Vale a pena investir em ETFs?

A sopa de letrinhas das aplicações financeiras, com nomes dos mais variados, parece assustar quem está começando a investir. A oferta é generosa, tem para todos os gostos: CDB, LCI/LCA, COE, ETF, sem falar nas NTN-Bs ou LFTs do Tesouro Direto… Mas vamos parar por aí antes que tudo se misture na nossa e na sua cabeça.

Em meio a essa infinidade de siglas, você já ouviu falar dos Exchange Traded Funds (ETFs, na sigla em inglês)? Aqui no blog comentamos com frequência sobre essa modalidade de investimento. Aliás, temos um conteúdo sobre o que são ETFS. Descubra, em detalhes, como eles funcionam.

Mas afinal, se você já ouviu sobre os ETFs, pode estar se perguntando: vale a pena investir em ETFs? Para a resposta ficar mais clara, é importante destrinchar um pouco essa modalidade de investimento.

O que são ETFs?

Na prática, os ETFs são fundos que acompanham determinados índices e têm suas cotas negociadas na bolsa de valores – no caso brasileiro, na BM&FBovespa. Traduzindo em miúdos: esse tipo de fundo reproduz o desempenho de um indicador de referência, como por exemplo, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa no Brasil.

Conheça as formas possíveis de investir na bolsa de valores.

Então, qual vantagem que a Maria leva?

Ao investir em ETFs, você tem acesso a uma carteira diversificada sem a necessidade de ficar escolhendo ação por ação (o chamado “stock picking”). Detalhe: além de não ter todo o trabalho de selecionar os ativos, você pagará muito menos para aplicar em renda variável, tanto da bolsa brasileira quanto de bolsas de outros países, como Estados Unidos.

Indústria forte no exterior

A prova de que vale a pena investir em ETFs como um percentual do patrimônio em ativos de renda variável é justamente observar o tamanho desse mercado lá fora. Nos Estados Unidos, esses fundos são negociados desde 1993 e hoje representam uma indústria com mais de US$ 2 trilhões em ativos.

Devido ao baixo custo e à possibilidade de exposição a diversos mercados e setores, os ETFs ganham diferentes roupagens em outros países. Podem ser compostos não apenas por ações de empresas, mas também por títulos públicos, papéis de crédito privado, ou mesmo focado em determinadas indústrias, como tecnologia, energia e por aí vai.

Mercado de ETFs no Brasil

No Brasil, embora tenha ganhado mais força nos últimos anos, o mercado de ETFs ainda está em seus estágios iniciais. O primeiro fundo desse tipo foi lançado por aqui em 2004. Atualmente, estão disponíveis 15 opções, incluindo ETFs que representam o Ibovespa, o IBrX 50 (seleção das 50 maiores empresas listadas na BM&FBovespa), além de outros índices, como Dividendos, Small Caps e S&P 500 (índice da bolsa norte-americana). Veja aqui a lista completa de ETFs negociados na bolsa.

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Em tamanho, o universo de ETFs ainda é bem pequeno em relação à indústria de fundos brasileira – em agosto de 2016, o patrimônio líquido totalizava R$ 3,9 bilhões, ao passo que o mercado como um todo somava quase R$ 3,3 trilhões em patrimônio líquido, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Facilidade

Facilidade e praticidade são pontos que contam a favor dos ETFs, já que os fundos têm negociação em tempo real na bolsa. Ou seja, é possível investir a qualquer hora, do mesmo jeito como se você estivesse comprando uma ação. Essa praticidade, por exemplo, não é encontrada em muitos dos fundos de ações, que normalmente possuem maior restrição para entrada e saída dos investimentos. Outro diferencial é que você pode acompanhar as mudanças feitas pela gestora na composição do ETF.

Diversificação e baixo custo

Como já citamos no começo do texto, os ETFs são eficientes por abrirem espaço para um dos aspectos mais importantes de uma cesta de investimentos, que é a diversificação dos ativos financeiros. Em vez de desembolsar altas taxas de corretagem para montar, por conta própria, uma carteira de ações, é possível acessar um portfólio maior de papéis, de diferentes empresas e setores.

Além de ser mais barato em relação à compra direta de ações, o investimento em ETFs tem custo inferior à aplicação em renda variável por meio de fundos, afinal a taxa de administração dos ETFs é, em geral, menor que a cobrada por boa parte dos fundos de ações disponíveis no mercado.

O ETF PIBB11 cobra 0,059% ao ano de taxa de administração. O ETF IVVB11, por sua vez, tem taxa de administração de 0,27% anuais. Detalhe: esse último investe em ações de companhias americanas negociadas em bolsas de NY. Falaremos mais à frente sobre como esses dois ETFs podem ser importantes para uma carteira diversificada.

Como investir

Para começar a investir em ETFs, é preciso ter conta aberta em uma corretora que distribua o produto e comprá-lo na BM&FBovespa via home broker. O processo de compra e venda de ETFs é igual ao de negociação de ações. A liquidação ocorre três dias úteis após a compra/venda.

Embora a liquidez de alguns ETFs seja baixa, vale destacar que grande parte dos ETFs tem a figura do formador de mercado (market maker). Mas o que isso significa? Se não houver compradores ou vendedores para a negociação do ativo, um agente financeiro (bancos ou corretoras) faz esse trabalho, facilitando a liquidez do fundo.

Como usamos ETFs na carteira inteligente

Na composição da carteira inteligente e diversificada da Vérios (saiba mais clicando aqui), os ETFs são peças fundamentais para a engrenagem funcionar e proporcionar a otimização adequada do portfólio para os clientes. Como uma forma de acessar o mercado de ações brasileiro com baixo custo, optamos pelo ETF PIBB11, que segue o índice IBrX 50 – seleção das 50 maiores empresas listadas na BM&FBovespa.

Para não ficar apenas alocado em papéis de companhias brasileiras, aplicamos um percentual do patrimônio em bolsas internacionais. É uma maneira de reduzir um pouco o chamado “risco Brasil”, ou seja, caso o mercado acionário por aqui volte a mostrar desempenho negativo, o investidor consegue se proteger com os investimentos em ativos no exterior.

Saiba como a Vérios protege seu patrimônio durante crises financeiras.

Para isso, selecionamos o ETF IVVB11. O ativo segue o índice S&P 500, que representa as 500 maiores empresas negociadas na bolsa de valores de Nova York (Nyse) ou na Nasdaq, por valor de mercado. Em outras palavras, é possível investir em ações de grandes empresas americanas sem precisar abrir conta no exterior, enviar dinheiro para fora etc.

Opções para todos os perfis

É importante ressaltar que as carteiras administradas pela Vérios são diversificadas em cinco classes de ativos (títulos públicos prefixados, pós-fixados, indexados à inflação, ações Brasil e ações EUA). Lembrando que a alocação varia conforme o nível de risco (volatilidade). A carteira 1, por exemplo, tem apenas 1,6% de aplicação em bolsa brasileira.

Além de poder diversificar as aplicações, diluindo o risco do investimento ao longo do tempo, você pagará muito menos para investir em ETFs. Todas as taxas estão embutidas no percentual fixo de 0,95% ao ano sobre o valor investido. Ou seja, a Vérios cuida de tudo, incluindo: abertura de conta em uma corretora de valores parceira, seleção dos ativos que vão compor seu portfólio, acompanhamento constante da carteira.

Tudo isso sem que você tenha “surpresinhas”, como tarifas ou taxas mensais ou semestrais. E mais: fora o custo menor, seus objetivos de vida, assim como a tolerância a risco, o horizonte de investimento e outros fatores são levados muito a sério na hora de indicar a carteira mais adequada.

Agora que você conhece melhor as vantagens de investir em ETFs, faça uma simulação e saiba a alocação diversificada que indicamos para o seu perfil de risco.

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Categorias: Intermediário, ETFs