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27 de setembro de 2016 Ultima atualização: 22 de agosto de 2018

Fundos de investimento Itaú valem a pena?

27 de setembro de 2016

Os fundos de investimento estão entre as aplicações financeiras mais conhecidas dos brasileiros e só perdem em popularidade para a caderneta de poupança. Maior banco privado do país, o banco Itaú oferece desde carteiras mais simples até fundos mais arrojados. Para ajudar você em sua avaliação sobre os fundos de investimento Itaú, apresentamos abaixo diversas informações e comparações.

Selecionamos alguns dos principais fundos disponíveis aos clientes do banco Itaú. Para facilitar, dividimos a lista entre fundos mais conservadores, compostos basicamente por ativos de renda fixa, e carteiras que aplicam em ativos de renda variável, como ações negociadas na Bolsa.

Fundos de investimento Itaú do tipo renda fixa

Ao abrir a página de fundos de investimentos no site do Itaú, algumas opções podem saltar aos olhos por permitirem pequenas aplicações. É o caso do Itaú Renda Fixa Simples, que possibilita aportes a partir de apenas R$ 50.

Rentabilidade do fundo de investimento Itaú Renda Fixa Simples

Gráfico histórico de rentabilidade do fundo Itaú Renda Fixa Simples. Fonte: Comparação de Fundos

Para investir nesse fundo, você terá de arcar com uma taxa de administração de 2,20% ao ano. Sem contar outros custos que às vezes passam despercebidos. O fundo tem 95% da carteira aplicada em títulos públicos e/ou papéis de renda fixa de baixo risco de crédito.

A título de comparação, a Vérios cobra 0,95% ao ano sobre o valor investido para gerenciar uma carteira composta por uma parcela de títulos públicos e um pouquinho de ações. Isso inclui todos os custos da carteira. Ou seja, uma carteira mais barata e diversificada, com a dose de risco ajustada de acordo com o seu paladar.

Em 2017, o fundo rendeu 7,65%. No mesmo período as carteiras da Vérios renderam entre 9,99% e 13,01%.

Leia também: Rentabilidade da Vérios em 2017

Agora vamos observar outros exemplos do catálogo de fundos de investimento oferecidos pelo Itaú.

Também direcionados a investidores de perfil conservador, o fundos Itaú Uniclass Renda Fixa e Itaú Uniclass Renda Fixa Referenciado DI possuem liquidez diária e possibilitam aplicações mínimas de R$ 500. As carteiras compostas por, no mínimo, 80% de títulos públicos e ativos com baixo risco de crédito têm taxa de administração de 2% anuais.

Existem fundos de renda fixa com taxa de administração menor, mas que ainda assim apresentam rentabilidade inferior se comparados a outros tipos de investimento até mais seguros, como o Tesouro Selic, título do Tesouro Direto, e às carteiras gerenciadas pela Vérios.

Um deles é o Itaú Uniclass Premium Renda Fixa Referenciado DI, que cobra 1,40% ao ano de taxa – o investimento mínimo é de R$ 100 mil. Assim como os outros, trata-se de um fundo que busca acompanhar a variação do CDI, referencial de aplicações conservadoras.

Leia também: O que é o CDI?

Observe no gráfico abaixo a comparação desses três fundos de investimento Itaú:

rentabilidade dos fundos Itaú Uniclass Renda Fixa e Itaú Uniclass Renda Fixa Referenciado DI e Itaú Uniclass Premium Renda Fixa

Gráfico histórico de rentabilidade dos fundos Itaú Uniclass Renda Fixa (linha vermelha), Itaú Uniclass Renda Fixa Referenciado DI (linha azul) e Itaú Uniclass Premium Renda Fixa Referenciado DI (linha verde). Fonte: Comparação de Fundos

Veja também o caso do Itaú Personnalité Renda Fixa Mix Crédito Privado Longo Prazo, direcionado a clientes de alta renda e disponível para aplicações a partir de R$ 300 mil.

Apesar de ter uma taxa de administração menor se comparado aos demais (0,60% ao ano), o fundo cobra a chamada taxa de performance quando a rentabilidade ultrapassa o desempenho do indicador (benchmark). Ou seja, sempre que a carteira tiver retorno acima de 100% do CDI, o investidor paga 20% sobre esse excedente.

Outras carteiras de baixo risco, como o Itaú Personnalité Excellence Referenciado DI, o Itaú Personnalité Renda Fixa Referenciado DI Premium, o Itaú Uniclass Renda Fixa Master ou o Itaú Personnalité Renda Fixa Referenciado DI Maxime, também apresentam rentabilidade acumulada inferior à rentabilidade das carteiras da Vérios.

Os quatro fundos de investimento Itaú procuram seguir o CDI, embora as taxas de administração variem de 0,50% (no caso do Excellence) a 1% (Maxime), com aplicações mínimas que vão de R$ 50 mil a R$ 500 mil.

Dica: Consulte o desempenho de todos esses fundos gratuitamente no Comparação de Fundos.

Fundos de investimento Itaú do tipo renda variável

Na categoria de renda variável, o fundo Itaú Ações Blue é um fundo de investimento em ações, cujo objetivo é atingir retorno superior ao do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira. Com perfil mais agressivo, a carteira permite aporte mínimo de R$ 200 e cobra taxa de administração de 4% ao ano. O fundo talvez não esteja mais sendo vendido pelos gerentes do banco, pois o número de cotistas parou de crescer há alguns anos, mas ainda tem mais de 672 mil investidores, de acordo com dados da CVM.

Como dá para notar no gráfico abaixo, o fundo tem patinado desde 2008, acompanhando a trajetória do seu referencial, o Ibovespa. Observe que o movimento é bem parecido ao do Ibovespa, mas a rentabilidade é menor, devido à taxa de administração de 4% ao ano. 

Rentabilidade do fundo de investimento em ações Itaú Ações Blue

Gráfico histórico de rentabilidade do fundo Itaú Ações Blue. Fonte: Comparação de Fundos

Outro exemplo é o Itaú Ações IBrX Ativo, que procura ganhar, em rentabilidade, do IBrX 100, seleção das 100 maiores empresas listadas na B3 (antiga BM&FBovespa). Para conseguir atingir esse objetivo, o fundo cobra também 4% de taxa de administração ao ano, permitindo aplicações a partir de R$ 1 mil.

Para se ter uma ideia, é possível garantir exposição ao mercado de ações com baixo custo por meio do investimento em fundos de índice (os chamados ETFs).

Para diversificar suas carteiras, a Vérios escolheu o ETF PIBB11, que acompanha o índice IBrX 50 – composto pelas 50 maiores empresas listadas na bolsa. O curioso é que esse ETF também é do Itaú, administrado e gerido pelo banco, e cobra uma taxa de apenas 0,059% ao ano. É uma forma muito mais barata de obter exposição ao mercado de ações.

Leia também: ETFs: o que são e como funcionam?

Ou se preferir, assista ao vídeo:

Vale lembrar que, ao investir pela carteira inteligente, você só paga 0,95% ao ano e ainda não precisa se preocupar com administração dos seus investimentos. A taxa de administração do ETF já está inclusa nesse total, junto com todos os outros custos e também com a remuneração da Vérios. Nós fazemos a gestão de todo o portfólio, com acompanhamento e rebalanceamento constantes, e você acompanha facilmente pelo computador ou pelo celular.

Saiba mais sobre a rentabilidade das carteiras da Vérios em nossa página Estratégia de Investimento.

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Autores

Jornalista especializado em economia e finanças pessoais, Danylo escreve para o jornal Valor Econômico, portal UOL e revista VOCÊ S/A, além do seu blog Economia Sem Enrosco e de colaborar com o blog da Vérios

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