Migração pendular entre renda fixa e variável

pendulo

Uma boa parte do patrimônio do investidor brasileiro vive num eterno movimento de migração pendular entre renda fixa e renda variável.

O recente aumento das taxas de juros vem fazendo os investidores brasileiros voltarem para a renda fixa. Os produtos mais procurados são títulos públicos, fundos DI e crédito privado.

É interessante notar que esse movimento é pendular. Em todo o mundo, os investidores costumam migrar para renda fixa quando o juros sobem e voltar para renda variável quando os juros são reduzidos. Mas o brasileiro tem fama de ser mais impaciente e reagir intensamente ao menor sinal de mudança.

Essas oscilações afetam o comportamento dos investidores, e também atrapalham os gestores de patrimônio. Seu trabalho fica ainda mais complexo em momentos de inversão de política monetária, pois o aumento de incertezas acentua as dificuldades de encontrar oportunidades boas e seguras para montar e desfazer posições.

Veja abaixo o histórico recente da Taxa Selic. A tendência continua sendo de queda, mas a taxa de juros brasileira apresentou um “repique” significativo em 2013. 

Gráfico com histórico recente da taxa Selic
Histórico recente da Taxa Selic (%)

Atualmente, há uma preocupação geral do mercado com o desempenho dos países emergentes, inclusive o Brasil. Alguns dos fatores que alimentam as incertezas e prejudicam a performance dos investimentos são a iminente diminuição dos estímulos à economia americana, a redução do ritmo de crescimento chinês e o risco de contágio de outros países pela crise argentina. Além disso, persistem problemas crônicos do nosso país, como a baixa qualificação da mão de obra, o atraso da malha de transportes e a burocracia labiríntica.

Muitos fundos de investimento sofrem nesse cenário, pois os movimentos macroeconômicos se tornam erráticos. A rentabilidade desacelera e, no caso dos fundos de investimento, os cotistas tendem a movimentar seu patrimônio da renda variável para a renda fixa.

Nesse sentido, alguns fundos de perfil mais conservador têm se mostrado escolhas frequentes entre os investidores, principalmente os de crédito privado, como:

BTG CDB I Renda Fixa Crédito Privado (102% do CDI em 2013)
BTG Pactual Yield DI Crédito Privado (102% do CDI em 2013)
BTG Pactual Crédito Corporativo I FIQ FIM Crédito Privado (114% do CDI em 2013)
Sparta Top Renda Fixa FIC FI Crédito Privado Longo Prazo (113% do CDI em 2013)

Esse movimento pendular pode fazer sentido, mas o investidor precisa ter um planejamento de longo prazo, para não se perder e se deixar levar apenas pelas ondas do mercado.

Para ajudar a enxergar como os outros cotistas estão agindo, criamos uma nova seção na lâmina automática dos fundos no Comparação de Fundos. Sob o título Comportamento dos investidores, você vai encontrar um resumo da movimentação de recursos (aplicações e resgates) e da entrada e saída de investidores em cada fundo nos últimos 30, 90 e 180 dias. E o saldo médio por cotista vai lhe ajudar a ter uma ideia de quanto dinheiro cada investidor possui no fundo, em média. 

 Lembramos que nenhuma dessas informações deve ser determinante na sua decisão. Cada uma delas é uma nova ferramenta, que você pode utilizar em conjunto com as demais. Bons investimentos!

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