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22 de Fevereiro de 2017 Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

Taxas do Tesouro Direto: tire suas dúvidas

22 de Fevereiro de 2017

Você sabe quais são as taxas cobradas para investir no Tesouro Direto?

Não existem taxas escondidas para aplicar em títulos públicos. São dois os custos que você tem: a taxa de administração da corretora (agente de custódia) e a taxa de custódia da BM&FBovespa. Vamos explicá-los em detalhes neste artigo!

Taxa de administração da corretora

O investimento em títulos públicos do Tesouro Direto é intermediado por uma instituição financeira, o chamado agente de custódia, que nada mais é que a corretora! Pode ser uma corretora independente, como a Rico, a XP ou a Easynvest, ou pode ser a corretora do banco, como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco…

O que é a taxa de administração da corretora?

A taxa de administração é a remuneração que a corretora recebe por fazer essa intermediação entre você e o Tesouro Direto, providenciado os serviços de abertura do cadastro, transferência de valores e recolhimento do Imposto de Renda.

Quanto custa?

Varia muito de corretora para corretora!

Em uma ponta, já existem no mercado muitas corretoras que não cobram taxa de administração. Não sejamos inocentes — essa “bondade” é um chamariz para que você receba oferta de outros produtos da corretora onde ela tenha uma boa margem. Afinal, as corretoras precisam fazer seus lucros de alguma forma.

Na outra ponta estão as corretoras dos bancos. Os bancos não querem que você invista no Tesouro Direto, pois esse investimento gera muito pouca margem de lucro para o banco. Eles têm um rol de produtos mais lucrativos (para eles) e os gerentes têm metas para vendê-los (já recebeu uma ligação oferecendo “uma ótima aplicação”?).

Já recebemos até um relato de um cliente dizendo que perguntou ao gerente sobre Tesouro Direto, e o gerente lhe disse que era muito perigoso, pois para isso teria que habilitar o home broker e poderia sem querer comprar ações e perder todo o seu dinheiro! Foi uma das histórias mais sem pé nem cabeça que escutamos.

Além de dificultar no atendimento, caso você consiga fazer a aplicação os bancos cobram taxas de administração bem altas, em média 0,5% ao ano sobre o valor investido. Somado aos 0,30% obrigatórios (que vamos explicar logo em seguida), você já vai pagar 0,8% ao ano só pela intermediação, sem ter nenhum serviço adicional.

No site do Tesouro Direto você pode consultar a taxa de administração cobrada por todas as instituições financeiras habilitadas pelo Tesouro Direto.

Como é cobrada?

No primeiro ano, a taxa de administração da corretora é cobrada “na cabeça” — significa que você paga de uma só vez, no momento que investe, todo o valor devido. Por exemplo, se você vai investir R$ 1.000 e a taxa da corretora é 0,10% ao ano, o R$ 1 devido é descontado no momento em que a operação de compra de títulos é realizada.

A partir do segundo ano, porém, o jogo muda. Em vez de cobrar à vista, a taxa passa a ser provisionada diariamente. A cobrança é feita semestralmente, junto com a outra taxa do Tesouro Direto, que veremos a seguir.

Taxa de custódia da B3 (antiga BM&FBovespa)

Talvez você esteja se perguntando o que a B3 (antiga BM&FBovespa) tem a ver com o Tesouro Direto, que é renda fixa! O que a bolsa de valores está fazendo nessa história se você não está investindo em ações?

A B3 é parceira operacional do Tesouro Nacional. Graças a ela é possível oferecer títulos públicos para pessoas físicas via Tesouro Direto. Basicamente, é ela que cuida de tudo para que seu dinheiro esteja protegido e registrado em seu nome e CPF.

O que é a taxa de custódia da B3?

É a taxa cobrada para custodiar os títulos em que você aplica, mantendo o investimento vinculado ao seu CPF. Ela remunera a B3 pelos serviços de guarda dos títulos, manutenção do sistema e envio de extratos mensais aos investidores.

Tome cuidado se alguma instituição financeira disser que pode isentar você dessa taxa! Isso era possível no passado e foi assim que ocorreu a fraude na corretora Corval, que prejudicou investidores. Depois disso, passou a ser obrigatória a custódia dos títulos do Tesouro Direto na B3 em nome e no CPF do cliente final, aumentando a sua segurança. Por isso, não é possível investir em títulos públicos via Tesouro Direto sem pagar a taxa da B3.

Quanto custa?

A taxa de custódia é de 0,30% ao ano sobre o valor investido.

Como é cobrada?

Essa taxa é calculada diariamente e cobrada semestralmente nos primeiros dias úteis de janeiro e de julho. Nos casos de títulos com juros semestrais (cupom), a taxa de custódia também é cobrada proporcionalmente no momento do pagamento dos juros.

E para quem investe em títulos do Tesouro com a Vérios?

Na Vérios, fazemos o controle de todos os custos dos títulos do Tesouro Direto que você tem na sua carteira inteligente. Também calculamos quanto deixar em caixa na sua conta da corretora para o momento da cobrança das taxas. Fica muito mais fácil para você e sua conta nunca fica negativa!

A taxa total para você investir com a Vérios é de 0,95% ao ano. Ela já inclui a taxa de custódia da B3, as taxas relacionadas ao investimento em ETFs (corretagens, custódia e administração; nas carteiras com diversificação completa) e também a taxa de gestão que remunera a Vérios, a qual fica entre 0,40 e 0,65% ao ano, dependendo das movimentações e composição da sua carteira. Saiba mais sobre os custos para investir com  Vérios.

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22 de Fevereiro de 2017
Ultima atualização: 17 de agosto de 2018

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Fã da facilidade que as fintechs proporcionam, Isa trabalha com comunicação e marketing. É jornalista formada pela UERJ, com MBA em Marketing pela FGV

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