O Uber dos investimentos

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Já observou como a tecnologia está mudando os serviços que você usa em seu dia a dia?

Estamos no auge dessa revolução tecnológica em diversos setores. Uber, Netflix, Spotify – são exemplos de empresas que resolveram antigos problemas de forma inovadora, a partir de algoritmos. Hoje você consegue imaginar sua vida sem elas (ou alternativas semelhantes)? Eu não consigo.

Quem sai ganhando com esse movimento somos nós, como clientes, em serviços inovadores que, via de regra, significam três coisas: qualidade superior, custo inferior e (muita) comodidade.

No universo tipicamente árido dos serviços financeiros, as iniciativas que surgem vêm das fintechs. A palavra fintech (finance + technology) surgiu para se referir às startups que, como a Vérios, estão usando a tecnologia para descomplicar e tornar mais inteligente a forma como você lida com o seu dinheiro.

A maior motivação de várias dessas empresas é causar no mercado financeiro, de pagamentos ou bancário, um impacto similar ao que o Uber vem causando no transporte urbano. Por isso dizemos sem receio que, na Vérios, queremos ser o Uber dos investimentos.

Assista ao papo com o Terraço Econômico

Para entender melhor como a Vérios está inovando para ajudar você investir melhor seu dinheiro, assista ao nosso bate-papo com autores do blog Terraço Econômico.

O Daniel Resende, também cofundador da Vérios, e eu contamos um pouco de como tudo que estava errado no mercado financeiro nos motivou a criar a carteira inteligente.Também falamos sobre a origem do nome do nosso robô, o Ueslei. Assista!

Vérios no Valor Econômico

Também dentro desse tema, o jornal Valor Econômico abordou no dia 09/05/2016 como a tecnologia financeira vai disputar espaço com os serviços financeiros. A reportagem é do jornalista Sérgio Tauhata, que escreve sobre investimentos pessoais para o jornal.

A matéria é ilustrada com o perfil de duas startups: Olivia, um robô-aplicativo idealizado para cuidar da vida financeira do usuário; e a Vérios. Nós estamos lançando no Brasil um serviço de gestão automatizada de carteiras de investimentos.

Reproduzo abaixo o trecho sobre a Vérios:

Em relação ao que acontece nos Estados Unidos, a área de tecnologia financeira ainda engatinha no Brasil. Já estão disponíveis no mercado americano, por exemplo, soluções em que consultores-robôs fazem a gestão automatizada da carteira de investimentos do usuário, com rebalanceamento periódico e escolha de ativos conforme o perfil de risco da pessoa.

Conforme os serviços financeiros começam a ganhar fama mundo afora, passam a ser alvo de empreendedores locais. É o caso dos consultores-robôs. O primeiro em desenvolvimento de que se tem notícia no Brasil tem lançamento programado para o segundo semestre. A Vérios, desenvolvedora, tem inspiração nos modelos americanos. “É um serviço com todos os pilares de investimento automatizado nos EUA, adaptado para o Brasil”, diz Felipe Sotto-Maior, executivo-chefe da empresa.

O serviço vai agregar um aplicativo para o usuário acompanhar os investimentos e interagir com a empresa. De acordo com Sotto-Maior, a tecnologia vai juntar a alocação combinada previamente com o cliente com uma gestão prática da carteira. “Aí entra a automatização: o algoritmo faz todas as contas matemáticas e todas as operações financeiras.”

O algoritmo, segundo o executivo, é capaz de ler o perfil do usuário, compará-lo com a alocação estratégica escolhida, verificar o saldo e fazer a alocação. “A gente tem visto que, além dos problemas de custo, as pessoas simplesmente não seguem o planejamento, porque dá muito trabalho”, explica. O consultor-robô da Vérios pretende assumir todo o trabalho “enfadonho” relacionado ao acompanhamento e ao rebalanceamento do portfólio.

Sotto-Maior afirma que, inicialmente, o aporte mínimo para usufruir do serviço será de R$ 50 mil. Depois, sem obrigação com prazo ou regularidade, o investimento adicional tem de ser a partir de R$ 100. “A gente quer baixar o tíquete, mas hoje ainda não é viável, pois se eu baixar demais o valor da carteira os custos em reais ficam pesados”, conta o empreendedor.

Para uso do serviço, a Vérios cobra uma taxa fixa única de 0,95% ao ano sobre o patrimônio. “Isso inclui todos os custos que o cliente tem, como corretagem, custódia, taxa da BM&FBovespa para o Tesouro Direto e taxa de administração de ETFs”, diz.

Os Exchange Traded Funds (ETFs), fundos de índices com cotas negociadas em bolsa, são (…) usados na alocação automática. Segundo o executivo da Vérios, na renda variável, o serviço faz alocações em um ETF que replica o IBrX-50.

Na fatia em renda fixa, o investimento será feito por meio do Tesouro Direto, plataforma on-line de negociação de títulos públicos, com compra de LFT (papéis pós-fixados atrelados à Selic), as prefixadas LTN e NTN-F e as NTN-Bs, títulos indexados ao IPCA que pagam uma parcela de juro real. Além dos ativos brasileiros, o robô da Vérios fará alocação no exterior por meio de um ETF que segue o índice S&P 500 da bolsa de Nova York. A liquidez da carteira, afirma Sotto-Maior, será de cinco dias úteis.

Antes de contratar o serviço, o cliente passa por uma fase de “suitability”, que vai definir o perfil de aceitação de risco. “O interessado vai responder diversas perguntas, como ele lida com dinheiro, com risco, capacidade de poupança e outras questões relevantes”, afirma Sotto-Maior.

Na parte operacional, o contratante abre uma conta no sistema da Vérios e outra conta financeira na corretora. Depois, tem de assinar um contrato de mandato de gestão para transferir à Vérios a responsabilidade de cuidar da conta individual do cliente na corretora. “Montamos o modelo após consultas à CVM [Comissão de Valores Mobiliários] para fazer todo o processo dentro da regulação vigente”, explica Sotto-Maior.

Isso inclui manter todas as informações sobre a carteira, ativos, operações, rentabilidade e riscos acessíveis o tempo todo ao investidor.

“Tecnologia financeira vai disputar clientes do setor bancário” – Valor Econômico, 09/05/2016

Como investir

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Artigo atualizado em 25/07/2016.

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Categorias: Iniciante, Por dentro da Vérios, Vérios na mídia
  • Gustavo

    Boa noite. Tenho lido seus textos e fiquei com uma dúvida sobre o rebalanceamento. Vocês dizem que a carteira será rebalanceada periodicamente para voltar ao perfil inicialmente desejado. Esse rebalanceamento será por tempo (ex.: anual, semestral, etc…) ou por desvio do alvo(ex.: 5%, 10%, etc…). Esse rebalanceamento que pode se tornar frequente em momentos de volatilidade do mercado não poderia vir a punir os clientes em virtude do pagamento frequente de impostos? Imaginemos por exemplo que investimos em título público tipo NTNB no início do ano quando estavam desvalorizados e ficaram abaixo do ideal. Nos últimos 3 meses esses títulos dispararam em virtude do cenário político e da queda dos juros curtos e longos. Provavelmente a alocação sairia novamente do ideal e seria feita a venda desses títulos com pagamento da maior alíquota do imposto (22,5%). O mesmo pensamento valeria para ETFs, com a única diferença que o imposto é fixo em 15%. O que me deixa preocupado, apesar de achar muito interessante a teoria moderna dos portfólios e os consultores-robôs, é que pagamentos muito frequentes de imposto podem acabar com sua rentabilidade de longo prazo.

    • Boa noite, Gustavo. Dúvida pertinente!
      Vou responder a segunda pergunta primeiro. O rebalanceamento da Vérios pode punir os clientes? Não.

      Se fosse mal feito, sim, isso poderia acontecer. Rebalanceamentos muito frequentes seriam ótimos se não existisse o IR, o IOF e os custos de transação (taxa de corretagem e outras). Mas a realidade não é assim, e por isso nossas regras de rebalanceamento (que formam parte do famoso algoritmo) levam essa realidade em conta. Basicamente, nosso algoritmo só realiza um rebalanceamento quando o benefício da operação supera os custos e os impostos. É claro que isso reduz MUITO a frequência do rebalanceamento, porque os custos e impostos são altos no Brasil.

      Nos últimos 12 anos, as carteiras que não recebessem nenhum aporte adicional teriam sido rebalanceadas até 3 vezes por ano, em média, justamente por conta desses impostos. Importante: quando você deposita dinheiro novo, nós já alocamos de forma a deixar sua carteira na alocação alvo, afastando o próximo rebalanceamento. É um rebalanceamento sem vendas – e sem impostos! Quem deposita sempre, acaba nunca precisando rebalancear.

      Em geral, os custos pesam muito mais que o imposto – e a Vérios assume os custos, então você não precisa se preocupar com isso. Mesmo assim, nós vamos trabalhar para negociar descontos com as corretoras, permitindo rebalanceamento um pouco mais frequente, pois isso melhora sua carteira. Quando isso acontecer, o ajuste do algoritmo é automático, por causa dos critérios de rebalanceamento que já existem, que são a resposta da sua outra pergunta.

      Sobre os critérios, a resposta não é tão simples. Se você for estudar o assunto, vai ver com frequência esses dois critérios que você mencionou: por tempo ou por faixas de desvio do alvo. Mas pense: esses dois critérios foram criados pensando em carteiras administradas por humanos. Usando muita matemática, a gente consegue fazer muito melhor que isso! Nós usamos um critério misto: tempo, faixas de desvio, duration, custos e impostos.

      – Tempo: Todas as carteiras são avaliadas para rebalanceamento TODOS os dias úteis, para rebalancear no melhor momento.
      – Desvio: É um pouco mais complicado que um percentual linear, mas aplicamos uma metodologia semelhante à que você descreveu, com faixas de tolerância.
      – Duration: No Tesouro Prefixado, por exemplo, você pode ter uma alocação um pouco maior (porque rendeu bem) e um duration um pouco menor (porque o tempo passou desde a compra). Tecnicamente, essas duas coisas podem ter efeitos que se compensam ou que se somam. Nós avaliamos também o duration para minimizar os volumes transacionados e reduzir o custo e os impostos.
      – Custos e impostos: Os dois são tratados de forma parecida. O algoritmo calcula faixas de tolerância dinâmicas, que dependem do impacto (%) causados pelos custos e impostos, levando em conta o volume total investido na carteira. Carteiras maiores podem rebalancear mais vezes, pois o impacto dos custos é menor. Se a corretora aumentar ou reduzir as taxas de corretagem, ou se o Governo mexer no IR, nosso algoritmo ajusta automaticamente as faixas de tolerância para cada carteira de cada cliente.

      Todos os cálculos são individuais na conta de cada cliente. A decisão é baseada no que é melhor para o seu caso concreto.

      Enfim, são milhares de cálculos que acontecem todos os dias, para garantir o melhor rebalanceamento possível, com os critérios mais inteligentes possíveis, usando dados da realidade, e não de modelos teóricos ideais. Os grandes arquitetos desse algoritmo são o Resende e a Ana Vitória, com grande participação do Flavio, que está conosco há menos tempo mas já contribuiu muito!

      Abs!

      • Gustavo

        Muito obrigado pela resposta. Ela esclareceu minhas dúvidas.
        Como disse já acompanho o blog há algum tempo. Espero em breve investir com vocês.
        Abs