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21 de novembro de 2017 Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

Perdi dinheiro em novembro

21 de novembro de 2017

Em novembro, estou com rentabilidade negativa na minha carteira inteligente. Do dia 1° ao dia 17 de novembro, minha rentabilidade foi de -0,12% e, com isso, perdi uns trocados. Eu sei que não sou o único, e tenho visto alguns amigos do Ueslei (os clientes da Vérios) preocupados com o desempenho fraco desse mês. Principalmente aqueles que começaram conosco há pouco tempo e ainda não possuem um histórico de vários meses para comparar.

Aproveitei o feriado e escrevi esse texto para te ajudar a avaliar a situação e refletir se você tem perfil para investir de forma diversificada.

O título do artigo ficou desatualizado. A carteira do Felipe se recuperou e fechou o mês de novembro com rentabilidade positiva. Mesmo assim, recomendamos a leitura, principalmente se você costuma se incomodar com os altos e baixos dos investimentos.

O que causou esse desempenho fraco?

Julho, agosto e setembro foram meses de rentabilidade bem alta na carteira inteligente. Outubro foi bom, porém o desempenho começou a virar a partir do dia 25 de outubro.

Entre os dias 25/10 e 17/11, três tipos de ativos da carteira inteligente tiveram rentabilidade negativa: bolsa brasileira, renda fixa de juros prefixados e renda fixa corrigida pela inflação. O ETF da bolsa norte-americana teve um rendimento positivo de 2,04% nesse período, o que ajudou a segurar o resultado final. E o Tesouro Selic seguiu normalmente, rendendo um pouquinho todo dia, como sempre.

Esses são os números da minha carteira, e no seu caso os percentuais podem ser levemente diferentes, dependendo do seu nível de risco e de como está a combinação de vencimentos dos títulos de renda fixa, mas o resultado final acaba sendo parecido.

Rentabilidade entre 25/10/2017 e 17/11/2017

Investimentos

   

Rentabilidade1 (%)

Tesouro Selic
   
0,44
Tesouro Prefixado
   
-0,58
Tesouro IPCA+
   
-1,16
ETF Bolsa Brasil
   
-4,36
ETF Bolsa EUA
   
2,04
Carteira do Felipe
   
-0,31


Todos esses comportamentos são absolutamente normais. Nenhuma classe de ativos da carteira inteligente sofreu quedas bruscas ou acentuadas ou surpreendentes. Nenhuma perda ou ganho fora do comum.

Os profissionais do mercado financeiro têm o hábito de tentar buscar explicações para cada movimento, mas a verdade é que não houve, nesse período, nenhum evento excepcional. As oscilações que vimos são naturais do cenário que o Brasil vive. Estamos passando (de novo? Ainda?) por uma fase de incertezas políticas e econômicas, que deixa o mercado um pouco mais “nervoso”.

Nas últimas semanas, tivemos notícias relacionadas a pesquisas eleitorais apontando para um segundo turno entre Bolsonaro e Lula; à baixa popularidade do Presidente Temer e até mesmo à possibilidade de não se concretizar a reforma da Previdência. Esses e outros assuntos que movimentam os jornais, movimentam também o mercado financeiro.

Histórico recente: comparando com os outros meses

Independentemente de tentar “explicar” novembro ou não, vale colocar em perspectiva, comparando-o com os meses anteriores. Neste segundo semestre de 2017, minha carteira inteligente teve até agora uma rentabilidade excelente. De julho a outubro, as rentabilidades mensais que tive foram 1,19%; 1,22%; 1,35%; e 0,75%. A minha carteira tem nível de risco 4.

Rentabilidade do Felipe mês a mês 

Mês

   

Rentabilidade (%)

Julho
   
1,19
Agosto
   
1,22
Setembro
   
1,35
Outubro
   
0,75


De julho a setembro, a rentabilidade média ficou em 1,25% ao mês. Se todos os meses do ano fossem nesse patamar, a rentabilidade ficaria em mais de 16% em um ano, muito acima do
dobro da taxa de juros anual.

A rentabilidade estava claramente acima das nossas projeções e era de se esperar que houvesse um momento de correção. O difícil é saber quando esse momento vai chegar e qual será o tamanho da queda. Por isso, controlar o risco é mais importante do que ficar tentando prever o futuro. Você precisa ajustar sua carteira de investimento para que as altas e baixas — inevitáveis quando se pratica a diversificação — fiquem dentro dos limites do que você aguenta.

Se, após alguns dias de queda, a Vérios decidisse que a correção começou e resolvesse vender minha posição em bolsa de valores, eu teria perdido a forte alta dos dias 16 e 17/11. Além disso, teria pago taxas de corretagem para a corretora e antecipado para o governo os impostos que possuo provisionados pelo ganho que já obtive com essa posição. Uma jogada incerta (poderia valer a pena ou não), mas certamente ineficiente. Se a gestão da carteira inteligente fosse assim, o resultado seria, em média, pior pra mim.

Eu sei que passar pelos períodos de baixa sem vender nada — sem fazer nada — causa para algumas pessoas um grande desconforto. Mas, muitas vezes, não fazer nada é a melhor coisa a se fazer. A verdade é que, no longo prazo, a Vérios tem feito um bom trabalho por mim. Veja o desempenho acumulado, numa carteira que já tem mais de dois anos. Apesar dos grandes ganhos acumulados, dá pra ver no gráfico que as últimas semanas foram fracas:

Carteira do Felipe - acumulado
Carteira inteligente do Felipe x Inflação (IPCA)

Já passei por outros períodos ruins? Já, vários! Esse tem sido um período longo, é verdade. Porém menos intenso e mais curto que outros. E, no geral, o desempenho bate de longe – MUITO longe! – a inflação do período, medida pelo IPCA (a linha preta pontilhada do gráfico acima). Ou seja, estou tendo ganho real, ganho acima da inflação, com folga.

E as carteiras mais recentes?

Ok. Perder um pouco é menos doloroso quando já se ganhou muito. Se você criou sua carteira inteligente há poucas semanas, novembro não parece ser “uma correção” — fica mais com cara de um mau começo.

Se você começou a investir depois do dia 25/10 (tem menos de um mês de casa!), a melhor recomendação que posso te passar é que tenha um pouco de paciência. Uma carteira diversificada é uma estratégia vencedora para o longo prazo. Ela não se prova — e não deve ser avaliada — em períodos menores que 12 meses.

Mas a diversificação já tem conseguido apresentar bons resultados para contas recentes em geral. Veja abaixo o exemplo de uma carteira mais recente: um amigo do Ueslei que começou a investir no dia 17/08. Esse é o desempenho de cada ativo da carteira dele, do primeiro aporte até o dia 17/11 (apenas três meses!).

As parcelas que mais oscilam são as de renda variável. É possível perceber isso pela amplitude de movimento das linhas amarela e laranja, que representam Ações Brasil e Ações EUA. Por terem o comportamento mais arriscado, essas são as classes com menor proporção dentro da carteira inteligente. A bolsa brasileira, linha amarela, foi classe que mais caiu em novembro.

Desde o início da carteira inteligente dele em 17/08, a posição de bolsa brasileira desse amigo do Ueslei chegou a apresentar ganhos de 13,22% em 16/10. Depois devolveu dois terços dessa rentabilidade e chegou a 4,18% em 15/11; e por fim teve um repique e em apenas dois dias chegou a 7,88% em 17/11. É muita emoção!

No entanto, o desempenho fraco a partir do final de outubro não aconteceu só por conta da queda da bolsa brasileira. Você pode notar que as linhas do juros prefixados e juros corrigidos pela inflação também caíram (linha verde clara e linha roxa). Isso ocorreu por conta da oscilação de preços para baixo nos títulos indexados ao IPCA e os prefixados.

Aqui, existe uma dúvida muito válida: “Felipe, se a tendência é de queda de taxa de juros, por que esses títulos estão caindo?”

Quem lembra da dinâmica de preços desses papéis já sabe: se a expectativa é de queda na taxa de juros, os preços costumam subir no curto prazo, e vice-versa. Explicamos essa dinâmica em detalhes nesse artigo sobre a possibilidade de perder dinheiro no Tesouro Direto.

Então, repetindo a pergunta: se a tendência é de queda, por que os preços andaram caindo? A explicação é que esses títulos possuem prazos de vencimento para daqui a alguns anos. Mesmo com a tendência de queda de curto prazo, o mercado precificou uma expectativa de alta no médio e longo prazo.

Com o cenário político e econômico mais instável, as expectativas em relação ao futuro (dentro do período de vencimento de cada título) pioraram um pouco. Ou seja, os preços vinham subindo (pela perspectiva de queda), mas agora o mercado deixou de acreditar que o patamar de taxa de juros atual irá se manter até o vencimento dos títulos. Por isso os preços, que haviam subido nos últimos meses, recuaram um pouco.

É muita informação! Prefiro ficar no Tesouro Selic, mesmo

Eu juro que entendo essa sensação. É tanta informação que dá uma certa preguiça de entender tudo. Se você não quiser se preocupar com nada disso, tem duas opções. A primeira, é simplesmente deixar seu dinheiro no Tesouro Selic. Esse é o título do Tesouro Direto que possui o comportamento tradicional da renda fixa: rende um pouquinho todo dia, sem surpresas. Você pode ver isso no gráfico, na linha verde escura, pontilhada (juros pós-fixados), que o Tesouro Selic segue em linha reta, sem se abalar com as notícias do mercado. Esse é o rendimento do Tesouro Selic, antes de descontar os custos da B3 (antiga BM&F Bovespa).

Porém, você também vai reparar que, mesmo passando por esse período de turbulência e quedas, a carteira diversificada ainda teve um resultado superior ao de investir apenas no Tesouro Selic. Obviamente, se cortarmos mais ainda o período de análise, por exemplo, para novembro apenas, a interpretação seria diferente. Mas, com o passar de meses e anos, a carteira inteligente supera com tranquilidade o Tesouro Selic.

É exatamente por esse motivo que recomendamos a carteira inteligente apenas para os seus objetivos com prazo de mais de seis meses na mais conservadora, mais de 12 meses nos outros níveis de risco e, idealmente, mais de 24 meses. Faz parte da dinâmica do investimento termos momentos bons (como foi entre agosto e outubro) e momentos ruins (como está sendo do final de outubro até agora). Ao longo do tempo, os períodos bons são maioria e mais longos, se comparados aos ruins.

É isso que faz a estratégia de diversificação ser uma ótima opção para o longo prazo, recomendada por todos os especialistas sérios. Porém, se você fica muito desconfortável com oscilações de rentabilidade, não adianta querer diversificar e ficar se sentindo mal com isso. É melhor diminuir o nível de risco, ou até mesmo abandonar a diversificação e ficar só no Tesouro Selic. Você abre mão de rentabilidade no longo prazo, mas ganha tranquilidade.

Tudo bem. E quanto vai render em média, então?

Aqui na Vérios, não temos bola de cristal. Por isso, a gente não consegue dizer exatamente quanto vai render uma carteira diversificada. A verdade é que ninguém consegue prever esse tipo de coisa, mas algumas empresas gostam de fazer parecer que conseguem prever o futuro…

O que podemos fazer — e fazemos — é apresentar uma estimativa de rentabilidade, com a devida margem de confiança. Essas informações ficam disponíveis no nosso FAQ e são atualizadas periodicamente. Clique aqui e veja aqui as projeções atuais de rentabilidade.

Ainda sobre rentabilidade, um ponto importante é entender que o cenário econômico do país mudou. Aquele tempo de investimentos que rendiam 1% ao mês acabou. Quando a taxa de juros estava na casa de 15% ao ano, era fácil encontrar investimentos de renda fixa, simples e seguros, que rendiam mais de 1% ao mês.

Os tempos mudaram…
15% ao ano = 1,17% ao mês
7% ao ano = 0,56% ao mês

Agora, com os juros na casa de 7% ao ano, a renda fixa simples e segura deve render na casa de 0,56% ao mês. Qualquer coisa acima disso é resultado de uma estratégia envolvendo algum tipo de sofisticação e/ou risco.

Num primeiro momento, essa pode parecer uma notícia triste. Porém, juros baixos são sinais de uma economia mais madura e isso é bom. Além disso, o mais importante não é a rentabilidade nominal, e sim a rentabilidade menos a inflação: a rentabilidade real. Falamos um pouco sobre queda da Selic e rentabilidade nominal versus real num vídeo recente, clique aqui para ver.

Ok, eu confio. Vamos em frente!

Se você quer diversificar e quer um bom controle de risco, a Vérios é a melhor opção disponível. Nosso foco é entregar uma experiência de investimento fácil e segura. Muito do nosso trabalho é dedicado a controlar o risco da carteira inteligente. Mas para isso, você precisa ser honesto consigo mesmo e conosco: você tem estômago para aguentar uns meses piores, em busca de resultados melhores?

Nós montamos para você uma carteira diversificada com até cinco classes de ativos. O Tesouro Selic entra na equação justamente para reduzir o risco. Quanto menor sua tolerância ao risco, maior será a posição de Tesouro Selic para diminuir as oscilações da sua carteira.

Se você ficou desconfortável no último mês, fale com a Equipe UAAU – Unidade de Atendimento aos Amigos do Ueslei. Eles vão te ajudar a entender se é melhor diminuir o risco da sua carteira.

Se você ainda não é cliente da Vérios e pensa em experimentar, os períodos de baixa são os melhores momentos para começar. Você compra ativos com preços reduzidos, como se fosse uma promoção. Aproveite a Invest Week e comece agora. O valor mínimo inicial foi reduzido em mais de 80%, passando de R$ 12 mil para R$ 2 mil, válido apenas para contas criadas até o dia 24/11. Saiba mais sobre a Invest Week clicando aqui.

Se você tem sua carteira inteligente e bateu uma certa aflição, conte com a gente. Chame no chat ou por e-mail e fale sobre o que você está sentindo. Aqui na Vérios, o papel do robô é fazer operações matemáticas e financeiras. O atendimento é humano. Muito humano, por sinal. Já estamos no mercado financeiro há alguns anos, já passamos por momentos piores que esse mês de novembro e podemos afirmar: essas fases passam.

Resgatar na baixa é o erro mais comum no mundo dos investimentos, e a forma correta de evitar isso é ter certeza de que você entendeu e aguenta o risco da sua carteira. Se não ficou claro, nós podemos aprofundar num bate-papo. Conte conosco.

No caso do Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA, a rentabilidade corresponde ao resultado do mix de papéis, com diferentes vencimentos. A cada novo depósito, o Ueslei faz as contas e compra vencimentos diferentes, ajustando o duration total da minha posição de pré e de IPCA, em busca da exposição de risco correta para o meu perfil.

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Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

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CEO da Vérios, a fintech que te ajuda a fazer investimentos inteligentes, de forma fácil, rentável e segura. Pode confiar. Felipe conta com mais de 10 anos de atuação no mercado financeiro, e em 2011 cofundou o site Comparação de Fundos, primeiro a dar transparência a mais de 15 mil fundos de investimento. É advogado pela USP e pós-graduado em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA.

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