Investimento em renda fixa: confira 3 aplicações para diversificar

investimento em renda fixa

As aplicações financeiras de renda fixa são as que mais aguçam o paladar do investidor brasileiro. Segundo um estudo da Anbima, divulgado em abril deste ano, 82,1% do portfólio dos aplicadores estão alocados entre títulos, fundos de renda fixa e poupança, o que ilustra a predileção do poupador por essas classes de ativos.

Entre os motivos que ajudam a explicar a preferência pelos investimentos de renda fixa, um dos principais é a alta taxa de juros no Brasil – o juro básico da economia (Selic) está em 14% ao ano. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, a taxa básica de juros está entre 0,25% e 0,50% ao ano.

Mas você sabe a importância do investimento em renda fixa? Para começar, é preciso conhecer as características dessas classes de ativos.

O que é renda fixa?

Como a própria nomenclatura já indica, a principal característica das aplicações de renda fixa é que o investidor conhece, no momento da compra dos ativos, como será o rendimento do montante aplicado. Em outras palavras, é possível saber as regras para a remuneração, seja prefixada, seja pós-fixada (sobre isso falaremos mais à frente).

Essa é, inclusive, a principal diferença dos investimentos de renda fixa em relação às aplicações de renda variável, como ações. Nesse caso, não há como prever se o investimento terá alguma valorização ou perdas ao longo do tempo.

Renda fixa tem riscos?

Embora o retorno da aplicação seja mais previsível — o que de certa forma traz segurança ao investidor, a renda fixa também tem riscos como qualquer outro investimento. O principal deles é o chamado risco de crédito, ou seja, o risco de a instituição financeira não conseguir honrar o compromisso de pagar a taxa de retorno (juros) aos aplicadores.  

No caso de alguns investimentos, por exemplo, caderneta de poupança, Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), existe a proteção do chamado Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre quantias aplicadas até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Apesar da garantia, esse nível de segurança é menor em comparação com o oferecido por títulos públicos do Tesouro Direto, por exemplo.

Confira 7 coisas que você provavelmente não sabe sobre o FGC neste outro artigo.

Por serem garantidos pelo Tesouro Nacional, os papéis da dívida pública federal são considerados a modalidade de investimento de menor risco da economia. Ao aplicar nesses títulos, você está emprestando uma quantia ao governo que, ao final do vencimento, será devolvida com uma taxa de retorno sobre esse valor. Na prática, o governo federal é o melhor credor que existe no país. Leia mais aqui.

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Agora conheça três tipos de investimentos de renda fixa que não podem faltar na sua carteira de investimentos:

1. Aplicações que rendem juros pós-fixados

As aplicações que pagam juros pós-fixados são uma espécie de “arroz com feijão” na cesta de investimentos. Isso porque os ativos com esse tipo de remuneração acompanham a variação da taxa básica de juros da economia, a Selic. Por exemplo, os rendimentos crescem toda vez em que há elevação da Selic.

Uma das principais características dos juros pós-fixados é que o investidor só saberá o retorno da aplicação no futuro, já que a rentabilidade costuma estar atrelada a algum índice ou indicador.

No mercado há diversos tipos de aplicações pós-fixadas, entre elas, CDB, LCI e LCA, que podem remunerar o investidor com um percentual do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), taxa que acompanha a Selic e é uma referência para aplicações conservadoras.

Em que investir

O Tesouro Selic (antiga LFT) é outro exemplo de investimento com juros pós-fixados. Por seguir o juro básico da economia, esse papel é considerado o investimento de menor risco do país e costuma ser indicado para a construção de reserva de emergência.

Por seguir a taxa básica de juros, esse título sofre menos com a volatilidade dos preços em relação aos demais papéis da dívida pública federal (vamos falar mais sobre eles nos itens 2 e 3). Justamente por essas características, o Tesouro Selic tende a ser recomendado para quem precisa resgatar os recursos aplicados antes do vencimento caso surja um imprevisto ou uma emergência.

Saiba mais sobre o Tesouro Selic (LFT).

2. Juros prefixados

Diferentemente dos investimentos pós-fixados, nas aplicações com juros prefixados é possível conhecer o rendimento no momento da compra do ativo. Em outras palavras, ao investir em um papel prefixado, você combina de antemão quanto o dinheiro vai render ao longo de determinado período, independentemente de oscilações na economia ou no mercado financeiro.

Na prática, esse tipo de aplicação é uma forma de garantir antecipadamente um rendimento, sem depender da variação de algum indicador. Justamente por conta dessa característica, os ativos prefixados possuem mais volatilidade que os títulos pós-fixados. Se você mantiver a aplicação até o vencimento, garantirá o retorno pactuado antecipadamente.

Em que investir

Um exemplo de investimento com juros prefixados é o Tesouro Prefixado (antigas LTN e NTN-F), que mostra o percentual de rendimento caso o investidor carregue o papel até o prazo de vencimento.

Saiba mais sobre o comportamento desses títulos aqui.

3. Títulos indexados à inflação

Os ativos atrelados à inflação são o principal veículo de investimento para proteger o poder de compra do seu patrimônio. É por isso que os papéis indexados a índices inflacionários, como o Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), costumam ser recomendados para objetivos de longo prazo, como aposentadoria ou reserva para a educação dos filhos.

A remuneração é híbrida, pois os títulos pagam, além da variação do IPCA no período (pós-fixada), uma taxa de retorno definida no momento da aplicação (prefixada). Assim como os prefixados, há risco de ter uma rentabilidade diferente da contratada porque os preços dos ativos oscilam de acordo com a dinâmica do mercado.

Em que investir

O Tesouro IPCA+ (antigas NTN-B e NTN-B Principal) é um dos exemplos de investimento indexado à inflação. Oferece rendimento real, que nada mais é o ganho acima do índice inflacionário.  

Assim como os prefixados, se você precisar desfazer-se da aplicação antes do vencimento, o rendimento pode ser diferente do contratado, pois o papel será comprado pelo Tesouro Nacional pelo valor de mercado do dia. Entenda mais sobre essa dinâmica.

Usando o Tesouro Direto para diversificar seus investimentos em renda fixa

Aplicações mais seguras do mercado, os títulos públicos distribuídos na plataforma do Tesouro Direto são a maneira mais eficiente de investir em renda fixa. Além de terem o menor risco de crédito da economia, o investimento em papéis da dívida pública federal tem baixo custo comparado a outros títulos. E ainda contam com liquidez diária.

Tesouro Direto: a aplicação de renda fixa mais eficiente

Para aplicar, é preciso arcar apenas com duas taxas: a taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor do título, percentual pago à BM&FBovespa para serviços de guarda dos papéis, e a taxa de administração, que pode ou não ser cobrada pelas corretoras de valores.

Diversificação inteligente e prática

Se você quer ter uma boa carteira de investimentos, a diversificação entre diferentes aplicações de renda fixa (juros prefixados, juros pós-fixados e inflação) é fundamental.

Na Vérios, você investe em um mix desses papéis, com a dose mais adequada de acordo com sua tolerância a riscos. Além da praticidade, o investimento sai mais barato. Cobramos uma taxa fixa de 0,95% ao ano, incluindo despesas como taxa de administração, taxa de custódia, entre outras, que acompanham cada produto da cesta.

Ficou curioso? Faça uma simulação e descubra a alocação indicada ao seu perfil de risco.

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