Muitas pessoas que estão pensando em tirar o dinheiro da poupança e investir melhor se perguntam: o que é Tesouro Direto? Vale a pena investir? Será que é seguro?

Tesouro Direto é a forma mais simples, prática e segura de investir nos títulos públicos emitidos pelo Governo Federal. Apesar de ter sido lançado em 2002, o Tesouro Direto ganhou maior adesão nos últimos anos. Por meio do programa é possível aplicar seu dinheiro no Tesouro Selic, título com rendimento superior à tradicional caderneta de poupança, além de outros tipos de títulos.

O total de investidores no Tesouro Direto já ultrapassou a marca de  2 milhões de cadastrados, segundo os dados mais recentes do Tesouro Nacional. O saldo de recursos aplicados está próximo a R$ 50 bilhões (dados disponibilizados no site do Tesouro Direto).

Mesmo com a crescente popularidade, ainda há bastante confusão sobre como funciona o Tesouro Direto, com uma pergunta que sempre movimenta as rodas de conversa sobre investimentos: “Afinal, o Tesouro Direto é uma boa aplicação financeira?” Para ajudá-lo nessa resposta, preparamos este texto.

O que é Tesouro Direto, afinal?

O Tesouro Direto não é o nome do ativo financeiro em si. Em outras palavras, você não investe em Tesouro Direto, e sim em títulos públicos. Como assim? É por meio do Tesouro Direto – programa do Tesouro Nacional lançado em janeiro de 2002 em parceria com a B3 (antiga BM&FBovespa) – que o investidor pessoa física pode aplicar em papéis da dívida pública federal pela internet.

Como destacado no site oficial, a plataforma surgiu com o objetivo de “democratizar o acesso aos títulos públicos”, permitindo investimento mínimo de R$ 30. Antes da criação do programa, as pessoas físicas só conseguiam aplicar nesses ativos de maneira indireta, ou seja, investindo em fundos de renda fixa, cujas carteiras têm a maior parte da alocação em títulos públicos.

Leia também: Fundos DI: o que são e como funcionam

Como funciona investir no Tesouro Direto?

O funcionamento do Tesouro Direto é mais simples do que muitos investidores imaginam. Basta abrir conta em um agente de custódia, que nada mais é a instituição financeira habilitada (banco ou corretora de valores) a operar títulos públicos pelo programa.

Aqui na Vérios, usamos a corretora Rico como agente de custódia para realizar as aplicações dos nossos clientes no Tesouro Direto.

Após o envio da documentação necessária, você receberá uma senha da B3 para ter acesso à área restrita do programa. Para quem investe por conta própria, a compra dos papéis pode ser feita no site da própria instituição financeira.

Mas saiba que há um jeito muito mais fácil, prático e barato de investir, sem ter de gastar tempo com a escolha dos títulos mais adequados. Ficou curioso? Vamos falar sobre essa comodidade mais à frente. Antes é preciso entender como os títulos públicos oferecidos no Tesouro Direto podem ser vantajosos para sua carteira de investimentos.

Popularidade do Tesouro Direto

Embora muitos ainda não saibam o que é Tesouro Direto, o fato é que o programa tem se tornado muito popular entre os investidores, por conta dos diversos benefícios. 

Perfil dos investidores do Tesouro Direto

Tabela com o perfil dos investidores do Tesouro Direto

Fonte: Balanço do Tesouro Direto (Março 2018)

Tesouro Direto é seguro? Quais os riscos?

Muitas pessoas que não sabem bem o que é Tesouro Direto pensam que investimentos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) são mais seguro que os títulos públicos, o que é um equívoco.

Garantidos 100% pelo Tesouro Nacional, os títulos públicos são o investimento com o menor risco de crédito da economia e, por isso, a modalidade de aplicação financeira mais segura do mercado. Na prática, você só não receberia o montante aplicado caso o país chegue à falência – algo praticamente impossível, já que antes disso todos os bancos teriam de quebrar.

Diferentemente de CDB, LCI, LCA e mesmo da poupança, em que há o risco de a instituição (banco ou financeira) falir, no caso dos papéis da dívida pública federal esse risco não existe.

Por isso, ao investir nos papéis do Tesouro Direto, você empresta dinheiro ao governo que, ao final do vencimento daquele título, devolverá a quantia aplicada mais uma taxa de retorno (que pode ser prefixada ou pós-fixada) sobre esse valor.

Embora seja o investimento mais seguro, isso não quer dizer que aplicar em títulos públicos do Tesouro Direto não tem riscos. Os papéis atrelados à inflação (IPCA) e os títulos prefixados podem apresentar volatilidade conforme a dinâmica do mercado. Para evitar problemas, o ideal é conhecer como funciona cada tipo de título público.

Tipos de títulos públicos no Tesouro Direto

Na prateleira do Tesouro Direto são disponibilizadas três modalidades de títulos públicos: indexado à taxa básica de juros (Selic), prefixado com diferentes prazos de vencimento ou atrelado ao IPCA (índice oficial que mede a inflação no país).

- Tesouro Selic (LFT)

Com a menor volatilidade entre os títulos, o Tesouro Selic é indicado para o investidor de perfil mais conservador e para quem precisa de liquidez, ou seja, se ocorrer uma emergência, dá para resgatar os recursos aplicados antes do vencimento sem ter surpresas desagradáveis com o rendimento no período.

Além de seguir a taxa básica de juros da economia, esse título acompanha o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), referencial das aplicações conservadoras. Por isso, o Tesouro Selic não sofre com oscilações de curto prazo. É o ideal para quem está começando a entender o que é Tesouro Direto.

- Tesouro Prefixado (LTN e NTNF)

Sabe o que é Tesouro Direto na modalidade prefixado? A característica principal desse título é saber quanto será ganho já no momento da compra, o que pode ser boa opção para quem pretende manter o dinheiro aplicado até o vencimento. Independentemente do que ocorrer na economia, você receberá o rendimento pactuado.

Justamente por ter um retorno definido de antemão, o Tesouro Prefixado tem mudanças diariamente em seu valor de mercado. Isso significa que se você tiver de resgatar o investimento, o Tesouro Nacional pagará o valor de mercado daquele dia em específico – e a rentabilidade pode ser superior ou inferior a que você contratou na data de compra do papel.

- Tesouro IPCA+ (NTNB)

Os títulos indexados ao IPCA garantem a chamada rentabilidade real, que nada mais é que o retorno acima da inflação. Caso você mantenha o papel até a data de vencimento, portanto, receberá a variação do índice no período mais uma taxa de retorno conhecida no momento de compra do título.

Assim como os prefixados, se você precisar desfazer-se da aplicação antes do vencimento, o rendimento pode ser diferente do contratado, afinal o papel será comprado pelo Tesouro Nacional pelo valor de mercado do dia.

Leia também: Em qual título do Tesouro Direto investir?

Liquidez do Tesouro Direto

Os títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto contam com liquidez diária. Na prática, caso você precise resgatar a quantia aplicada antes da data de vencimento, o Tesouro Nacional garante a recompra do papel, diariamente, conforme os preços de mercado.

Leia também: É possível perder dinheiro no Tesouro Direto?

Custos do Tesouro Direto

O investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto possui duas taxas: a B3 (antiga BM&FBovespa) cobra a taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor do título, percentual referente a serviços de guarda dos papéis; e as corretoras podem ou não cobrar uma outra taxa (chamada taxa do agente de custódia) dos investidores para operações com títulos públicos.

Leia também: Taxas do Tesouro Direto: tire suas dúvidas

Tributação do Tesouro Direto

No Tesouro Direto, os impostos cobrados são os mesmos de outras aplicações de renda fixa, como fundos de investimento e CDB. Há incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) caso você resgate os recursos em menos de 30 dias.

Já o Imposto de Renda (IR) incide sobre a rentabilidade dos títulos, e o pagamento ocorre na venda, no recebimento de cupons de juros semestrais ou no vencimento do título. A alíquota segue a tabela regressiva:

– 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;

– 20% para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;

– 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;

– 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.

Como investir Tesouro Direto com a Vérios?

Apesar de ser criado para facilitar o acesso das pessoas aos títulos públicos, decidir onde investir e comprar os títulos do Tesouro Direto não é lá muito simples. 

Na Vérios, nós cuidamos disso para você. Fazemos a gestão automatizada de uma carteira inteligente diversificada com os três tipos de títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto, além de uma pequena parcela de ações das bolsas brasileira e norte-americana.

Tudo muito prático e seguro, para você não ter mais desculpas para não investir no Tesouro Direto! Para descobrir a carteira de investimentos que recomendamos para você, use nosso simulador de investimento.

Para dar os primeiros passos no Tesouro Direto

Se você quer começar a investir no Tesouro Direto por conta própria ou ainda não acumulou o suficiente para começar a investir com a Vérios, não se preocupe! Preparamos um tutorial que irá ajudar você a dar os primeiros passos.

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Simule o rendimento dos títulos do Tesouro Direto

Ainda tem dúvidas sobre o que é Tesouro Direto? Que tal explorar os títulos e entender como eles funcionam?

Antes de investir, você pode fazer simulações para conferir o comportamento e o rendimento de cada um dos títulos públicos do Tesouro Direto. Experimente o simulador desenvolvido pela Vérios:

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Tesouro Direto: o que é? Como investir?
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