O melhor momento para começar a investir na bolsa de valores

Entenda qual é o melhor momento para começar a investir na bolsa

Renda fixa é, na grande maioria das vezes, a principal aplicação escolhida quando as pessoas saem da poupança e começam a investir. Seja em um CDB, uma LCI, um fundo de investimento ou, principalmente, no famoso Tesouro Direto. Mas muitas pessoas ainda não sabem qual é o momento certo de dar um passo além e, por exemplo, começar a investir na bolsa de valores.

Medo, insegurança, falta de conhecimento e até comodismo podem ser os principais motivos dessa forma de investir não ser comum. Por isso hoje vamos analisar tanto os aspectos psicológicos de uma pessoa quanto o momento econômico para estipular “o melhor momento de investir na bolsa”. Vamos começar pelos malefícios dos exageros.

Os malefícios de “exagerar” na bolsa de valores

Vamos ser sinceros… Quantas vezes você já ouviu dizer que alguém se deu mal por investir na bolsa de valores? Aposto que várias vezes. Tanto que nem damos mais tanta importância para isso, não é mesmo?

São notícias do dia a dia, filmes, livros, séries e mais um monte de conteúdo que praticamente impregna na cabeça de quem o consome. Fica aquela sensação de que, se você investir na bolsa de valores, perderá todo seu dinheiro.

Mas ora, e todos os outros casos de pessoas que conseguem obter bons resultados ao diversificar suas aplicações com uma parcela de renda variável?

A diferença é que essas pessoas, independentemente de sexo, credo, etnia, religião ou qualquer outra coisa, possuem características muito semelhantes: elas são focadas e não levam a bolsa de valores como um jogo de cassino em que “apostam” em determinados papéis, nem agem influenciadas pelo que os amigos falam na mesa do bar.

Existe de fato muito estudo, fundamentos importantes, análises minuciosas e experiências cruciais para que tomem qualquer decisão antes de mover um centavo, isso no caso das pessoas que praticam o chamado “stock-picking”, ou seja, ficam escolhendo a dedo em quais empresas investir.

Nem todo mundo tem tempo ou vontade para se dedicar a estudar a bolsa de valores. Ainda assim, é possível investir com segurança em ações

Mas nem todo mundo tem tempo ou vontade para se dedicar a estudar a fundo as companhias listadas, e esse talvez seja o seu caso. Isso significa que essas pessoas não podem investir em ações de forma segura? De maneira alguma. Elas podem se expor à bolsa de valores por meio dos fundos de índices conhecidos como ETFs, que são como “cestas” de ações das principais empresas negociadas na BM&FBovespa. Falaremos mais sobre isso adiante.

Conservadorismo demais também é prejudicial

Por mais que perfis conservadores ao extremo estejam protegidos de perdas de capital em alocações de baixíssimo risco, eles podem passar por uma situação que ninguém deseja, que é deixar de ganhar dinheiro, sobretudo quando as aplicações estão nos produtos oferecidos pelo gerente do banco ou até na poupança — que frequentemente rende menos do que a inflação, correndo o poder de compra do seu dinheiro.

Entenda também que a intenção desse texto não é dizer qual perfil de investidor é melhor que outro, até porque isso não existe. Cada pessoa possui necessidades, desejos e momentos de vida diferentes, os quais devem ser respeitados sempre. O melhor investidor é aquele que consegue encontrar um equilíbrio entre o seu perfil, objetivos e o nível de risco de suas aplicações.

Portanto, não pense que ao deixar seu dinheiro em uma poupança, por exemplo, estará mais seguro do que comprando e vendendo ações. De ambas as formas, há chances de perder dinheiro, direta ou indiretamente.

Equilíbrio psicológico é o primeiro passo

Quando não temos experiência no mercado financeiro, costumamos errar ao aplicar todo nosso dinheiro em um único ativo, apostando, por exemplo, nas ações daquela empresa que um conhecido disse que iriam valorizar. Isso é extremamente comum, por mais que não seja o mais adequado.

O ideal a fazer é distribuir os investimentos de forma estruturada e planejada, com cada ativo exercendo uma função específica na diversificação da sua carteira. Por exemplo:

  • Uma parte maior do valor pode ser destinada ao Tesouro Direto, como forma de proteção do dinheiro (por conta de seu baixo risco), diversificando em títulos de classes diferentes, como pós-fixados, prefixados e atrelados à inflação;
  • Outra parte do valor pode ir para fundos de índice negociados em bolsa (os ETFs), que são arrojados, lucrativos e práticos de se investir…

Enfim, a ideia é diversificar a carteira para que liquidez, rentabilidade, carências, volatilidade e finalidades sejam igualados e os riscos sejam amenizados.

Nosso psicológico é um dos fatores mais arriscados na hora de investir, às vezes muito mais do que a própria aplicação. Se você pretende se tornar um investidor especialista em ações, estude muito o mercado financeiro, leia livros, artigos, veja vídeos, filmes, documentários, entenda o cenário econômico e principalmente, estude a própria bolsa de valores. Não se assuste com a oscilação típica do mercado de ações.

Já se você não tem tempo para isso ou prefere seguir uma estratégia mais passiva, recorra aos ETFs, que certamente proporcionarão uma boa exposição ao mercado de renda variável sem que você tenha que ficar escolhendo ações uma a uma e perdendo tempo com a administração dos seus investimentos. Até porque renda variável não precisa ser necessariamente “comprar e vender ações” ou realizar operações arriscadíssimas como day trade ou swing trade.

Existe outra forma comum de diversificar seus investimentos com renda variável: os fundos de ações. Porém não recomendamos, pois a maior parte deles sequer consegue superar o Ibovespa. As taxas de administração costumam ser muito mais altas (geralmente 2% ao ano) em comparação com a de um ETF (a taxa do ETF PIBB11, que replica o índice IBrX 50, é de apenas 0,059% ao ano).

Sabe o que podemos considerar um ótimo incentivador para você começar investir na bolsa de valores? O cenário econômico atual. Com as perspectivas de quedas maiores na taxa de juros, as aplicações de renda fixa tendem a render menos, e a bolsa, ao contrário, tende a valorizar.

A tendência de crescimento da bolsa de valores

Muitas pessoas acreditam que o sobe-e-desce da bolsa é algo ruim, mas é justamente o contrário. Essa dinâmica permite que compremos ativos baratos e os vendamos caros no futuro, com a valorização desse papel. Essa é na verdade uma das leis fundamentais do mundo dos investimentos: compre barato e venda caro. É assim que conseguiremos os lucros.

Quando você diversifica sua carteira com ações, é no longo prazo que os resultados aparecem

É claro que podemos passar por outra crise onde a bolsa pode cair bastante. Isso significa que você deverá parar de investir em renda variável? Não! Quando você usa as ações para diversificar sua carteira, sempre na medida certa para respeitar sua tolerância a riscos, é no longo prazo que os resultados aparecem.

Um ótimo exemplo são as ações da Ambev. Se você tivesse comprado R$ 1.000,00 em ações da empresa no ano 2000, hoje você teria um lucro de 2.785%, o que te renderia R$ 28.846,00. Nada mal, não acha? Essa realidade não é tão distante quanto muitos imaginam, basta realmente querer chegar lá que conseguiremos.

Então, respondendo a pergunta que propomos no título, o melhor momento para começar a investir na bolsa é… agora mesmo!

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