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26 de dezembro de 2017 Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

Suas resoluções de Ano Novo nunca dão certo? Saiba onde está o erro

26 de dezembro de 2017

Mais um ano está chegando ao fim. Nessa época, todo mundo fica um pouco mais reflexivo, pensando no que deu errado e fazendo planos para que o ano seguinte seja melhor.

Sou um planejador financeiro mas, neste breve artigo, não vou falar de dinheiro. Planos são planos, e o financeiro é apenas uma das facetas que viabiliza ou não que eles se tornem realidade.

Por que é tão difícil concretizar as resoluções que esperançosamente planejamos a cada 31 de dezembro?

Meme de Ano Novo do ChapolimPlanos falham

Em primeiro lugar, sejamos simples: porque são difíceis mesmo. Mas há alguns motivos mais.

1. Se você teve a oportunidade de analisar o ano que se passou, mas não tirou nenhuma lição disso para planejar o que vem por aí, você não está se planejando na virada do ano: está somente fazendo um desabafo daquilo que mais lhe incomoda em você. Um desabafo em formato de promessa.

Planos precisam de contato com a realidade. Do contrário, tornam-se meros devaneios ou puro discurso histérico.

2. Se você seguiu essa linha de desabafo e falou mais dos seus desejos do que da possibilidade de colocá-los em prática, provavelmente subestimou a influência que os acontecimentos do ambiente externo vão exercer sobre você. Tudo bem, um pouco de autoengano faz parte.

Todo mundo precisa de uma dose da ilusão de que controla o futuro para sobreviver e construir algo. O problema vem quando exageramos na dose e assumimos que tudo que acontece com o mundo está sob nosso controle. Não está.

Somos seres frágeis, vulneráveis e interdependentes. A realidade nos afeta

Somos seres frágeis, vulneráveis e interdependentes. A realidade nos afeta. Vale mais se preparar para lidar com ela do que fingir que ela não existe ou não nos afeta.

3. Além dos contratempos que a realidade externa pode impor, é bem comum que a gente subestime os limites da nossa própria capacidade cognitiva.

Eu, por exemplo, quero voltar às aulas de bateria, fazer aulas de teatro, viajar mais, fazer um curso introdutório de psicanálise, colocar uma rotina na prática de meditar, começar a fazer alguma atividade aeróbica, não quero deixar de lado a pouca ioga que tenho conseguido praticar, acho que um pouco de musculação iria bem, gostaria de experimentar um grupo de bike noturna, quero melhorar a minha dieta… Ufa! Acho que fica meio óbvio que, se eu não souber renunciar a algo, não vai dar muito certo.

Esgotamento cognitivo é a expressão para isso. É fácil fazer o “eu de hoje” decidir pelo “eu de amanhã”. Só está faltando combinar com ele, né?

O 31 de dezembro não é uma Black Friday

Para muitas pessoas, o 31 de dezembro se parece com uma Black Friday. Ele te obriga a tomar uma decisão impactante antes que a “promoção” (no caso, o ano) acabe.

O final do ano parece te obrigar a tomar uma decisão impactante antes que ele acabe

Se você já tem alguma decisão que está amadurecendo há um tempo, legal: vá surfar a onda. Se não for assim, um sinal amarelo e uma atenção ao seu emocional são bem-vindos.

A virada de ano é um ótimo estímulo ou empurrãozinho, mas não substitui a necessidade de um contato mais amistoso com o nosso emocional para incorporá-lo às nossas decisões e à maneira como fazemos planos para o futuro.

Feliz 2018! Que ele seja repleto de conquistas, dinheiro e muita vida.

Artigo originalmente publicado no Lab do Valor.

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Autores

Jaques é planejador financeiro CFP ® e aborda os universos de finanças pessoais e corporativas sob os alicerces da Psicologia Econômica. Fundador da consultoria Lab do Valor e autor do curso Draw Your Finance, onde ajuda pessoas a construírem um planejamento financeiro de forma leve, com vídeos e animações

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