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15 de Janeiro de 2015 Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

Novos ares na política econômica

15 de Janeiro de 2015

Esta é a primeira edição do Economia em 5 Minutos*, que surgiu da nossa vontade de criar um relatório econômico mensal diferente.

Sabemos que você não tem tempo para ler aquelas dezenas de páginas das análises dos bancos, cheias de tabelas e gráficos que dão sono. E, às vezes, a rotina fica tão puxada que é difícil até de acompanhar o noticiário, não é mesmo? Então, vamos fazer todo mês um compilado bom de ler, um suprassumo para você ficar bem informado. Seus comentários e sugestões são muito bem-vindos. Boa leitura!

* Os dados econômicos oficiais reportados por este texto referem-se ao mês de dezembro de 2014.

Novos ares na política econômica

A renovação do mandato da Presidente Dilma ainda representa muitas dúvidas para empresários, mercado e investidores. Durante a campanha, a área econômica foi defendida como se não houvesse necessidade de mudanças. Mas os nomes selecionados para compor a nova equipe foram escolhidos para colocar ordem nas contas do governo: Joaquim Levy está à frente do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa assumiu o Ministério do Planejamento e Alexandre Tombini permanece no comando do Banco Central. Os desafios são cortar custos e conter a inflação. Qual autonomia terão essas pessoas para implementar os ajustes necessários é a grande dúvida.

Há promessas de alcançar um superávit primário1 de 1,2% do PIB já em 2015, o que não deve ser uma tarefa fácil. Para que isso seja possível, será necessário diminuir os gastos ou aumentar as receitas. Mas se isso depender de esforços restritivos sobre programas sociais ou sobre o salário mínimo, nos parece pouco provável que a Presidente aprovará. Grande parte do eleitorado que garantiu o segundo mandato de Dilma seria diretamente afetado. O mercado parece unânime em dizer que a equipe é muito experiente e competente. Resta aguardar para saber se terão autonomia para executar o prometido.

Dólar nas alturas

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Em dezembro, vimos o dólar alcançar o seu patamar mais elevado desde 2005, quando chegou a R$ 2,74. A moeda finalizou 2014 negociada a R$ 2,69 e com uma variação positiva de 14,95% no ano. Os motivos que explicam a valorização são diversos: desde as incertezas em relação à política econômica e os seguidos déficits na balança comercial2, até especulações sobre quando o Banco Central Norte-Americano (FED) iniciará o aumento da taxa de juros (o que pode causar uma fuga de dólares do Brasil para o mercado exterior).

A variação do câmbio possui impacto direto na economia e no nosso bolso. Desde insumos e equipamentos utilizados na agricultura, indústria e no setor de serviços, até no preço dos alimentos e combustíveis. Em geral ele é mais sentido por indivíduos e famílias quando planejam uma viagem para o exterior. E muito dos produtos que chegam até nossas casas são importados ou produzidos com matéria-prima cujo preço varia com o dólar. A alta da moeda os deixarão mais caros. Já para quem exporta, a desvalorização do real frente ao dólar é bastante benéfica, tornando os preços mais atrativos dos nossos produtos no mercado internacional.

1. Superávit primário é o dinheiro que o governo consegue economizar, considerando apenas as despesas não financeiras. Ou seja, é a arrecadação menos os gastos públicos. Esse saldo é então usado para pagar juros da dívida pública. Trata-se um dado importante, pois dá uma medida sobre o risco de o governo dar calote na dívida ou não.

2. Balança comercial é a diferença entre as exportações e importações de um país. Quando ele exporta mais que importa, o saldo é superavitário. Caso contrário, o saldo é deficitário.

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15 de Janeiro de 2015
Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

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Autores

Economista pela Unicamp com Certificação de Gestores Anbima (CGA) e programadora nas horas vagas, Aninha foi Head de Customer Experience na Vérios e ajudou a construir nosso modelo de atendimento próximo e eficiente, que se tornou referência no mercado financeiro

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