Rebalanceamento da carteira de investimentos: o que você precisa saber

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Investir é transportar seu patrimônio financeiro do presente para o futuro. A melhor maneira de fazer isso é adotando uma estratégia consistente de alocação de ativos1Por isso, quando você constrói uma carteira diversificada, são definidos os percentuais ideais de cada tipo de investimento para compor um mix adequado ao seu perfil de tolerância a risco. Mas essa estratégia só funciona se você for capaz de manter a alocação por longos períodos, em diferentes condições do mercado.

Não dá para saber ao certo se na semana que vem a taxa de juros estará mais alta ou mais baixa; mas certamente ela flutuará. Assim como a bolsa de valores, a inflação… Alguns ativos da sua carteira irão se valorizar, enquanto outros se desvalorizarão. É uma questão de tempo até a alocação da sua carteira de investimentos se distanciar das proporções inicialmente estabelecidas. É então que o rebalanceamento deve entrar em cena.

O que é o rebalanceamento e quais seus benefícios

Rebalancear sua carteira de investimentos nada mais é do que ajustar o percentual atual de cada ativo na carteira para os percentuais determinados por sua estratégia de alocação. É retomar o equilíbrio inicial da sua carteira.

Uma disciplina de rebalanceamento consiste em vender os ativos que tiveram rentabilidade acima do esperado (que estão em alta) e comprar aqueles cuja rentabilidade ficou abaixo do esperado (que estão em baixa), de maneira a trazer sua carteira de volta à alocação original.

Mas o que o rebalanceamento faz por você?

  1. Mantém sua carteira de investimentos alinhada ao seu perfil de risco;
  2. Pode contribuir para retornos um pouco maiores no longo prazo; e
  3. Previne um clássico erro de comportamento: comprar na alta e vender na baixa.

Vamos ver cada um desses benefícios em mais detalhes.

O rebalanceamento mantém o risco da carteira adequado para você

O rebalanceamento é um meio de readequar o nível de risco da carteira ao nível de risco adequado para o investidor. Como? Vamos a um exemplo prático.

Entre 2002 e 2007, o Brasil estava em um ciclo de crescimento e os mercados em geral performaram bem. Carteiras de investimento que possuíam ativos de maior risco, como ações, tiveram forte valorização. Os ativos de renda variável valorizaram-se mais do que os de renda fixa. Num período como esse, uma carteira hipotética com alocação inicial de 50% em bolsa e 50% em CDB poderia terminar com cerca de 75% em bolsa e 25% em CDB, fora das proporções escolhidas.

Sem que nenhuma medida fosse tomada, a carteira ficou mais arriscada. Quando o mercado estava indo bem, o peso maior das ações proporcionou uma rentabilidade extraordinária à carteira. No entanto, quando a crise de 2008 derrubou os mercados, essa mesma carteira sofreu uma queda bem maior do que se ela sofreria se tivesse sido rebalanceada.

O rebalanceamento retorna o risco da carteira de volta ao nível definido inicialmente

A sua tolerância a riscos não acompanha a flutuação dos ativos no mercado2. Não é raro ver investidores que, nos períodos de vacas gordas, tornam-se mais confiantes e até afirmam gostar de assumir mais riscos. Mas no momento em que o risco mostra sua face negativa é que é possível saber qual o verdadeiro apetite de cada investidor. E poucos realmente toleram riscos em períodos de baixa do mercado.

Rebalancear pode aumentar a rentabilidade no longo prazo

Manter uma disciplina de rebalanceamentos não apenas lhe protege de tomar mais risco do que realmente tolera, como também pode ter efeitos positivos na rentabilidade da sua carteira a longo prazo.

Uma simulação feita pelo J.P. Morgan Asset Management com uma carteira hipotética com ações e títulos do mercado norte-americano aponta que o rebalanceamento periódico contribuiu para aumentar em 60% o retorno3.

Gráfico extraído de estudo do J.P. Morgan sobre rebalanceamento

Como isso é possível? O principal fator é a disciplina de seguir um metodologia de rebalanceamento previamente definida, evitando erros de comportamentos provocados pelas emoções. Esses erros que podem lhe custar muito caro são minimizados quando se tem critérios estabelecidos.

Rebalancear ajuda a comprar na baixa e vender na alta

Rebalancear é o único caminho que conheço para você aumentar as suas chances de comprar na baixa e vender na alta de forma disciplinada, não emocional.

Carl Richards, CFP®

Investidores tendem a cometer um erro comportamental clássico: comprar quando todo mundo está ganhando e fugir quando estão perdendo. O resultado mais direto é que você acaba comprando na alta e vendendo na baixa.

É isso que acontece com muitos que chegam atrasados aos investimentos da moda: eles pegam o auge da valorização do ativo. Pagam caro para entrar no final da festa. Em vez de colher a rentabilidade da alta, como aqueles que já estavam posicionados no investimento desde sempre, eles se expõem ao movimento que sucede o auge: a queda acentuada do valor de mercado. No desespero, aceitam um preço desvantajoso para sair, vendendo seus ativos desvalorizados.

A baixa de um ativo é o melhor momento para comprá-lo. Afinal, seu preço está com desconto. É como comprar na liquidação

Em uma carteira de investimentos continuamente rebalanceada, a baixa de um ativo é o melhor momento para comprá-lo. Afinal, seu preço está com desconto. É como comprar na liquidação.

Uma carteira sempre rebalanceada ajuda você a evitar isto:

Ganancia: comprar. Medo: vender. Repita ate quebrar
Adaptação de um dos sketches de Carl Richards, com tradução livre da Vérios

O consultor de investimentos Carl Richards cita Warren Buffett em um artigo sobre o rebalanceamento: “A chave para obter sucesso nos investimentos é ser ganancioso quando todos estão amedontrados, e amendrontado quando todos estão ganaciosos”4.

Sim, rebalancear é uma atitude racional e contraintuitiva. É emocionalmente desafiador desfazer-se do ativo que está indo melhor em sua carteira

Sim, rebalancear é uma atitude racional e contraintuitiva. Para o investidor, é emocionalmente desafiador desfazer-se do ativo que é o atual “campeão” da carteira. (Esse é um dos aspectos em que robôs são melhores que humanos. Se você tem dificuldade de seguir uma disciplina de rebalanceamento, pode confiar neles.)

Rebalanceamento na prática

Como rebalancear

Até agora, abordamos apenas os benefícios de rebalancear sua carteira de investimentos, mas essa prática também traz dilemas – e custos.

Reequilibrar seus ativos na carteira significa vender alguns e comprar outros. Isso gera custos de transação, que por sua vez impactam a rentabilidade da carteira. Além dos custos, há a eventual incidência de Imposto de Renda (que, do ponto de vista do investidor, também atrapalha a rentabilidade).

Fazer novas aplicações ou reinvestir dividendos ou cupons ajuda a diminuir o custo de rebalancear

Duas maneiras de rebalancear sua carteira de forma menos custosa são fazer novas aplicações regularmente e reinvestir dividendos e cupons. Assim, o dinheiro novo pode ser direcionado para aumentar a posição daqueles ativos que perderam participação na carteira, sem precisar vender nenhum ativo.

Quando rebalancear

Em teoria, o ideal seria rebalancear a cada oscilação do mercado. Os custos de transacionar os ativos constantemente, no entanto, seriam proibitivos. E um rebalanceamento inteligente precisa ser orientado à redução de custos. De que adianta uma carteira que segue rigorosamente a alocação estabelecida se os custos de comprar e vender ativos minguam sua rentabilidade?

Uma metodologia comum no mercado é o rebalanceamento periódico: a cada período, são realizadas as transações necessárias para retornar a carteira à alocação original, independentemente da dimensão da oscilação dos ativos.

Algumas pessoas seguem essa rotina a cada mês, a cada seis meses ou até mesmo de ano em ano. Uma crítica comum a essa metodologia é que algumas vezes a variação da carteira pode ser pequena demais para justificar os custos de rebalancear, ao passo que podem ter ocorrido desequilíbrios grandes durante o ano que não foram aproveitados.

Outra metodologia é o rebalanceamento por faixas, que envolve a definição de limites para a oscilação dos percentuais dos ativos na carteira. Em vez de adotar rotinas periódicas, determina-se um intervalo de tolerância. Enquanto os ativos estiverem dentro desses limites, não será feito o rebalanceamento.

Para dar um exemplo de rebalanceamento por faixas, podemos estipular que cada investimento que compõe a carteira pode oscilar 30% para cima ou para baixo, e que o rebalanceamento só será feito quando esse limite for ultrapassado. Se a alocação desejada de ações na carteira é de 20%, é aceitável que seu percentual flutue entre 14% e 26%. Um dos fatores para determinar as faixas é o custo de transação.

Com o desenvolvimento tecnológico fica cada vez mais viável monitorar carteiras individualmente e de forma sistemática, por meio de algoritmos

Uma crítica comum a essa metodologia é a dificuldade de monitorar a carteira diariamente, o que implicaria custos muito altos se você precisar destinar um assessor ou analista para essa função. Porém, com o desenvolvimento tecnológico, é viável monitorar carteiras individualmente, de forma sistemática e automática, por meio de algoritmos, todos os dias. É assim que a Vérios defende o rebalanceamento.

Veja um exemplo de como fazemos o monitoramento de rebalanceamento por faixas:

Rebalanceamento por faixas: o sobe-e-desce dos ativos determina o momento de rebalancear

Cada bolinha é um investimento que compõe a carteira inteligente. O tamanho da bolinha representa o tamanho da posição. A linha central é a alocação que temos como objetivo e as demais linhas sinalizam faixas de rebalanceamento. Observe como as posições em cada investimento sobem e descem ao longo do tempo, fazendo as bolinhas quicarem: é a flutuação dos preços de mercado dos ativos.

Se observarmos o histórico de posições de cada bolinha, teremos gráficos como estes:

Gráficos com exemplos de carteiras rebalanceadas por faixas

Cada linha colorida representa um dos ativos da carteira inteligente de um investidor. No eixo vertical, você pode ver a participação relativa de cada ativo na carteira: quando a linha está abaixo do 1, o ativo está sub-representado (desvalorizado); quando está acima, está super-representado (valorizado). Quando uma das linhas dá um salto brusco, é porque houve um rebalanceamento, ou porque um novo aporte foi aproveitado para devolver todos os ativos da carteira mais para o centro da meta.

Para mais detalhes, assista ao vídeo explicativo sobre o rebalanceamento automático da Vérios.

Resumindo

Investir é uma atividade contínua no tempo. Você pode estudar bastante e dedicar boa parte do seu tempo livre a tentar encontrar as melhores oportunidades do momento para o seu dinheiro, sem nenhuma garantia. Ou pode optar por um caminho menos trabalhoso e mais eficiente: investir de forma diversificada em uma carteira alinhada ao seu perfil e objetivos, lançando mão do rebalanceamento para mantê-la sempre equilibrada.

A prática do rebalanceamento mantém sua carteira dentro do nível de risco que você tolera, pode contribuir para aumentar sua rentabilidade no longo prazo e ajuda a você a domar suas emoções ao lidar com investimentos. Mas não esqueça: o rebalanceamento bem feito deve levar em consideração os custos e tributos que incidem ao comprar ou vender ativos.

Se você pratica o rebalanceamento, conta pra gente nos comentários que métodos usa e como você faz na prática. Obrigado!

Os estudos de Brinson, Hood e Beebower (1986) e Wallick, Shanahan, Tasopoulos e Yoon (2012), apesar de realizados em épocas distantes, chegaram à mesma conclusão: a metodologia de alocação de recursos entre mercados é responsável por cerca de 88% do resultado de uma carteira. Apenas 12% podem ser atribuídos à gestão (ativa ou passiva) dentro de cada classe, ou seja, às práticas de stock-picking (seleção de ações uma a uma para compor a carteira) e de market-timing (tentativa de prever os movimentos do mercado).

Em geral, sua tolerância a riscos se altera quando há alguma mudança significativa em seu perfil ou objetivos. Por exemplo, alguém que poupava para a aposentadoria muda de planos: decide usar o dinheiro para comprar um imóvel no curto prazo. Antes, a tolerância a riscos era maior porque o horizonte de investimento era maior. Com a mudança de objetivo, convém seguir uma estratégia mais conservadora, para evitar o impacto de possíveis perdas no curto prazo.

J.P. Morgan Asset Management Market Bulletin, February 27, 2014.

Na Vérios, somos fãs dos artigos e livros de Carl Richards. Ele escreve (e desenha no guardanapo!) sobre investimentos de forma direta e bem-humorada, sem os jargões que muitos consultores gostam de adotar. Leia seu artigo sobre rebalanceamento no site do The New York Times (em inglês).

 

Rebalanceamento da carteira de investimentos: o que você precisa saber
5 (100%) 1 voto

Categorias: Aposentadoria, Economia comportamental, O que você precisa saber, Planejamento pessoal, Plano de investimento
  • RS

    Olá.
    Como impedir que o rebalanceamento o conduza a comprar mais e mais de um ativo ruim a cada nova queda (imagine o investidor quer dentro de seu grupo de ações tenha ações da OGX ou, para não usar um exemplo tão extremo, petrobras, oibr, PDG e outras outrora bluechips)?

    • Olá, RS! Bom dia.

      O rebalanceamento deve ser aplicado entre classes de ativos, ou seja, no nível da alocação macro-econômica entre diferentes mercados: ações, juros prefixados, inflação, investimento no exterior, etc. O principal objetivo é manter o risco da carteira no patamar correto, adequado ao investidor.

      Além disso, convém que o rebalanceamento venha acompanhado de uma avaliação crítica dos ativos que compõem a carteira. Esse é um dos motivos pelos quais não usamos uma ação ou papel específico, e sim um índice que representa sempre as 50 maiores empresas da bolsa brasileira. As que forem perdendo valor (como OGX), vão perdendo espaço no índice e acabam saindo do portfólio.

      O índice IBrX é melhor nesse quesito, pois é ponderado por valor de mercado. Isso faz com que as ações que caíram percam peso no índice e não tenham que ser recompradas, ao contrário do que ocorreu no Ibovespa na época da OGX em que ela perdia valor e ganhava mais espaço no índice, porque tinha aumentava o volume de negociação especulativa com OGX. Isso fez o Ibovespa cair mais do que deveria e levou inclusive a uma revisão do método de cálculo.

  • Daniel

    Olá! Numa carteira cuja alocação é, por exemplo, 50% em renda fixa (Tesouros SELIC, Prefixado e IPCA+), 30% em renda variável (BOVA11, SMAL11 e PIBB11) e 20% em FIIs, o rebalanceamento deve ser entre as classes de ativos ou, além disso, também nas subclasses (entre os títulos, entre os ETFs e entre os FIIs)?

    • Daniel Resende

      Olá Daniel,

      No rebalanceamento olhamos tanto a alocação nas classes quanto a duration dos ativos. No caso dos ETFs de ações, cuidamos apenas do percentual de alocação da classe, pois o rebalanceamento dos ativos é feito pelo gestor do ETF. No caso dos tesouros diretos, nós fazemos o rebalanceamento tanto do percentual na classe, quanto da duration dos ativos.

      Quanto às classes, nós não dividimos apenas em renda fixa e renda variável. Olhamos para as classes mesmo, no caso de renda fixa trabalhamos com Pós-fixada, Prefixada e Inflação. Em renda variável trabalhamos com ações Brasil e ações EUA. Não usamos ativos imobiliários devido a falta de liquidez, mesmo se considerarmos os fundos imobiliários.

      • Daniel

        Ok Daniel, porém, no caso dos ETFs, me referi ao rebalanceamento entre BOVA11, SMAL11 e PIBB11, em uma pré-divisão de 10% para cada, por exemplo, compondo os 30% para renda variável, que havia exemplificado acima. Poderia esclarecer também, por gentileza, essa duration dos ativos? Seria o vencimento dos títulos? Grato pela atenção.

        • Daniel Resende

          Usamos apenas o PIBB11, agora com as novas mudanças do Índice Bovespa eles estão bem mais parecidos. Na prática tanto faz comprar um ou outro, eles se comportam de maneira muito semelhante, com a diferença que o PIBB11 é bem mais barato e portanto tende a ir melhor.

          O SMALL11 enfrenta problemas de liquidez, você pode até olhar o número de negócios médios e achar que não há problemas, mas acredite, em um momento de quedas bruscas de mercados a liquidez dele seca completamente e você precisa vender com descontos muito grandes para transformar em dinheiro. Além disso ele não possui um comportamento muito diferente do PIBB11 ou do BOVA11, ele é como os outros só que um pouco mais amplificado, cai mais e sobe mais. Não há benefícios reais de diversificação, apenas uma falsa sensações de se estar diversificado.

          A duration do ativo é uma forma mais complexa de olhar para o vencimento, com diferença que ela leva em conta não apenas o vencimento do ativo, como também seus pagamentos de juros. Um título que paga juros a cada seis meses funciona como se fossem vários pequenos títulos com vencimentos a cada seis meses e um título maior com o vencimento no vencimento mesmo, a duration é a média desses vencimentos.

          Dá pra complicar bem as questões de rebalanceamento e diversificação, mas deixamos simples para o cliente não ter que se preocupar com isso.

          • Daniel Areco Ribeiro

            Entendido. Muito grato!

  • Daniel Areco Ribeiro

    Bom dia! Nos rebalanceamentos, para o meu caso em que realizo aportes mensais, posso utilizá-los para rebalancear a carteira mensalmente ao invés de vender ativos valorizados para comprar os desvalorizados?

    • Com certeza, Daniel! É assim que fazemos na Vérios também. Cada novo aporte é uma oportunidade de rebalancear a carteira sem realizar nenhuma venda, basta comprar nas proporções certas. Nós fazemos isso automaticamente para todos os clientes.

  • andregui7
  • Daniel Areco Ribeiro

    Uma dúvida que tenho é se utilizo a alocação de ativos apenas na parte do meu capital destinada ao longo prazo (para independência financeira, p. ex.), ou a aplico englobando todo o capital. Ou seja, dessa alocação geral retiro o que for usar em curto e médio prazos também?

    • Daniel, a diversificação se torna mais importante conforme o seu prazo for mais longo. Nos objetivos de curtíssimo prazo, menos de 6 meses, o ideal
      é ficar só na renda fixa pós-fixada. Em prazos mais longos, a diversificação faz sentido, mas não é uma regra única que se aplica a tudo. Você vai adaptando conforme o prazo que resta até a data esperada de uso dos recursos.

      De 6 a 12 meses dá pra pensar em ter alguma coisa prefixada ou atrelada à inflação, mas com prazo curto, adequado ao prazo do objetivo. Acima de 12 meses começar a diversificar em mais classes, até pensar em renda variável em pequena proporção. E para prazos de mais de 2 anos dá pra começar a ser mais arrojado. Vale também lembrar de revisar a estratégia a cada 6 meses, repensar os objetivos, avaliar se os planos ainda são os mesmos.