Onde investir em 2017?

Conheça os melhores investimentos para 2017

Você já está se perguntando onde investir seu dinheiro durante o ano de 2017?

Neste artigo, vamos listar algumas aplicações recomendadas para você ter uma carteira equilibrada, preparada para o cenário de incertezas políticas e econômicas em nosso país.

Seus planos são para o curto prazo?

Se você precisará ter seus recursos de volta em até um ano, evite investimentos com maior volatilidade (ou flutuação de preços). Preocupe-se também em ter liquidez: escolha aplicações que permitam que você resgate seu dinheiro em poucos dias.

Nesse caso, os melhores investimento para 2017 são aqueles cujo rendimento é dado em função da taxa básica de juros do país, a Selic. Veja algumas opções:

  • Tesouro Selic (LFT)

Esse título do Tesouro Direto é considerado a aplicação mais segura da economia brasileira. Ele rende igualzinho à taxa Selic, menos os custos, que são os seguintes: a taxa de custódia cobrada para proteger seu patrimônio em seu nome e CPF (0,30% ao ano sobre o valor investido) e a taxa de administração da corretora (varia dependendo da instituição, mas sugerimos procurar corretoras que cobrem no máximo 0,10% ao ano).

Para resgatar, é só vender os títulos no Tesouro Direto. O prazo para ter o dinheiro em conta é de apenas 1 dia útil. Ah, vale lembrar que há cobrança de Imposto de Renda sobre os ganhos com a aplicação. Mesmo assim, o resultado líquido dessa aplicação é melhor do que deixar seu dinheiro parado na poupança.

  • CDB pós-fixado com liquidez diária

São títulos que você contrata diretamente com o banco onde você tem conta corrente. A principal vantagem é que você pode resgatar no mesmo dia. Procure CDBs cujo rendimento seja atrelado ao CDI (que é uma taxa que anda sempre junto com a Selic).

Uma desvantagem é que você fica à mercê das comissões que seu banco cobra, e isso sempre significa menor rentabilidade.

Por exemplo, se o banco oferece um CDB que rende 80% do CDI, significa que o retorno será cerca de 20% menor que o retorno bruto que você teria investindo no Tesouro Selic. Essa diferença é o chamado “spread” bancário, que nada mais é que a margem de lucro do banco. CDBs também têm desconto de Imposto de Renda. Então vale fazer as contas para saber se faz sentido deixar o dinheiro no banco em 2017!

Seus planos são para o médio a longo prazo?

Se é complicado fazer previsões certeiras sobre a economia e o humor do mercado financeiro no curto prazo, que dirá no médio a longo?

Nesse caso, a diversificação inteligente da sua carteira de investimentos é a melhor estratégia que você pode ter em 2017.

Por isso, o mais recomendado é que você tenha no próximo ano uma carteira com aplicações diversificadas em vários classes de ativos. Elas tendem a reagir de maneira diferente às oscilações do mercado, e seu patrimônio é protegido por esse efeito: um investimento pode cair enquanto outro valoriza, e vice-versa.

Se seus planos são para o médio a longo prazo, faz sentido incluir aplicações com mais volatilidade, como títulos públicos com vencimento longo e ações. No curto prazo, essas aplicações flutuam bastante e você pode ter perdas, mas espera-se que após alguns anos elas sejam responsáveis por um “upgrade” no retorno da sua carteira de investimentos.

Aliás, no longo prazo, um outro fator que tem um efeito mágico na rentabilidade dos seus investimentos é a economia de custos. Quase sempre, os melhores investimentos serão aqueles com menor custo, já que o que você não gasta com taxas se reverte imediatamente em maior retorno.

Então chega de papo e vamos aos investimentos que recomendamos para diversificar sua carteira de investimentos em 2017:

  • Tesouro Selic (LFT)

Sim, é o mesmo título que recomendamos acima para quem tem planos de curto prazo! Como vimos, essa é a aplicação mais segura da economia brasileira, com menor risco de crédito e de mercado, por isso ela deve ser a base da sua carteira de investimentos.

Muitos nos perguntam se, mesmo com o cenário de quedas nos juros, continua sendo recomendado investir atrelado à Selic. A resposta é: sim! Os juros são a principal referência de ganhos para os investimentos. Se as taxas estão altas, todo mundo vai ganhar mais. Se estão baixas, todo mundo vai ganhar menos. Essa exposição continua sendo importante para “blindar” uma boa parte do seu patrimônio contra riscos decorrentes da volatilidade de preços.

  • Tesouro Prefixado (LTN e NTNF)

Esse título do Tesouro Direto não é atrelado à Selic. Em vez disso, ele rende um percentual fixo ao ano, determinado no momento da aplicação. No final de 2016, os títulos dessa classe estão permitindo fixar a sua rentabilidade anual entre 11% e 12% ao ano, durante alguns anos. Espera-se que a taxa Selic fique bem abaixo disso nos próximos anos e, se isso acontecer, você tem a garantia de receber acima da Selic por alguns anos se investir em prefixados agora.

Porém, fique atento. Quanto mais distante do vencimento do Tesouro Prefixado, mais seus preços podem oscilar. Por isso ele faz mais sentido em uma carteira com objetivos de médio a longo prazo. Quando você investe sem contratar um profissional, a dica mais básica é segurar os títulos até o vencimento. Já se você estiver orientado por um gestor profissional (como a Vérios), pode contar com ajuda dele definir um “duration” médio desejado na sua carteira.

  • Tesouro IPCA+ (NTNB e NTNB Principal)

Esse é o melhor investimento para proteger o poder de compra do seu dinheiro. Ninguém sabe qual será a inflação ao final de 2017, muito menos daqui a cinco ou 10 anos! Mas esse título sempre irá corrigir seu dinheiro pela inflação e ainda render juros extras.

Ele tem o papel muito importante de garantir que o seu patrimônio renderá acima da inflação no longo prazo, ou seja, ele garante ganhos reais. Porém, assim como o Tesouro Prefixado, os preços do Tesouro IPCA+ “sacodem” tanto mais quanto mais distante é o vencimento do título. Aqui também vale a questão de segurar até o vencimento ou definir um duration médio desejado.

  • ETF IT Now IBRX 50 (PIBB11)

Vish, quantas letrinhas, não?

Acredite: apesar do nome complicado, o ETF é uma forma de simplificar o seu investimento na bolsa de valores.

Ele nada mais é que uma “cesta” de ações negociadas na bolsa brasileira. O ETF PIBB rende o mesmo que o índice IBrX 50, que reúne as 50 maiores empresas na BM&FBovespa, como Ambev, Itaú, Petrobras e Vale.

Ou seja, é uma maneira de se expor à bolsa sem ter que escolher e comprar ação por ação de várias empresas.

Afinal, se até para os profissionais do mercado financeiro é impossível ter certeza de quais ações irão valorizar (e quanto, e quando!), por que você se aventuraria nessa tarefa?

Então, por exemplo, se esse índice valorizar 20%, o seu ETF valorizará os mesmos 20%, menos os custos, que são bem baixos: a taxa de administração do ETF PIBB é de apenas 0,059% ao ano sobre o valor do investimento. Para investir em ETFs, há também outras taxas da corretora e da BM&FBovespa. Para você ter idéia de como isso é barato, os fundos de ações antigos cobram de 2,00% a 4,00% ao ano, mais taxa de performance nos anos bons (que não é devolvida nos anos ruins), e mais os encargos.

  • ETF iShares S&P 500 (IVVB11)

Esse ETF é negociado na bolsa brasileira mas reflete as oscilações das bolsas de Nova York. O índice replicado é o S&P 500, das 500 maiores empresas listadas nos Estados Unidos.

É uma forma eficiente e prática de diversificar seus investimentos se expondo à economia norte-americana, sem ter que enviar dinheiro para fora do país.

O ETF tem taxa de administração de 0,24% ao ano sobre o valor investido, mais taxas da corretora e da BM&FBovespa.

Nos dois casos de ETFs recomendados acima, vale lembrar que há incidência de Imposto de Renda no resgate. A alíquota é de 15% sobre os ganhos.

  • Outros investimentos

Os cinco investimentos citados acima já são o suficiente para assegurar diversificação sem prejudicar a liquidez da sua carteira de investimentos (os ETFs levam três dias úteis para serem resgatados, e os títulos do Tesouro Direto, 1 dia útil).

Se você está interessado em mais classes de ativos, cabe avaliar caso a caso outros investimentos, como por exemplo a exposição ao mercado imobiliário (que pode ser feita por meio de fundos imobiliários) e ao crédito privado (por meio de fundos ou letras de crédito).

Dicas para você investir melhor em 2017

  • Procure ter uma carteira bem diversificada e ater-se a ela. Muitos acreditam que é necessário ficar “girando” a carteira entre diferentes investimentos, mas os custos e impostos que resultam dessa atividade toda podem derreter sua rentabilidade.
  • Considere seu nível de tolerância a riscos ao definir quanto aplicar em cada investimento. Se seu perfil e objetivos sugerem pouca propensão a risco, a alocação em renda variável deve ser menor.

    Na Vérios, usamos algoritmos para fazer cálculos complexos de otimização matemática para definir as alocações ideais de acordo com o seu nível de tolerância a riscos.

  • Uma vez definidos os percentuais que você destinará a cada investimento, trate de mantê-los em dia praticando o rebalanceamento!

    Se você se esquecer da sua carteira de investimentos no final de 2017, é possível que alguns ativos tenham valorizado, outros desvalorizado… Como resultado, a alocação estará diferente do planejado. Isso pode tornar sua carteira mais ou menos arriscada do que você gostaria.

    Uma maneira mais simples de rebalancear é destinar novos aportes aos investimentos que perderam participação percentual na sua carteira.

Se você gostaria da ajuda da Vérios para ter uma carteira de investimentos preparada para encarar o que vem por aí em 2017, é muito simples: faça uma simulação gratuitamente e crie sua conta.

Nós cuidamos de tudo: alocação, operações, rebalanceamento e monitoramento diário. Tudo que você precisa fazer é enviar os recursos para sua conta de investimento e, quando quiser, acompanhar sua rentabilidade, custos e posição em nossa interface mobile-friendly. Comece agora mesmo!

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Categorias: Iniciante, Intermediário, Avançado, Planejamento pessoal, Plano de investimento, ETFs, Títulos públicos
  • Oi Equipe Vérios!

    Legal esse artigo. O melhor investimento sempre vai depender do objetivo do investidor!
    Talvez tenha um ajuste quando vocês falam sobre os ETF’s. Em julho desse ano a CVM autorizou a comercialização de ETF’s já existentes para o público em geral (varejo), sem precisar ser investidor qualificado (a partir de R$1 milhão). Procede?

    Estou começando um perfil de educação financeira. Quem tiver interesse pode conferir no Instagram (@guiadotesouro)
    Nos próximos posts quero falar sobre o comparador de fundos de vocês, que considero uma ferramenta essencial para que quer investir em fundos!

    Abraço,
    Renier Dias.

  • FmoneyBrasil

    Muito bom Vérios…
    Voces possuem programa de afiliados? Gostaria de recomendar seus produtos no meu blog http://fyoumoneybrasil.blogspot.com/

  • AGNES ALFREDO

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