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7 de Março de 2017 Ultima atualização: 1 de outubro de 2018

Saber investir pode empoderar uma mulher

Para muitas mulheres, existe alguém (um homem, no geral) que cuida do dinheiro delas. Um pai, um marido, um irmão. O problema é que esta situação acaba gerando uma dependência enorme. Como tomar uma decisão importante na sua vida, se você não sabe se tem dinheiro para aquilo ou não? Saiba mais sobre investimento para mulheres!

7 de Março de 2017

Muito tem se falado nos últimos tempos sobre empoderamento feminino: com igualdade de direitos e maior participação social. No entanto, eu vejo tudo isso de uma maneira um pouco diferente. Na minha visão, o verdadeiro empoderamento das mulheres passa pela educação financeira. A mulher só pode se tornar independente e autônoma quando puder bancar suas próprias escolhas.

Desde que lancei o Finanças Femininas, há mais de quatro anos, ouço muito a frase “Eu não preciso”. Descobri que para muitas mulheres, existe alguém (um homem, no geral) que cuida do dinheiro delas. Um pai, um marido, um irmão. O problema é que esta situação acaba gerando uma dependência enorme. Como tomar uma decisão importante na sua vida, se você não sabe se tem dinheiro para aquilo ou não?

Para mim, a educação financeira nos permite fazer as escolhas que queremos em nossas vidas. E tenho visto, na prática, como este conhecimento pode ser transformador para as mulheres: vi mulheres que saíram de casamentos onde não eram felizes, outras que lançaram seus negócios, outras que compraram seus apartamentos.

A mulher só pode se tornar independente e autônoma quando puder bancar suas próprias escolhas

Muita gente me pergunta se a educação financeira para mulheres não é a mesma daquela para os homens. Não é – e a resposta não é minha, mas da OCDE, o clube dos países desenvolvidos. Na visão da entidade, para iniciativas de educação financeira funcionarem, é preciso ter segmentação. E os grupos que mais precisam são mulheres e crianças.

A questão tem até contornos históricos: as mulheres passaram a ter direito a ter um CPF próprio somente em 1962, no mesmo momento em que começaram a ascender no mercado de trabalho. Ou seja: só ganhamos o direito de ter nossa uma conta individual no banco e a ganhar nosso próprio dinheiro há poucas décadas. Os homens vêm fazendo isso há séculos.

A OCDE ressalta que a mulher tem, além de tudo, um papel multiplicador: ao aprender a cuidar melhor do seu dinheiro, ela leva este conhecimento para seus filhos, famílias e amigos.

Para completar, os desafios da mulher hoje são completamente diferentes daqueles dos homens. Segundo o IBGE, a mulher ganha ainda 30% a menos do que o homem no Brasil. Ela é também a principal responsável pelas tarefas domésticas e responsabilidades familiares – de acordo com um levantamento, as mulheres gastam, em média 25 horas por semana com estas tarefas, contra 4 horas dos homens. E o pior: elas ganham menos, têm mais trabalho, e conquistam menos cargos de liderança.

Então sim, educação financeira para mulheres é fundamental. É o que vai permitir que elas assumam o controle da sua vida e não tenham medo de negociar um aumento ou pedir uma promoção. É o que vai permitir que elas consigam guardar dinheiro para correr atrás dos seus sonhos.

A mulher ganha 30% a menos do que o homem no Brasil. Ela é também a principal responsável pelas tarefas domésticas e responsabilidades familiares

Porque a regra fundamental da educação financeira é simples: gaste menos do que você ganha. Você não enriquece com o que ganha, mas com o que gasta. Guarde um pouco todo mês – e invista este dinheiro direito, para poder juntar um patrimônio. É assim que podemos deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilas, sabendo que aconteça o que acontecer, a sua vida está garantida.

Por isso, te faço um convite: seja você homem ou mulher, compartilhe este texto com uma mulher – uma amiga, sua mãe ou namorada. Vamos espalhar esta mensagem: mulher empoderada é mulher que guarda seu dinheiro e sabe investi-lo bem.

Assista ao TEDx de Carol Ruhman:

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7 de Março de 2017
Ultima atualização: 1 de outubro de 2018

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Autores

Jornalista especializada em finanças pessoais e fundadora do site Finanças Femininas, Carol é coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Editora Saraiva)

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