ele existe: é o risco de inadimplência ou calote. Por isso ele não aparece no estudo: estávamos avaliando apenas o risco medido por volatilidade.

      Ou seja, como a carteira 1 é muito conservadora, vários fundos devem ter superado seu desempenho mediante uso de crédito privado. Esses fundos provavelmente possuem um risco bem alto de calote dos seus títulos mas, se ou enquanto o calote não ocorre, o risco não aparece e não há volatilidade.

      Conforme passamos para as carteiras seguintes, os fundos de crédito privado vão ficando pra trás, superados pela carteira inteligente.

      Faz sentido?

      • David

        Muito sentido sim! Realmente é uma possibilidade bastante plausível.