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29 de novembro de 2016 Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

Fundos DI: o que são e como funcionam

29 de novembro de 2016

No cardápio de fundos de investimentos, os fundos DI são um dos prediletos do investidor brasileiro. A preferência não é à toa: esse tipo de fundo é um dos mais simples, entre tantas opções disponíveis no mercado – como fundos de ações, fundos multimercados e fundos cambiais. Leia mais sobre fundos de investimento neste outro artigo.

Vale destacar que, na classificação de fundos de investimento feita pela Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos DI se enquadram dentro da denominação fundos de renda fixa.

Apesar de não serem mais classificados como fundos referenciados DI (denominação antiga), essas carteiras continuam com grande apelo entre as pessoas físicas. Mas afinal, como esses fundos funcionam? Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais sobre as características, vantagens e desvantagens dessa opção de investimento.

O que são fundos DI e como funcionam

Geralmente indicados para investidores de perfil conservador, os fundos DI aplicam a maior parte dos recursos em papéis indexados à taxa básica de juros da economia (Selic) ou títulos indexados ao CDI – taxa que acompanha a variação da Selic.

Por isso, o rendimento desses fundos acaba seguindo o comportamento da taxa básica de juros. Ou seja, os fundos DI ajudam a proteger o patrimônio ao longo do tempo, com baixo risco e rentabilidade superior à poupança. Isso porque as carteiras investem majoritariamente em títulos públicos federais, por exemplo, Tesouro Selic – o investimento mais seguro. Mas calma, ainda falaremos sobre ele à frente!

Liquidez dos fundos DI

Boa parte dos fundos DI conta com a chamada liquidez diária. Isso significa que você pode sacar o montante investido a qualquer momento. Mesmo assim, na hora de escolher um fundo, caso você precise de liquidez, é importante estar atento às regras para o resgate.

Essa característica faz com que esse tipo de fundo seja usado como um instrumento para formar uma reserva de emergência, além de contribuir com objetivos de curto prazo, por exemplo, uma viagem daqui a um ano. Mesmo com a facilidade, é preciso observar o custo antes de começar a investir.

Custos dos fundos DI

Assim como em qualquer fundo de investimento, ao investir em fundos DI, o investidor precisa arcar com a chamada taxa de administração, cobrada para remunerar as instituições envolvidas na gestão, administração e distribuição do fundo.

Muitos fundos DI disponíveis no mercado permitem investir com pouco dinheiro, mas compensam essa aparente “facilidade” com elevadas taxas de administração

A taxa média cobrada por fundos de renda fixa (fundos DI fazem parte dessa classe de ativos) é de 1,03% ao ano, segundo dados da Anbima. Mas não é incomum encontrar fundos com mordidas maiores – há casos em que a taxa de administração chega a 4%.

Muitos fundos DI disponíveis no mercado permitem investir com pouco dinheiro, mas compensam essa aparente “facilidade” com elevadas taxas de administração. Também há casos de fundos com taxas baixíssimas que, em contrapartida, exigem aportes mínimos mais altos.

Como a gestão desse tipo de fundo costuma ser mais simples em relação a outras modalidades, não há incidência de taxa de performance (cobrada para remunerar o gestor quando o mesmo apresenta bom desempenho, superando o índice de referência, conhecido como benchmark).

Tributação dos fundos DI

Como em qualquer tipo de fundo, também há a mordida do Leão no caso dos fundos DI. O Imposto de Renda (IR) incide sobre os rendimentos conforme o prazo da aplicação e o investidor paga o tributo no resgate dos recursos.

Por exemplo, fundos de curto prazo – cuja carteira tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias – estão sujeitos à cobrança do IR de acordo com as seguintes alíquotas:

  • 22,5%: investimentos com prazo de até 180 dias;
  • 20%: investimentos com prazo de 181 dias até 360 dias;

Para fundos com prazo médio igual ou superior a 365 dias, a tributação também segue uma tabela regressiva:

  • 22,5%: investimentos com prazo de até 180 dias;
  • 20%: investimentos com prazo de 181 dias até 360 dias;
  • 17,5%: investimentos com prazo de 361 dias até 720 dias;
  • 15%: investimentos com prazo de acima de 720 dias.

Come-cotas

O Imposto de Renda é recolhido no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano, em um sistema chamado de “come-cotas”. Para esse recolhimento é sempre usada a menor alíquota de cada tipo de fundo, ou seja, 20% para fundos de curto prazo e 15% para fundos de longo prazo.

IOF

Ao fazer uma aplicação e resgatar em menos de 30 dias, você estará sujeito à cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Nesse caso, a alíquota varia de 96% a 0% dos ganhos, dependendo do número de dias decorridos entre a aplicação e o resgate. A partir do 30º dia, não há mais a incidência desse imposto.

Fundos DI vs Tesouro Selic

Como já falamos antes, a liquidez é um dos principais diferenciais dos fundos DI, mas é preciso ficar atento aos custos (como taxa de administração) na hora de investir nesse tipo de aplicação. Uma boa opção para ter liquidez diária, com custo menor, é investir diretamente nos títulos públicos que fazem parte da carteira de grande parte dos fundos DI, por exemplo, o Tesouro Selic.

Com a menor volatilidade entre os papéis da dívida pública (leia mais sobre os títulos públicos aqui), o Tesouro Selic é recomendado para quem está formando uma reserva de emergência e pode precisar de resgate dos recursos antes da data de vencimento.

Além disso, o custo para aplicar é bem menor comparado a muitos fundos DI. O investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto embute duas taxas: a BM&FBovespa cobra a taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor do título, percentual referente a serviços de guarda dos papéis; e as corretoras de valores podem ou não cobrar a chamada taxa do agente de custódia.

Vantagens e desvantagens dos fundos DI

Vantagens

Acesso: basta ter conta em um banco ou uma gestora de fundos para investir. Em geral, os valores para começar a aplicação são baixos, o que ajuda no acesso

Liquidez: muitos fundos oferecem liquidez diária, o que é vantajoso para quem está usando esse investimento como colchão de segurança contra imprevistos ou emergência. Ou seja, caso você precise resgatar os recursos, pode ter o dinheiro em conta no mesmo dia ou no próximo dia útil

Baixo risco: como praticamente todo o patrimônio costuma ser aplicado em títulos públicos, o risco é baixo, já que os papéis da dívida pública federal são a modalidade mais segura do mercado

Desvantagens

Custos: para manter a estrutura de operação, os fundos cobram taxa de administração. A questão é que, em alguns casos, essa taxa é elevada a ponto de comprometer o rendimento do fundo

Volatilidade do mercado: diferentemente de outras aplicações de renda fixa via instituições privadas, como poupança, CDBs, LCIs e LCAs, os fundos DI não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) – de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Ainda assim, se o banco por onde você investiu for à falência, o dinheiro aplicado estará seguro. Isso porque, juridicamente, o patrimônio do fundo fica separado do patrimônio da instituição financeira

Diversificação com baixo custo

Na Vérios, mais do que investir no Tesouro Selic, você tem acesso a uma carteira diversificada com os três tipos de títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto (Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+), além de uma pequena parcela de ações das bolsas brasileira e norte-americana.

Detalhe: para montar essa cesta, cobramos apenas uma taxa fixa de 0,95% ao ano, percentual menor do que o cobrado por muitos fundos DI do mercado. A taxa fixa já inclui as despesas (como taxa de administração, taxa de custódia, taxa de corretagem etc.) de cada produto que fizer parte da carteira.

Agora que você já sabe como é fácil, barato e simples investir com a carteira inteligente, descubra a alocação recomendada ao seu perfil de investimento.

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Autores

Jornalista especializado em economia e finanças pessoais, Danylo escreve para o jornal Valor Econômico, portal UOL e revista VOCÊ S/A, além do seu blog Economia Sem Enrosco e de colaborar com o blog da Vérios

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