Selic baixou para 7,5%. Faz sentido continuar investindo em renda fixa?

Com os juros caindo, vale a pena continuar investindo em Tesouro Selic?

No dia 25 de outubro, o Comitê de Política Monetária decidiu reduzir mais um pouco a meta para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Agora, ela está em 7,5% ao ano.

Grande parte das aplicações de renda fixa pós-fixada, como o título público Tesouro Selic, CDBs e fundos de liquidez diária têm seu rendimento de alguma forma atrelado à taxa de juros vigente. Se os juros baixam, o mesmo acontece com o rendimento nominal da aplicação. Muitas pessoas nos perguntam: faz sentido continuar investindo em renda fixa nesse cenário?

A resposta é SIM. Neste vídeo você vai entender os três principais motivos para isso:

Ei, você aí! Não deu pra assistir ao vídeo? Sem problemas, a gente faz um resumo:

1) A função das aplicações atreladas à Selic é proporcionar segurança e liquidez

A renda fixa pós-fixada (como Tesouro Selic, fundo de renda fixa ou CDB) é o “arroz com feijão” dos investimentos. Ou melhor, só o arroz! Ela é o componente básico de uma carteira de investimentos.

Quando você investe de forma diversificada, a renda fixa pós-fixada assume a nobre função de dosar o risco da sua carteira de investimentos. Não é com essa parcela de renda fixa que você vai obter mais rentabilidade, mas ela está ali para funcionar como um colchão de segurança e proporcionar liquidez aos seus investimentos.

Em situações em que o mercado se comporta de forma extrema, como na ocasião da delação da JBS em maio deste ano, é a parcela de renda fixa pós-fixada que “segura” sua carteira. Saiba como as carteiras da Vérios se comportaram na ocasião.

2) Não caia na falácia da rentabilidade nominal. Busque a rentabilidade real

O rendimento nominal é apenas uma referência. O que conta mesmo é o rendimento real, ou seja, descontado da inflação. Se a taxa de juros está caindo e a inflação também, possivelmente você está tendo o mesmo rendimento real (ou até maior) do que em períodos de juros altos e inflação igualmente alta.

Um exemplo? Em 2015 a variação do IPCA foi de 10,67%. O CDI (indicador atrelado à taxa Selic), por sua vez, ficou em 13,23% ao ano. De janeiro a agosto de 2017, o IPCA foi de 1,62% e o CDI acumulado, de 7,30%. Ou seja, mesmo com juros menores, o ganho real foi maior no período recente do que em 2015, pois a inflação estava mais baixa. Se as expectativas do mercado se confirmarem, ao final de 2017 teremos IPCA de 3% e taxa Selic de 7% ao ano, o que resulta em uma rentabilidade real de aproximadamente 4% ao ano.

Saiba mais sobre a rentabilidade real.

3) Sua tolerância ao risco deveria ser independente do momento do mercado

Com a queda dos juros, a mídia e diversas empresas insistem que as pessoas devem levar seus recursos para a bolsa de valores a fim de buscar rentabilidades maiores. O problema desse discurso é que ele não considera um aspecto essencial: sua capacidade de lidar com o risco dos investimentos, ou seja, seu perfil de tolerância à oscilação dos investimentos.

Se você é avesso ao risco, ele não muda quando a taxa de juros está em 7% ou em 14% ao ano. Não é uma questão de investir em aplicações de renda fixa OU na bolsa. É uma questão de buscar um equilíbrio no qual o seu perfil é respeitado. Diversificar sua carteira de investimentos é importante e o que recomendamos é que você siga uma estratégia que se adapte a diferentes situações do mercado. Assim, você tem a certeza de estar investindo bem e evita a ansiedade e o efeito manada tão comuns no mundo dos investimentos.

Selic baixou para 7,5%. Faz sentido continuar investindo em renda fixa?
4.68 (93.53%) 34 votos

Categorias: Intermediário, Avançado, Economia
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+