Pagar dívidas ou investir? O que vale mais a pena?

Pagar dívidas ou investir? O que é melhor?

Pense na seguinte situação: uma pessoa que se enrola ao cuidar do próprio dinheiro e acaba acumulando algumas dívidas. Em um esforço para se reorganizar com as finanças, ela consegue poupar algum dinheiro. Então se pergunta se vale mais a pena pagar as dívidas de uma vez ou investir o dinheiro para obter rendimentos e depois quitar seus débitos.

Nessa situação, primeiro faça como os Lannisters da série Game of Thrones: sempre pague suas dívidas, sobretudo se os juros cobrados forem altos.

Não ter dívidas é o melhor investimento. Dificilmente você encontrará uma aplicação financeira segura e cujo rendimento seja maior que os juros da dívida que você tem.

Neste artigo trazemos um passo a passo para ajudar você a sair do vermelho e começar a investir. É uma trilha para a independência financeira. Basta um pouco de planejamento e disciplina. E com a ajuda de algumas fintechs, vai ser bem mais fácil, você vai ver.

1. Limpe seu nome e/ou renegocie dívidas

Antes de tudo, vamos tirar uma fotografia da sua situação. Você sabe se seu nome está sujo na praça? Quanto exatamente você está devendo? Para quem?

No Brasil, existem três instituições que reúnem a maioria dessas informações. Na Serasa e na Boa Vista SCPC, você pode consultar se seu CPF está em algum cadastro de devedores gratuitamente e sem sair de casa. Já o SPCNet cobra pelo serviço online, mas disponibiliza consulta gratuita em suas agências (confira aqui os endereços).

Além dessas empresas, o gerente do banco onde você tem conta corrente também pode informar em quais lugares seu nome está negativado, se há cheques sem fundo, alguma situação na Receita Federal etc.

Após listar todas as suas dívidas, é hora de partir para as renegociações! Nada como uma boa conversa para chegar a um acordo de parcelamento de dívida.

Após o pagamento da primeira parcela da dívida, o estabelecimento comercial vai apagar seu nome dos cadastros de devedores (isso vale apenas para a dívida que foi quitada, obviamente!). O prazo para retirada do CPF é de cinco dias úteis, contados a partir da data da regularização da inadimplência. Limpar seu nome é o primeiro passo para colocar a vida financeira em dia!

Dica: Fintechs como Acerto e Kitado podem facilitar bastante a sua vida. A proposta delas é fazer esse trabalho de renegociação de dívidas todo por você online e gratuitamente.

2. Busque um empréstimo com juros mais baixos

Uma das opções para começar a se livrar de dívidas é, por incrível que pareça, pegando um empréstimo!

Pois é, apesar de parecer contraditório, existe uma clara lógica por trás dessa estratégia. Se você pesquisar bem diversas opções de bancos, financeiras e fintechs de financiamentos, pode encontrar alguma que te ofereça um empréstimo cobrando juros menores do que os juros da sua dívida atual. E isso é possível até mesmo para quem está negativado!

Por exemplo: se você tem carro, pode trocar sua dívida do rotativo do cartão de crédito (que cobra juros muito altos) por uma que tenha como garantia o seu carro. Os juros certamente serão bem mais baixos.

Você pode substituir rotativo do cartão por empréstimo pessoal

Basicamente são três as formas de empréstimo que podem te ajudar numa situação assim: empréstimo com garantia, penhor e crédito consignado.

– Empréstimo com garantia

Essa é uma forma bem barata de se obter crédito. Quando você coloca seu imóvel ou carro como garantia, a instituição que te empresta dinheiro fica mais segura de que irá receber o dinheiro de volta, afinal, se você der um calote e não pagar as parcelas, ela poderá vender seu carro ou imóvel.

O grande risco aqui é, claro, você perder o seu bem. Por isso, busque essa modalidade somente se os juros forem bem mais baixos do que a sua dívida atual e se você estiver preparado para arcar com as parcelas.

Um exemplo de fintech que te permite fazer isso online é a Creditas.

– Penhor

Seguindo a mesma lógica da garantia, as agências da Caixa Econômica Federal permitem que você pegue empréstimos colocando suas joias como garantia.

– Crédito consignado

Nesse modelo, as parcelas do pagamento são descontadas “em folha”, ou seja, diretamente do seu salário. Exatamente por ter essa segurança de que a parcela será paga é que muitas instituições liberam essa modalidade até mesmo para negativados.

O pré-requisito para acessar crédito consignado é que a instituição financeira tenha convênio com o lugar em que você trabalha ou recebe a aposentadoria ou outro benefício.

Dica: Se você vai tomar um empréstimo, nossa fintech Juros Baixos pode ajudar na comparação das diversas opções e condições oferecidas no mercado. Basta preencher seus dados e visualizar os empréstimos disponíveis.

Cuidado com os golpes!

Ninguém quer perder dinheiro, por isso é muito importante pesquisar antes sobre a instituição que está oferecendo empréstimos.

Jogue o nome da empresa no Google, descubra se eles têm site e o que as pessoas comentam em sites como o Reclame Aqui.

Por fim, fuja do golpe mais comum: nunca faça um depósito ou pague taxas antes de ter recebido o empréstimo. Isso nunca será exigido por uma instituição séria.

3. Planeje seu orçamento

O planejamento é a chave do sucesso e impedirá que sua dívida se torne uma bola de neve. Ao se planejar para tomar um empréstimo, é essencial que você faça o seu orçamento.

Você dá o pontapé inicial para montar seu orçamento com duas perguntas muito simples:

  • Quanto ganho?
  • Quanto gasto?

Tomar um empréstimo implica que todo mês você vai pagar uma parcela. É um gasto certo, fixo, não importa o que aconteça.

Então foque nas parcelas: você vai conseguir pagar R$ 600 por mês de empréstimo? Ou será que não é mais seguro dividir o financiamento em mais parcelas e pagar menos, por exemplo, R$ 400 por mês?

Seja bem realista e não conte com os melhores cenários. A pergunta aqui é: você vai conseguir pagar o empréstimo e viver a sua vida, ou ele vai descontrolar a sua vida financeira? Se a segunda opção for mais provável, tente aumentar o número de parcelas ou diminuir o valor do empréstimo!

Essa pergunta, inclusive, é analisada pelos bancos na hora de decidir se vão te conceder um empréstimo ou não: eles chamam isso de comprometimento de renda.

Você sabia? Em geral, nenhum banco vai conceder um empréstimo para você se as parcelas comprometerem mais de um terço da sua renda.

Para saber se as parcelas vão pesar demais em seu orçamento, dê uma parada, respire, e coloque suas contas na mesa.

Coloque a sua renda e seus gastos numa planilha! Planeje os próximos meses e veja se as parcelas cabem no seu bolso. Pode ser uma planilha do Excel, Google Drive, anotações em um caderninho de papel… Tanto faz, desde que você visualize pra onde vai o seu dinheiro.

Ajudinha: Disponibilizamos aqui para download uma Pequena Planilha de Orçamento (ela é bem simples porém eficaz para quem está começando um orçamento do zero).

Uma solução que muitas pessoas têm adotado para controlar e conhecer os gastos é o Guia Bolso. Esse aplicativo para smartphone se conecta às suas contas bancárias e mostra o quanto você gastou separado bonitinho por categorias. Outras fintechs que criaram aplicativos para ajudar com o planejamento financeiro são Planejei e Organizze.

Adicionalmente, tente se perguntar o que você pode fazer para aumentar a sua renda. Afinal de contas, cortar gastos é só uma das pontas do esforço para se organizar.

4. Comece a poupar!

Chegar até aqui significa que você já conseguiu organizar sua vida financeira e manter todos os gastos dentro da sua renda mensal. Parabéns!

Agora você pode focar em poupar dinheiro para você mesmo e não apenas para pagar dívidas e empréstimos.

Agora é a hora de se pagar! Criar o hábito de poupar nada mais é do que aprender a se pagar mensalmente.

Pense conosco: se você reserva parte da sua renda para pagar as contas de luz, internet, água e gás, por que não aproveitar e pagar uma parte ao seu “eu” do futuro? Não é preciso começar com muito, juntar um pouco todo mês já te ajudará a criar o hábito de poupar.

Cada pessoa vai descobrir o valor ideal que consegue guardar por mês, mas podemos seguir uma dica antiga e estabelecer a seguinte meta:

Poupar mensalmente de 10 a 20% do seu salário mensal

Dez por cento é muito? Comece com menos, então. O importante é começar!

5. Crie suas reservas financeiras

Com o hábito de poupar em suas mãos, você está a poucos passos de atingir a sua independência financeira. Para isso, o próximo passo é montar as suas reservas financeiras. Mas o que são essas reservas, afinal?

As reservas financeiras são o destino do seu dinheiro, ou seja, como você pretende usar o dinheiro que está poupando.

A primeira reserva que você irá montar é exatamente aquela que vai impedir que você caia nos problemas de dívidas dos itens anteriores. Ela é a reserva de emergência, ou como o pessoal aqui da Vérios gosta de chamar, reserva para oportunidades.

Você vai poupar até que essa reserva alcance um valor entre três e seis salários. Isso vai servir como um colchão de segurança para você em momentos de aperto financeiro, por exemplo, caso você fique desempregado.

A Vérios é sempre uma ótima opção de investimento por ser segura e simples. No entanto, se você ainda não juntou dinheiro suficiente, aplicações no Tesouro Direto podem ajudar nesse começo: a partir de R$ 30 já é possível aplicar em títulos públicos, que são mais seguros que a poupança e rendem mais.

Outra reserva essencial para sua independência financeira é a reserva para a aposentadoria. Sua existência vai garantir que, no futuro, você não precise trabalhar mais e possa se dedicar a qualquer atividade que der na telha!

É importante depositar valores mensalmente na reserva de aposentadoria para que, com a ajuda dos juros compostos, ela cresça cada vez mais. Além disso, como sabemos que vamos manter esse dinheiro investido por muito tempo, dá pra tolerar um pouco de risco.

Novamente, a Vérios é uma ótima opção para essa reserva! As aplicações são fáceis de fazer, e com a diversificação garantida pelo Ueslei — o robô da Vérios — seu dinheiro para o futuro estará sendo muito bem cuidado.

6. Curta sua independência financeira!

Com todas essas reservas prontas e o hábito de poupar regularmente enraizado, você alcançará a independência financeira. Ou seja: os rendimentos dos seus investimentos acumulados ao longo dos anos serão suficientes para te sustentar.

Se após ler este artigo você começar a tomar as atitudes corretas para que não tenha problemas financeiros e ainda consiga garantir um bom futuro para si mesmo, nossa missão foi cumprida!

Sabemos que o caminho não é fácil, mas é exatamente para ajudar com isso que fintechs como a Vérios e a Juros Baixos foram criadas.

Temos certeza de que com a nossa ajuda e um pouco de esforço e aprendizado, você poderá percorrer essa trilha da independência financeira com tranquilidade. Conte com a gente!

Crédito da foto: HBO/Divulgação

Pagar dívidas ou investir? O que vale mais a pena?
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Categorias: Iniciante, Intermediário, Planejamento pessoal
  • Ótimas dicas! Acho que é preciso equilibrar as duas coisas. Eu por exemplo, mesmo com dívidas, não consigo passar um mês sem investir. Vício, haha

    Abraços, visitem meu blog https://simuladorinvestimento.com.br

  • Gustavo Albuquerque

    Se as dívidas estão controladas é sempre interessante ponderar juros dos empréstimos e quitar sempre a dívida de maior juros assim que puder, mas também acho interessante investir parte do dinheiro pois isso nos dá uma certa tranquilidade e levanta a moral.

    • Isabella Paschuini

      É verdade, Gustavo. Investir tem essa coisa de levantar a moral. Mas pra mim, pelo menos, ter todas as dívidas pagas é uma sensação de liberdade indescritível! Lembro quando compramos o carro lá de casa, demos a entrada e financiamos o restante com taxa zero. No ano seguinte juntamos dinheiro e optamos por pagar o que faltava, mesmo fazendo as contas e vendo que o mais “racional” seria investir o dinheiro e usar ele pra pagar as parcelas. Enfim, tomamos essa decisão só pra ter a sensação boa de se livrar logo do financiamento, não ter mais dívidas! Rs