Vérios participa do grupo de discussão ‘A vez do robô’, da Capital Aberto

Os possíveis impactos dos “robôs de investimento” na indústria de gestão de recursos foi o tema do encontro promovido pela Capital Aberto no dia 24 de novembro. Fui convidado para o painel de debates na qualidade de CEO da Vérios, e aproveitei para explicar como o nosso robô Ueslei se mantém neutro na hora de recomendar os melhores ativos para os nossos clientes. “Na Vérios não há conflitos de interesse. Recomendamos o que é melhor para o investidor em uma carteira que contém títulos públicos via Tesouro Direto e ETFs de ações negociadas no Brasil e nos Estados Unidos”.

O evento reuniu representantes de diversos bancos e gestoras de investimento, além de outras grandes empresas que atuam no mercado financeiro. Até pensei que poderia encontrar alguma resistência desses players estabelecidos do nosso mercado, mas o tom da discussão foi muito positivo e construtivo. De maneira geral, todos vêem o serviço como um próximo passo na evolução da gestão de recursos, que vai ampliar o acesso dos brasileiros a serviços de alta qualidade.

banner-blog-lancamentoA CFA Society, que confere um dos mais altos níveis de certificação para consultores de investimento (humanos!), também avalia positivamente a interação entre homem e máquina na gestão de recursos. Para Luis Affonso, diretor da entidade que participou como debatedor, essa é uma forma de democratizar o aconselhamento e de reduzir as taxas cobradas pelas gestoras de recursos.

Na essência, a automatização de investimentos democratiza um serviço que antes estava disponível apenas para milionários, a carteira administrada. Ao contrário do que muitos pensam, o robô não é uma inteligência artificial e não substitui o consultor humano. Ele apenas aumenta – e muito! – o potencial de alcance do trabalho desses profissionais.

Os algoritmos automatizam a parte do trabalho que é mais “braçal”, como o preenchimento de questionários, a realização de cálculos matemáticos e o envio de ordens à corretora, mas toda a inteligência das carteiras de investimento é montada por seres humanos (usando outros algoritmos poderosos que funcionam como uma grande calculadora). Aqui na Vérios, os principais seres humanos responsáveis por essa estratégia são o Daniel Resende, a Aninha Baraldi, o Flavio Abdenur e agora também o Marcelo Copola.

A grande sacada é que o uso desses algoritmos torna a estrutura mais eficiente, permitindo que a gente atenda desde os milionários mais modernos e sem tempo para falar com consultores até os investidores que possuem valores menores e não teriam acesso ao serviço nas casas tradicionais. No caso da Vérios, com aportes a partir de R$ 12 mil reais, o nosso cliente já tem uma carteira com títulos públicos que fica sempre balanceada de acordo com o seu nível de risco.

Para saber como foi a conversa, assista aos melhores momentos no vídeo abaixo.

Participaram do painel de debate:
– Felipe Sotto-Maior, CEO da Vérios
– Fernando Exel, CEO da Economatica
– José Carlos Doherty, superintendente-geral da Anbima
– Luciano Tavares, fundador da Magnetis
– Roberto Lee, diretor de produtos da Clear Corretora do Grupo XP

Os painelistas responderam perguntas do público e dos dois debatedores:
– Luis Fernando Affonso, diretor da CFA Society Brazil
– Luís Ruivo, sócio da PwC e líder da área de Fintechs

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Categorias: Vérios na mídia, Por dentro da Vérios
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Felipe é cofundador e CEO da Vérios. Atuou por 7 anos como agente de investimento credenciado pela CVM e Ancord e cofundou o site Comparação de Fundos, primeiro a dar transparência a mais de 15 mil de fundos de investimento. Felipe é advogado pela USP e especialista pós-graduado em Finanças Corporativas e Investment Banking pela FIA.

  • Lucas Freire

    Muito bom
    Li sobre vcs no blog fyoumoneybrasil.blogspot.com e acho que vou investir com vcs. Só preciso juntar mais 2 mil reais. Pq nao 10 mil e sim 12 de mínimo?

    • Oi, Lucas. O mínimo foi definido por questões de viabilidade. Se tivesse que arredondar para múltiplos de 5, teria que ser obrigatoriamente pra cima e ficaria em 15 mil e não 10. Por isso a gente deixou em 12 mesmo, pra deixar o mais baixo possível. Abs!

  • Brian Fernando

    Uma pena que os robos investidores brasileiros cobrem tão caro. O maior fee pago nos EUA é de 0.39% aa all in.
    Espero que com mais concorrencia em breve diminuam os custos, no mais muito boa plataforma a da Vérios !

    • Oi, Brian. Na verdade, o preço da Vérios é muito barato comparado com os produtos de investimento do Brasil. Não dá para comparar robô brazuca com robô gringo sem considerar o contexto de cada um. Nos EUA, a rentabilidade dos investimentos em geral é muito menor e as taxas cobradas no mercado financeiro também são muito menores que no Brasil. Pra você ter uma idéia, a rentabilidade projetada pelo Wealthfront é de 4 a 6% ao ano (https://blog.wealthfront.com/expected-long-term-return/ ) e no Betterment divulgou números levemente mais altos, entre 6,9% e 8,8% (https://www.quora.com/What-are-the-average-annual-returns-for-Betterment-customers ). Na Vérios, o retorno esperado é casa dos 14 a 17% ao ano. Mas isso não quer dizer que a Vérios é melhor que o Betterment. A realidade do nosso país é essa, assim como a realidade no Brasil é que os produtos de investimento no varejo tem taxas de 2% a 4% ao ano + performance + encargos + spreads. O preço que praticamos hoje é muito muito competitivo, pode confiar.
      Abs!