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21 de Março de 2018 Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

Rentabilidade da Vérios em 2017

21 de Março de 2018

É muito comum no mercado financeiro que as gestoras divulguem os resultados de seus produtos do ano anterior. Na Vérios não concordamos muito com isso, pelo simples motivo de que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Essa frase sempre estará escrita em letrinhas miúdas, porque fazer esse alerta é uma obrigação imposta às instituições financeiras. Nós fazemos questão de informar isso no primeiro parágrafo, em letras grandes e negrito!

Esse aviso é muito importante porque, na verdade, a rentabilidade passada tem pouca ou nenhuma relação com o rendimento que você vai ter daqui pra frente, mas as pessoas insistem em escolher investimentos olhando no retrovisor, consultando os rankings…

Por outro lado, entendemos que divulgar a rentabilidade passada é uma forma de agregar transparência à gestão. Por esse motivo, sim, acreditamos que é importante compartilhar com você o retorno que nossos clientes obtiveram. Neste artigo, mostramos a rentabilidade média da Carteiras Inteligente da Vérios em 2017.

Rentabilidade em 2017: Vérios x Poupança, Inflação, CDI e Ibovespa

Os gráficos acima comparam as rentabilidades das carteiras administradas pela Vérios (linhas azuis) com quatro indicadores: a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o rendimento da caderneta de poupança, o CDI e o Índice Bovespa, no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017.

Veja na tabela abaixo o retorno percentual no ano comparado aos indicadores.Tabela de rentabilidade da Vérios em 2017 comparada com CDI, Ibovespa, poupança e IPCAPara consolidar os dados apresentados no gráfico e na tabela, consideramos a média da rentabilidade diária de todas as carteiras. Mas por que a média diária de todas as pessoas?

A maioria das gestoras de investimentos trabalha com fundos. Cada fundo é um único produto da empresa, e o trabalho é focado nos produtos. Nesses casos, não se mede a rentabilidade de cada cliente, mas sim de cada produto. Na Vérios, fazemos diferente.

Trabalhamos com carteiras administradas, e não com fundos. Cada cliente tem sua própria carteira e nosso foco é sempre no indivíduo. Os valores e datas de cada depósito que você faz influenciam seu resultado final. Assim, carteiras com um mesmo nível de risco podem ter rentabilidades ligeiramente diferentes umas das outras.

Não existe um “fundo da Vérios” — cada cliente tem uma carteira personalizada com os ativos em seu nome e CPF, na sua própria conta na corretora

A proporção das classes de ativos em cada uma das carteiras sempre respeita nossos níveis de tolerância de rebalanceamento, gerenciados individualmente em cada conta de maneira a reduzir custos e tributos. Por isso, pode acontecer de uma carteira ter 19,3% do patrimônio investido em uma classe de ativos, enquanto em outra carteira de mesmo nível de risco essa mesma classe representa 19,9%. Foi por isso que calculamos a média de todos os retornos para gerar um comportamento representativo de cada nível de risco.

Fatores como o momento do mercado no dia em que a carteira foi montada e frequência de aportes adicionais contribuem para diferenças na rentabilidade individual dos clientes no curto prazo, mas na média anual todos acabam ficando bem próximos do que divulgamos aqui.

Agora você já tem acesso à rentabilidade das carteiras da Vérios em 2017, mas não interrompa a leitura aqui. Convidamos você para refletir mais um pouco conosco.

Projeção x realidade

Sempre publicamos a rentabilidade esperada das carteiras da Vérios em nosso site, na página Estratégia de Investimento, que é atualizada mensalmente.

No começo do ano passado a expectativa para a taxa de juros no final de 2017 era de 10,25%, veja mais no Relatório Focus. Mas por que essa informação é relevante?

Vou entrar em alguns detalhes mais técnicos de como fazemos as nossas projeções para poder linkar com a expectativa em relação à taxa de juros para o final do ano passado.

A nossa projeção é sempre feita com base em um ativo livre de risco da economia, no caso da economia brasileira podemos utilizar a própria Selic como representante desse ativo. No entanto, como não é possível investir diretamente na Selic, utilizamos o CDI para basear as nossas projeções. Se você tem alguma dúvida em relação a esses termos, sugiro que veja o seguinte artigo: O que é o CDI?

Nós sempre chegamos nos retornos esperados por classe como uma soma, CDI + X%, e com base nas projeções em relação à taxa de juros, nós publicamos os retornos nominais das nossas carteiras.

Agora voltando à projeção da taxa de juros no começo do ano passado, ela estava em 10,25% para o final do ano e agora que o futuro virou presente (no caso passado, já) sabemos que a taxa de juros finalizou o ano em 7% e não em 10,25% como estava sendo calculado.

Essa informação tem um impacto direto nas nossas projeções. Do mesmo jeito que o mercado no começo do ano esperava uma queda da Selic mais lenta, as nossas expectativas de retorno também continham essa informação de forma implícita. O que isso significa na prática?

Que as nossas projeções feitas em janeiro de 2017 estavam um pouco acima, em valores nominais, do que realmente aconteceu. Veja abaixo:

Projeção de rentabilidade das carteiras em janeiro de 2017

Isso significa que o resultado foi ruim? Não.

Da mesma forma que as projeções do Relatório Focus foram se ajustando durante o ano, as nossas também foram. Por isso, te convido a olhar mais de perto as projeções e o resultado obtido no ano passado.

Segue abaixo a comparação das rentabilidades nominais projetadas das carteiras da Vérios no início de 2017 em relação ao CDI na época: 

Nível de risco
(% de volatilidade)

 

 

Rentabilidade projetada

 

 

% do CDI

Carteira 1

  

13,30%

 

 

103,1%

Carteira 2

  

13,72%

 

 

106,4%

Carteira 3

  

14,14%

 

 

109,7%

Carteira 4

  

14,56%

 

 

112,9%

Carteira 5

  

14,98%

 

 

116,2%

Agora veja como foi o desempenho das carteiras em relação ao CDI, na prática: 

Nível de risco
(% de volatilidade)

 

 

Rentabilidade obtida

 

 

% do CDI

Carteira 1

 

 

9,99%

 

 

100,6%

Carteira 2

 

 

10,76%

 

 

108,3%

Carteira 3

 

 

11,48%

 

 

115,6%

Carteira 4

 

 

12,33%

 

 

124,1%

Carteira 5

 

 

13,01%

 

 

131,1%

Perceba que as rentabilidades em relação ao CDI até ficaram acima do projetado — exceto pela carteira de perfil 1. Isso porque ao longo do ano, da mesma forma que o mercado se ajustou às novas expectativas de retorno, nós também fomos ajustando.

Mais do que isso, como a queda da taxa de juros em 2017 foi uma resposta a uma queda consistente da inflação, a rentabilidade real dos investimentos ficou no mesmo patamar ou foi até melhor do que em anos anteriores.

Dito isso, podemos ver que a rentabilidade real das carteiras ficou muito próxima ao ano de 2016. Veja abaixo:

Nível de risco
(% de volatilidade)

 

 

Rentabilidade acima da inflação em 2016

 

 

Rentabilidade acima da inflação em 2017

Carteira 1

 

 

*

 

 

6,83%

Carteira 2

 

 

7,56%

 

 

7,58%

Carteira 3

 

 

9,01%

 

 

8,28%

Carteira 4

 

 

9,67%

 

 

9,11%

Carteira 5

 

 

10,27%

 

 

9,77%

*Não havia nenhuma carteira no nível de risco 1 no começo do ano de 2016.

O que esperar da Vérios

Antes de concluir o artigo, vale lembrar que a carteira inteligente da Vérios é mais adequada para o dinheiro que será destinado aos seus objetivos de médio e longo prazo. A alocação foi pensada para, em primeiro lugar, controlar o risco e aumentar a segurança; e, em segundo lugar, obter o melhor retorno dentro daquele patamar de risco. 

Não incluímos nas carteiras da Vérios ativos cujo risco não possa ser quantificado, mesmo que eles prometam uma rentabilidade um pouquinho maior (lembre-se sempre de que rentabilidade maior está associada a riscos maiores). Buscamos criar a carteira diversificada mais segura possível.

A própria diversificação também é uma forma de segurança. Se alguém fosse capaz de saber de antemão qual será o melhor investimento do ano que vem, não faria sentido diversificar. Mas não é isso que acontece na prática. Só é possível saber qual foi o melhor investimento quando olhamos no retrovisor.

O que aprendemos em todo esse tempo é que seguir estratégias que tentam adivinhar o que vai acontecer no mercado é um caminho de custos altos — pela mudança de posições pagando taxas e impostos, sem contar o quanto você investe do seu tempo e o custo emocional –, e que não é possível acertar todas as vezes. E o pior: um único erro pode anular os ganhos de vários acertos.

Aqui mesmo no blog temos vários artigos explicando os principais benefícios da diversificação, fique à vontade para dar uma lida em alguns deles. Sugerimos começar com estes dois:

Diversificação de investimentos: o que você precisa saber (o essencial está aqui!)

Esqueça a diversificação: aplique apenas no melhor investimento (com uma dose saudável de ironia)

A liquidez também é importante. Não incluímos ativos que “travam” seu dinheiro pelo simples motivo que o dinheiro é seu, e queremos que ele esteja disponível quando você precisar. Imprevistos acontecem.

Estamos à disposição para conversar mais sobre esse rentabilidade, diversificação, liquidez, segurança e o que mais você tiver curiosidade. Deixe seu comentário!

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Autores

Economista pela Unicamp com Certificação de Gestores Anbima (CGA) e programadora nas horas vagas, Aninha foi Head de Customer Experience na Vérios e ajudou a construir nosso modelo de atendimento próximo e eficiente, que se tornou referência no mercado financeiro

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