Investir em ações ajuda a diversificar carteira

Enquanto a caderneta de poupança tem o poder de encantar os brasileiros, a Bolsa de Valores costuma assustar os investidores. Com suas oscilações, o investimento em ações ainda é encarado como um bicho-papão, embora seja tão importante quanto as aplicações financeiras conservadoras.

Investir em ações ajuda a diversificar a carteira com foco em objetivos de longo prazo, mas não custa lembrar que a parcela desses ativos precisa ser dosada conforme o objetivo, horizonte de investimento e o perfil de risco. Em outras palavras, ter uma porção do dinheiro aplicada em renda variável é salutar, porém, é preciso ter cuidado para não ter prejuízo com escolhas feitas sem pensar ou com base em especulações do mercado financeiro.

Na prática, a construção do patrimônio ao longo do tempo funciona como fazer um bolo. Se a quantidade de algum ingrediente for maior ou menor do que está indicado na receita, é bem provável que a massa tenha algum problema, e o bolo não sairá do forno saboroso. Com a cesta de investimentos, é bem parecido: as ações ajudam o bolo a crescer durante os anos, desde que selecionadas com muita atenção.

Cuidado com especulações

Em muitas situações é a euforia que dá o tom na bolsa. Nesses momentos o investidor precisa ter calma para não incorrer em erros e, consequentemente, ter perdas de capital. Leia mais sobre como investir na bolsa.

O trabalho de seleção dos papéis que vão compor a carteira exige bastante paciência e estudo. Isso porque a renda variável é imprevisível, ou seja, assim como não dá prever o amanhã, no mercado de ações também não é possível determinar com precisão o que ocorrerá na próxima semana ou daqui a um ano, por exemplo.

A bolsa se comporta como o mar: ora calmo, ora agitado. Por isso, ir com muita sede ao pote pode fazer com que o investidor se afogue. Também é preciso tomar cuidado com conselhos e recomendações de compra e venda de ações específicas. Vide o caso OGX, do empresário Eike Batista, um enredo tão bem montado que ninguém desconfiava de possíveis problemas. O fim dessa história todo mundo já sabe, mas serve de lição sobre a importância de estudar, em profundidade, a empresa na qual você está apostando suas fichas.

Em tempos de bonança, as pessoas costumam se sentir mais confiantes a investir em ações. É aí que mora o perigo. Quem não está acostumado com o “sobe e desce” do mercado tende a sofrer, sem perceber, com o chamado “efeito manada” (vamos falar dele já, já).

Essa armadilha pode estimular o que foi chamado de “tsunami do dinheiro” ou “tsumoney”, que ocorre quando um conjunto grande de pessoas passa a investir na bolsa, tornando ainda mais forte a valorização do mercado. Leia mais sobre esse movimento aqui.

Emoções e investimento em ações não combinam

Diversos estudos sobre o comportamento humano mostram que as pessoas têm uma tendência a seguir atitudes adotadas por grupos ou pela maioria. Em geral, elas fazem isso por que não gostam de se sentir fora do “bando” ou excluídas. Afinal somos seres sociais.

Na psicologia econômica, esse comportamento é conhecido como efeito manada. Em vez de buscar caminhos diferentes, as pessoas acabam imitando atitudes, sejam racionais ou irracionais. O problema é que nem sempre a estratégia adotada por outros será a melhor para o seu perfil de investidor.

banner-poupancaMais um problema de se deixar levar pelos movimentos de mercado ou por comportamentos de outros investidores é o pensamento de curto prazo. Como falamos lá em cima, as ações vão ajudar o seu patrimônio a crescer ao longo do tempo. Portanto, não dá para encará-las (a não ser que seu objetivo seja fazer day-trade, operação de compra e venda de ações no mesmo dia, feita geralmente por profissionais) como uma aplicação que vai garantir retorno rapidamente.

Diversificação: o caminho mais seguro

A melhor maneira de não cair em tentações é se preparar para atravessar os diferentes cenários (alta ou baixa) do mercado por meio de uma carteira diversificada de investimentos, construída com uma parcela de ações. E claro, sempre respeitando a sua tolerância a risco.

Mas como incluir as ações no portfólio de investimentos? Existem três caminhos: comprar os papéis das companhias diretamente na bolsa, investir em um fundo de ações ou nos fundos de índice, os Exchange Traded Fund (ETFs).

Selecionar ação por ação pode ser uma boa opção caso você conheça em profundidade a empresa, o histórico dela, como tem sido o desempenho do setor no qual ela atua, entre outros fatores. Em geral, a estratégia vale para quem tem tempo e paciência para estudar e acompanhar o mercado.

No caso dos fundos de ações, o gestor monta uma carteira com diferentes papéis a partir de uma tese de investimentos. Mas esse trabalho pode custar caro, já que as taxas de administração e de performance (cobrada quando o fundo tem rendimento acima do seu índice de referência, o benchmark) não costumam ser baixas.

ETF: a porta de entrada no mercado de ações

Já os ETFs são carteiras referenciadas em índices, cujas cotas são negociadas na bolsa. E o que isso significa? Na prática, o objetivo do ETF é garantir o retorno de determinado índice de ações, por exemplo, o Ibovespa. Trocando em miúdos: esse tipo de fundo replica o índice de maneira quase automática, com a vantagem de ter um custo bem menor e contar com uma diversificação maior de papéis.

Apesar de o Ibovespa seja a principal referência da Bolsa de Valores brasileira, no mercado há uma série de ETFs que seguem outros índices. Um deles é o DIVO11, que acompanha o IDIV, composto por companhias conhecidas por serem boas pagadoras de dividendos. O SMAL11, por sua vez, busca replicar o desempenho do SMLL, índice focado nas “small caps”, ações de empresas menores.

Na Vérios, selecionamos o ETF PIBB11, que acompanha o índice IBr-X 50 – composto pelas 50 maiores empresas listadas na BM&FBovespa. A principal vantagem é que esse ETF garante exposição ao mercado de ações com baixo custo. Veja aqui a lista completa de ETFs negociados na bolsa.

Vale lembrar que as carteiras oferecidas pela Vérios respeitam a tolerância a risco e são diversificadas em cinco classes de ativos, do nível 1 ao 5 em risco (volatilidade). A carteira 1, por exemplo, possui atualmente apenas 1,8% de alocação na bolsa brasileira, enquanto a cesta 5 tem um percentual maior (8,8%).

Ao montar uma carteira automatizada, você também consegue diversificar seus recursos com o investimento em bolsas internacionais. No caso da Vérios, optamos pelo ETF que acompanha o desempenho da bolsa americana, o IVVB11, que segue o índice S&P 500. 

Além de ter essa diversificação, você não tem de se preocupar com abertura de conta em uma corretora de valores, nem precisa ficar selecionando as ações que farão parte do seu portfólio. Nós cuidamos de todos os processos, sempre com a ajuda do nosso robô Ueslei.

Detalhe: o custo da carteira inteligente é de apenas 0,95% ao ano sobre o valor investido, percentual bem menor ao cobrado pela maioria dos fundos de ações disponíveis no mercado.

Agora que você já sabe que investir em ações não é tão assustador quanto parece, aproveite e descubra a carteira de investimentos mais indicada ao seu perfil de risco. É só usar o simulador de investimento da Vérios.

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