Por que decidi automatizar meus investimentos

automatizar investimentos

Meu nome é Raphael, moro no Rio de Janeiro, tenho 29 anos e trabalho na indústria de perfuração offshore. Eu não trabalho no mercado financeiro mas acredito que o que aconteceu comigo possa servir de exemplo a outros que também ficam angustiados com o sobe e desce do mercado.

Discípulo dos livros “Pai Rico, Pai Pobre” e “Casais inteligentes enriquecem juntos”, eu aos poucos fui economizando e consegui juntar algum dinheiro. No início não gostava de acompanhar o noticiário político e econômico, mas, sob a influência de um amigo, abri uma conta numa corretora e comecei a acompanhar o que os “especialistas” falavam. Acredito que se você está lendo esse blog, deve ter passado pelo que eu passei.

Eu ficava tentando descobrir se o dólar iria subir ou cair. Será que está na hora de comprar ou de vender? Analisava séries históricas de ações, criava planilhas, acompanhava as notícias do último minuto, lia as atas das reuniões do Copom e relatórios com estratégias “matadoras” para ganhar com opções… Tudo isso pra abrir o site da corretora e fazer aquela operação sinistra que me daria uma rentabilidade surreal. E que eu contaria, tirando onda, para meus amigos no trabalho.

A realidade é que algumas vezes eu mandei bem, mas na maior parte delas eu perdi algum dinheiro – não muito, mas algum. Acho que, de tanto que estive imerso no mercado financeiro, fiquei até bom. Não tenho a inocência de quem começou na bolsa ontem. Mas perdi tempo. Muito tempo.

Hoje, eu vejo isso claramente. Mas quando você está dentro dessa espiral de ganhar e perder, é difícil sair. O mercado financeiro, principalmente o de renda variável, é como um jogo de azar, um cassino. Eu nunca vou ter tempo nem dinheiro para ser um jogador profissional.

O desgaste emocional de ver as operações dando errado foi muito maior do que a satisfação quando alguma dava certo. Eu estava em busca de algo que me dissesse o que fazer. Não queria ler o relatório de 20 páginas, queria pular para o final onde tinha o código do papel e a quantidade a comprar.

Comecei a perceber que alguma coisa não estava certa. Continuei estudando sobre técnicas de investimento quando eventualmente cheguei num e-book sobre alocação de ativos de um blogueiro de finanças. Já era uma luz para me guiar. Muitas planilhas do Excel depois, cheguei a uma distribuição em classes de ativos e comecei a tentar implementar manualmente.

Não consegui. Sabe aquela ação que você comprou há um tempão achando que ia subir mas caiu muito… e até hoje você não vendeu, na esperança? Pois é.

Continuei pesquisando e encontrei empresas nos Estados Unidos que faziam automaticamente o que eu estava tentando fazer numa planilha. Isso tinha que existir no Brasil também.

Assim eu conheci a Vérios. Estava em busca de um serviço que me desse aquela sensação boa de estar investindo meu dinheiro da melhor forma possível. Eu não queria perder boas oportunidades. Só queria me libertar de ficar tentando adivinhar o que vai valorizar, o que vai desvalorizar… A grande verdade é que ninguém tem como realmente saber.

No decorrer de uma semana eu li todas as postagens no blog da Vérios e depois de concluir que eles seguiam o modelo de investimento que eu tinha pesquisado, fiz meu cadastro para a fase beta e fiquei aguardando.

O convite para a abertura de conta na Vérios veio bem na época do impeachment da presidente Dilma. Ou seja, num momento de alta volatilidade do mercado, onde eu poderia ter várias “oportunidades” de ganhar (ou perder) uma grana na bolsa.

Eu já investia com uma corretora parceira da Vérios então o processo foi basicamente autorizar o início. A sensação foi a de estar ligando a “Skynet”, rs, deu um friozinho na barriga.

O pessoal da Vérios começou a montar a minha carteira – na verdade, foi o robô da empresa, o Ueslei (ainda não sei de onde eles tiraram esse nome, mas um dia ainda pergunto sobre “aquele 1% vagabundo”, rs). Nessa semana, o mercado estava nervoso. Meus amigos só falavam das operações que estavam fazendo pra ganhar com o impeachment. E eu lá, sem dinheiro para fazer minha aposta, afinal tinha acabado de ligar o piloto automático.

Você pode imaginar o que eu fiz, né?

Entrei em contato com eles e pedi para adiarem a compra dos ativos, porque eu precisaria dos recursos para fazer uma operação de um dia.

Passaram algumas horas e, enquanto eu pensava na melhor “aposta” para aplicar meus recursos de um dia para o outro, me dei conta de uma coisa.

Eu sei que o modelo matemático e os algoritmos que a Vérios usa para alocar os ativos e manter as proporções constantes é ordens de grandeza superior a qualquer conjunto aleatório de recomendações de “especialistas”. A simplicidade e automação foram os fatores que mais me empolgaram por esse tipo de serviço de investimento.

Mesmo conhecendo há algum tempo a Teoria Moderna do Portfólio e tendo lido vários livros sobre o assunto, o fator emocional sempre foi uma barreira para mim. Costumo agir por impulso. Ou costumava, rs.

Depois que mandei o e-mail pedindo pra Vérios “segurar” os recursos, voltei a refletir e vi que a grande jogada de um portfólio com rebalanceamento automático é justamente eu não ter que me preocupar com mais nada.

Pedi, então, para “ligarem” novamente o Ueslei na minha conta. Já eu, resolvi me “desligar” daquele turbilhão econômico e passar a confiar no método que ganhou um Prêmio Nobel de Economia.

Hoje, vejo que o serviço que a Vérios oferece é de extrema valia para mim, e sempre falo dele para outras pessoas.

Tenho conversado com diversos amigos que estão naquela de gastar boa parte do tempo estudando investimentos, e a primeira reação é de espanto… “Mas como assim você deixa que um algoritmo cuide disso?”, é o que sempre perguntam.

Um grande trabalho de educação do público precisa ser feito para que o conceito de serviço de investimento automatizado (ou robo-advisors, como chamam no exterior) seja mais divulgado no país. Hoje, o que é “cool” é gastar horas fazendo análises técnicas ou fundamentalistas, seguindo blogs de investimento e assinando casas de research para ter relatórios diariamente no e-mail.

Quando você está nessa, tudo é muito interessante e dá para tirar onda num churrasco com os amigos para ver quem tem mais informação. Mas dando um passo atrás e olhando o cenário como um todo, vejo que meu tempo hoje é muito melhor empregado em outras coisas que não o mercado financeiro, e eu estou muito mais feliz com isso.

A onda para mim agora é dizer que eu não preciso mais me preocupar com o ânimo do mercado, porque qualquer que seja o movimento, minha alocação é sempre a melhor possível para o risco que eu sei que estou disposto a correr.

As pessoas me fazem aquela pergunta clássica: “Mas como está sendo o retorno?”… Para a maioria, a resposta passou a ser ainda mais surpreendente: “Não faz diferença, não estou tentando ganhar do mercado: cada pedaço da minha carteira está tendo exatamente o desempenho esperado de cada tipo de investimento”.

A reação na cara das pessoas é quase a propaganda da Mastercard… não tem preço, rs.

***

Se você se identificou com o Raphael, conte pra gente sua história também. Você pode deixar nos comentários ou, se preferir, falar conosco por email: falacomigo@verios.com.br.

Você curtiu essa guinada de qualidade de vida que o Raphael deu? Se quiser seguir o mesmo caminho automatizando seus investimentos de um jeito inteligente, comece simulando a carteira inteligente ideal para o seu perfil de risco.

Por que decidi automatizar meus investimentos
4.5 (90%) 4 votos

Categorias: Senta que lá vem história, Planejamento pessoal, Plano de investimento, Por dentro da Vérios
  • Rodrigo Augusto

    Muito bom texto, e é exatamente assim q muitas pessoas devem se sentir, sem tempo e precisando de soluções como o Uéslei, parabéns a Vérios por ter trazido a solução. Mas e o 1% vagabundo? Rs

    • Rodrigo, não posso dizer que o Ueslei também é gente, mas ele também tem esse lado maroto. Ouvi dizer que 99% do tempo ele fica trabalhando por você, mas naquele 1% ele fica xeretando a vida dos outros no Facebook…

  • Marcos

    Parabéns a Vérios pelo trabalho na sistematização na escolha dos ativos para investimentos. Gostaria de entender três pontos mencionados no texto: se estão previstos alavancagem, posições vendidas em algum ativo e com que frequência deve-se ocorrer o rebalanceamento. Grato

    • Obrigado, Marcos!
      1) Não há alavancagem nas carteiras e não há plano de incluir.
      2) Idem para posições vendidas.
      3) A frequência do rebalanceamento é individual, ou seja, acontece em cada conta e depende de fatores como o volume aplicado, hábito de depositar com regularidade, nível de risco da carteira e volatilidade dos mercados. Nos últimos 12 anos, as carteiras que ficassem sem fazer nenhum novo aporte teriam rebalanceado entre 1 e 3 vezes ao ano. Quando você faz novos aportes, o dinheiro novo já é utilizado para equilibrar a carteira, dispensando um rebalanceamento.
      Você encontra mais info sobre rebalanceamento nessa resposta bem detalhada, nos comentários desse artigo: https://verios.com.br/blog/o-uber-dos-investimentos/#comment-2670913557
      Abs,
      Felipe

  • Felipe Nogueira

    Me identifiquei bastante com esse relato. Para mim ser cliente da Vérios é como ser passageiro em um transatlântico que você sabe que está muito bem preparado para navegar tanto em águas calmas como em tempestades. Pode não ser a embarcação mais rápida do mundo mas tem plena capacidade de te levar a qualquer lugar em segurança sendo que você só tem que se preocupar em aproveitar a viagem.

    • Daniel Resende

      Valeu Felipe, gostei muito da comparação. Acho que você captou bem a essência do sistema automatizado, não ter preocupações com o aspecto financeiro, que é uma parte importante da vida, mas não é a que você quer gastar mais tempo se dedicando.

      Boa viagem aí.

  • Edu Stefanini

    Minha experiência com a Vérios é bem similar ao que foi narrado pelo Raphael.

    Penso que poderia me desdobrar para investir em uma nova área de conhecimento, contudo, eu não teria nenhuma garantia de que a curva de aprendizado seria rápida o suficiente para a conquista dos meus objetivos ou mesmo se sentiria algum prazer aprendendo tudo isso contra a vontade.

    Ao mesmo tempo, a consciência de que era preciso poupar e investir sempre existiu.

    Talvez a soma desses fatores, acabam fazendo com que as pessoas optem por deixar o dinheiro na poupança com o seguinte pensamento:

    – É melhor render um pouquinho do que nada!

    É o tal do conformismo.
    Fiquei assim durante bons anos, rs.

    E aí nos sentimos incomodados e surge o momento que tentamos sair da inércia, batemos no peito e afirmamos que iremos deixar a preguiça de lado e diversificaremos nossos ativos.

    Embora seja louvável a busca por algo melhor, penso que, ao fazer isso sem nenhum conhecimento, buscando atalhos e nos deixando influenciar pelos pitacos daqueles que “manjam tudo sobre os investimentos” , tentando surfar na mesma onda dos bem-sucedidos, é explicitamente comprovado que o resultado acaba sendo infeliz.

    A minha satisfação está em poder aprender um pouco da área financeira sem aquela pressão da NECESSIDADE na obtenção de conhecimento, correndo contra o tempo para “não continuar perdendo dinheiro” e sim, pelo simples prazer de evoluir intelectualmente em um tema que não está relacionado à minha formação profissional, investindo apenas o tempo que quero disponibilizar esta tarefa.

    Enquanto isso, sei que minha aplicação financeira está sendo administrada por um sistema inteligente e automatizado, deixando de lado quaisquer preocupações e estresse que eu teria em ficar buscando a suposta decisão correta de investimento para não me dar mal ou com aquele fardo em saber que meu capital está rendendo muito menos do que poderia por culpa da minha preguiça.

    • Fantástico, Edu! Ficamos muito satisfeitos de ver os clientes que entendem que investimento não é só dinheiro. O tempo e o esforço que você coloca pra entender o mercado financeiro, se não for por prazer, é trabalho, é investimento. E isso não garante nenhuma melhoria de rendimento, mas pouquíssimas pessoas colocam isso na conta pra saber se o seu assessor financeiro está valendo a pena. Você já está à frente da grande maioria. Abraço!