Postado em: Carteira inteligente, Destaques, Por dentro da VériosPor:
8 de Maio de 2019 Ultima atualização: 8 de Maio de 2019

Rentabilidade da Vérios em 2018

Chegou a hora de ver os resultados.

8 de Maio de 2019

“Um bom portfólio é mais do que uma longa lista de boas ações e bons títulos. É um todo equilibrado, proporcionando ao investidor proteções e oportunidades em relação a uma ampla gama de contingências.”

-Harry Markowitz, pai da teoria moderna de portfólios

O ano de 2018 pode ser definido por diversos adjetivos e um deles é “didático”. Didático no sentido em que, apesar das enormes incertezas que pairavam no ar ao longo do ano, alternando períodos de depressão com momentos de euforia, as carteiras inteligentes da Vérios se mostraram eficientes e equilibradas para suportar tamanha volatilidade. Num ano de grande instabilidade, a teoria foi confirmada na prática e os resultados foram excelentes.

Para que serve a rentabilidade passada?

É muito comum que as gestoras divulguem os resultados obtidos em seus fundos de investimento no ano, no semestre ou no trimestre anterior. A utilidade dessa informação é, porém, questionável.

A rentabilidade passada é utilizada como peça de marketing, um chamariz para que as pessoas decidam investir no produto que teve a melhor rentabilidade no ano passado. É nesse uso da rentabilidade como material de venda que mora o perigo para o investidor, pelo simples motivo de que rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura.

Essa frase sempre acompanhará a informação, em letrinhas miúdas, porque fazer esse alerta é uma obrigação imposta aos gestores dos fundos. Nós fazemos questão de informar isso logo no começo, em letras grandes e negrito.

Ao avaliar rentabilidade passada, não se distraia com uma rentabilidade muito alta no topo do ranking. Ao invés disso, procure comparar os resultados de vários períodos em busca do melhor sinal da boa gestão financeira: a consistência nos resultados, ano após ano

O aviso é importante porque, na verdade, a rentabilidade passada costuma ter pouca ou nenhuma relação com o rendimento que você vai obter daqui pra frente, principalmente nos fundos que ficam no “topo do ranking”.

Esses costumam ser os gestores que tomaram maior risco e, dessa vez, acertaram. É isso que coloca um fundo de investimento no topo do ranking. O risco elevado faz parte da estratégia de gestão desses fundos. No ano seguinte, a tendência é manter o elevado nível de risco, porém (como sempre) correndo o risco de errar. E, quando o risco é amplo, o erro pode custar muito caro para o cliente.

Por outro lado, entendemos que divulgar a rentabilidade passada é uma forma de agregar transparência à gestão, refletir sobre os resultados do nossos modelos de alocação e aproveitar para divulgar um pouco da nossa visão de mundo. Por isso, acreditamos que é importante compartilhar com você o histórico de retorno que nossos clientes obtiveram e o risco suportado por eles. Vamos lá?

Metodologia de alocação de recursos

Como vimos no começo deste artigo, 2018 foi um ano de grande incerteza política e econômica e de muita volatilidade no mercado financeiro brasileiro. Mesmo assim, no meio do caos, as carteiras inteligentes conseguiram prosperar. Se o nosso estilo de gestão fosse pautado na gestão ativa, com a busca por oportunidades pontuais para compra e venda de ativos (“market timing”), o resultado poderia ter sido bem diferente.

O fator humano na tomada de decisão, por vezes, se torna um vilão. A famosa tese do Gorila Invisível pode ser aplicada: os gestores de fundos (e os outros seres humanos também) tendem a contar excessivamente com a própria intuição e experiência ao interpretar o mundo e formar suas memórias dos acontecimentos, mas no final do dia a sua sensação de conhecimento da realidade e controle do rumo das coisas é apenas uma ilusão, reforçada pela atenção seletiva. No mundo dos investimentos, esse comportamento pode custar muito caro…

As carteiras administradas inteligentes foram construídas na Vérios a partir de um modelo de alocação por classes de ativos (“asset allocation”, do inglês), onde não existe necessidade de interferência ou escolha humana para as compras em cada conta individual de cada um dos nossos clientes – os Amigos e Amigas do Ueslei.

Nosso time de Engenharia Financeira se concentra em criar e aprimorar o modelo que, atualizado regularmente com informações de mercado, calcula as proporções ideais para a carteira inteligente. A metodologia é seguida por todas as carteiras individuais, cada uma delas ajustada de acordo com nível de risco recomendado para o cliente ou escolhido por ele.

Carteiras Administradas: cada pessoa tem a sua rentabilidade

Para analisar e divulgar a rentabilidade obtida pelos Amigos do Ueslei em cada nível de risco, construímos os Portfólios Médios, compostos pela mediana da rentabilidade de cada carteira para cada nível de risco. Mas por que Portifólios Médios?

A maioria das gestoras de investimentos trabalha com fundos de investimento. Cada fundo é um único produto da empresa, que reúne o dinheiro de vários investidores e o trabalho da gestora é focado nos seus produtos. Nesses casos, não se mede a rentabilidade de cada cliente, mas sim de cada produto. Na Vérios, fazemos diferente.

Trabalhamos com carteiras administradas, e não com fundos. Cada cliente tem sua própria carteira e nosso foco é sempre no indivíduo. Seria mais fácil escolher os fundos, mas preferimos escolher o melhor para o cliente. Os valores e datas de cada depósito que você faz influenciam seu resultado final. Assim, carteiras com um mesmo nível de risco podem ter rentabilidades ligeiramente diferentes umas das outras.

Não existe um “fundo da Vérios” — cada cliente tem uma carteira personalizada com os ativos em seu nome e CPF, na sua própria conta na corretora

A proporção das classes de ativos em cada uma das carteiras sempre respeita os níveis de tolerância para rebalanceamento, gerenciados individualmente em cada conta de maneira a reduzir custos e tributos que você paga. Por isso, pode acontecer de uma carteira ter 19,3% do patrimônio investido em uma classe de ativos, enquanto em outra carteira de mesmo nível de risco essa mesma classe representa 19,9%. É por isso que calculamos os Portfólios Médios.

Fatores como o momento do mercado no dia em que a carteira foi montada e frequência de aportes adicionais contribuem para diferenças na rentabilidade individual dos clientes em diferentes momentos.

Retrospectiva e rentabilidade 2018

O ano de 2018 começou em clima de euforia, mas a animação durou pouco. Após o primeiro trimestre, o cenário brasileiro se deteriorou rapidamente, com eclosão da greve dos caminhoneiros e a decisão do Banco Central Brasileiro de interromper o ciclo de cortes da taxa Selic. Como pano de fundo e contribuindo para a volatilidade do mercado, tínhamos todas as incertezas da corrida eleitoral onde despontavam vários candidatos até então pouco conhecidos.

Após um início de ano com quatro meses fortes, esses eventos catapultaram uma sequência de rentabilidades fracas, inclusive algumas semanas seguidas com rentabilidade levemente negativa nos meses de maio de e junho de 2018, o que pode ser facilmente visto no gráfico abaixo.

O gráfico mostra a evolução das carteiras diversificadas em 5 classes de ativos. Cada linha representa um nível de risco diferente, numerado de 1 a 5.

 

Vérios: Rentabilidade das Carteiras Diversificadas em 5 Classes de Ativos
Cada linha representa um nível de risco diferente, numerado de 1 a 5, e a linha cinza representa o CDI

 

As carteiras mais afetadas foram aquelas com diversificação em apenas três classes de ativos (todas de renda fixa) cujo comportamento segue no próximo gráfico. Nas carteiras com diversificação em cinco classes de ativos (gráfico acima), a perda foi amenizada pela presença da parcela investida em ações da bolsa americana, uma classe de ativos em dólar que protege a sua carteira nos momentos de crise financeira.

 

Vérios: Rentabilidade das Carteiras Diversificadas em 3 Classes de Ativos
Cada linha representa um nível de risco diferente, numerado de 1 a 5, e a linha cinza representa o CDI

 

O terceiro trimestre foi a fase onde essa diferença – a presença da bolsa americana com o componente do dólar nas carteiras – ficou mais evidente. Foi uma fase em que as carteiras de renda fixa andaram um pouco de lado, porém com ótimos resultados para as carteiras que possuem cinco classes de ativos, sendo duas de renda variável.

Por fim, o último trimestre do ano foi de forte recuperação para todos. Com a definição das eleições no Brasil, o mercado renovou seus ânimos com a expectativa da implementação de uma agenda de reformas fiscais, provocando a valorização de ativos mais arriscados, como bolsa de valores (renda variável) e juros de longo prazo (renda fixa).

 

Vérios: Rentabilidade Líquida das Carteiras, em % do CDI
Cada barra representa um nível de risco diferente, numerado de 1 a 5. No primeiro grupo, as carteiras diversificadas com apenas 3 classes de ativos e no segundo grupo estão as carteiras diversificadas em 5 classes de ativos. As linhas pontilhadas representam o CDI, o Tesouro Selic e a Poupança.

Balanço do ano de 2018

As rentabilidades das carteiras no ano de 2018 ficaram em linha com o projetado, e o nível de volatilidade (equivalente a incerteza e risco) ficou abaixo do esperado em cada perfil. Nesse sentido, as carteiras foram eficientes em agregar valor para os clientes. Apresentaram um nível de risco inferior ao que foi autorizado, mesmo em um ano turbulento, e mesmo assim atingiram seus objetivos de rentabilidade. As duas palavras que ficam são: segurança e consistência.

Este artigo foi útil para você?
Rentabilidade da Vérios em 2018
4.2 (84.76%) 21 votes

Compartilhe:
8 de Maio de 2019
Ultima atualização: 8 de Maio de 2019

Você pode gostar também…

15928012 min de leitura

Como as carteiras da Vérios se recuperaram após a delação da JBS

Dezoito de maio de 2017 — o “Joesley Day” — um dia que ficará marcado na história recente do Brasil. O dia após a delação do grupo JBS vir à...

Continue lendo
1132114 min de leitura

“Encontrei na Vérios valores que carrego comigo e me apaixonei na hora”

Quando o Bruno recebeu nosso convite para contar sua história aqui no blog, respondeu assim: “Convite aceito. Trabalho com estratégia de marcas e a Vérios vem s...

Continue lendo
81971 min de leitura

Vérios no Valor: “Consultor-robô passa pelos primeiros testes no Brasil”

Nosso serviço de gestão automatizada de investimentos recebeu destaque em reportagem do jornal Valor Econômico publicada no dia 22 de agosto de 2017. A jornalista Adr...

Continue lendo

Autores

CEO da Vérios, a fintech que te ajuda a fazer investimentos inteligentes, de forma fácil, rentável e segura. Pode confiar. Felipe conta com mais de 10 anos de atuação no mercado financeiro, e em 2011 cofundou o site Comparação de Fundos, primeiro a dar transparência a mais de 15 mil fundos de investimento. É advogado pela USP e pós-graduado em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA.

Comentários